12 de setembro de 2010

Usina Catende pede socorro


A Usina Catende/Pe, fundada em 1890, e que nos anos 60/70 era uma das maiores do Brasil, chegando a produzir 1,2 mil sacas de acúcar de 60 Kg por ano, hoje se encontra atolada em dívidas. Situação piorou depois que teve suas instalações afetadas durante as últimas chuvas caídas no municipio. Dela depende 5 mil funcionários e 700 safristas durante a moagem, que deverá começar em novembro. Mss para isso está precisando de R$ 20 mihões ( no mínimo) para sair do sufoco e voltar as atividades normais. Hoje a usina está sendo administrada por um síndico que já pediu ajuda junto ao governo do estado e federal desde junho, e não conseguiu nada (só promessas). Lamentável está situação. Pergunto: O que está sendo feito para tirar está usina desta crise? E os politicos da terra? Que estão fazendo no sentido de pelo menos tentar solucionar este grave problema, e assim evitar que os operários passem fome e a economia da cidade entre em colapso total, pois o caos já existe.

A Ouvidoria Geral do Estado agradece sua manifestação referente ao assunto Usina Catende/PE . Informamos que a mesma foi encaminhada em 13.09.10 ao Gabinete do Governador para as providências que se fizerem necessárias. Oportunamente, daremos ciência a V.Sa, sobre o andamento/solução do caso.

Por último, agradecemos sua participação na melhoria da qualidade dos serviços prestados pelo Governo de Pernambuco, apresentando sua manifestação.

Atenciosamente,
Karla Júlia Marcelino
Ouvidoria Geral do Estado/Secretaria Especial de Articulação Social.

Prezado Firmino Caetano da Silva Junior. A Ouvidoria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco agradece a sua manifestação e informa a seguinte resposta da área responsável: "Em virtude de expressa vedação legal para aportar recursos na Massa Falida da Companhia Industrial do Nordeste Brasileiro Usina Catende, assim como em face de compromissos não honrados pela Massa Falida com o Banco do Brasil e a Conab, o Governo Federal junto ao Estadual, decidiram investir nos assentamentos das seguintes formas:



1.Construção de 4.259 casas com recursos já assegurados em poder do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), totalizando R$ 68 milhões. O Incra aguarda apenas a liberação das licenças ambientais pela Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) para construir as casas;



2.Cursos de qualificação social e profissional, capacitando 1.200 trabalhadores da Massa Falida;



3.Implantação do projeto Saberes da Terra que oferece bolsas de estudo para o ensino fundamental a mil jovens com idade entre 18 e 29 anos da região de Catende. O projeto é fruto de parceria entre Ministério da Educação, Ministério do Trabalho e da Secretaria Estadual da Educação;



4.Articulação com a Petrobras Biocombustíveis com o objetivo de instalação de uma destilaria de Etanol na região de Catende, mais especificamente no Assentamento Governador Miguel Arraes;



5.Recuperação da produção de cana-de-açúcar nos assentamentos e diversificação produtiva com o plantio de eucalipto, banana e frutas, além de produção de leite e psicultura, onde o Incra possui o montante de R$ 13.4 milhões para investimento. Esta é uma parceria entre o Governo do Estado e o Incra;



6.Recuperação da infraestrutura viária interna pelo Governo do Estado através DER/Secretaria Estadual de Transporte.



Portanto, a decisão em relação à moagem para a safra 2009/2010, tomada em reunião da Câmara Setorial da Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool, ocorrida em 13 de setembro, foi formar um grupo técnico para fazer o levantamento das informações de campo e da indústria que irá subsidiar a elaboração de um diagnóstico para ser debatido na próxima reunião da Câmara Setorial da Cana de Açúcar, Açúcar e Álcool. Nesta, para o que será elaborado, em seguida, um documento com as informações levantadas para ser enviado ao juiz da 18ª Vara Cível do Recife. Caberá a ele decidir se a Usina irá moer ou não. Independente da decisão do juiz, entretanto, todas as medidas anteriormente citadas serão tomadas de modo a atender aos anseios dos assentados, bem como movimentar recursos na região."Coloca-se a Ouvidoria Central da SDEC à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessário. Atenciosamente, Chussy Karlla Antunes.
Ouvidora da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco.

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