3 de outubro de 2015

Escolas profissionalizantes tem verba cortada pelo governo

Desde a década de 40 o Sistema S, composto por escolas, laboratórios e centros tecnológicos, forma e qualifica eficientemente milhares de alunos para o mercado de trabalho. Além de educar, complementar e atualizar o conhecimento do trabalhador no campo das inovações surgidas nos setores produtivos da agricultura, comércio, indústria e transportes, o Sistema também presta excelente assessoria técnica às empresas. Para atingir os objetivos, o Senar, o Senac, o Senai, eleito como uma das melhores escolas do gênero no mundo, o Senat e o Sebrae, que orienta sobre a abertura e o gerenciamento empresarial, recebem gordos repasses. Faz o país participar ativamente da luta pela competitividade e pelo avanço tecnológico. Porém existem outras instituições do Sistema S, voltadas para o lado social como o Sesi e o Sesc que se destinam a melhorar a qualidade de vida do trabalhador.  São milhares de alunos estudando gratuitamente nessas escolas pensando no futuro profissional. Mas, o governo, depois de desarranjar as contas públicas, analisa a possibilidade de cortar 30% dos repasses do Sistema S para ajudar na cobertura dos rombos construídos por maquiagens políticas. Caso corte repasses, feche escolas como projetam ou opte pelo fim da gratuidade do ensino, o Sistema S fica seriamente desestruturado. Sem condições de sobrevivência. É, inclusive,  forçado a comprimir a formação profissional de jovens para o setor produtivo, demitir funcionários em virtude do fechamento de escolas especializadas. Porém, há um detalhe interessante levantado por especialistas em tributação. Caso o pacote fiscal reduza o repasse de verbas para o Sistema S, como de fato planeja, o governo pratica uma ação inconstitucional. Fere o Código Tributário Nacional. Perde credibilidade. Verá a desconfiança do povo crescer ainda mais contra os maus gestores públicos. Foto: Reprodução tv tem. Carlos Ivan. Recife/PE