13 de setembro de 2012

Tecnologia e muita mídia

No intuito de mostrar que Pernambuco anda na dianteira em termos de tecnologia, o que não falta é propaganda governamental no sentido de incutir essa idéia na cabeça do povo. Em 2011 em mais uma sequência de modismos, a Seduc-Pernambuco alardeou a entrega de microfones para ( alguns) professores da rede. Hoje, muitos desses aparelhos viraram peças descartadas para a maioria desses profissionais isto porque, necessitam de seis pilhas recarregáveis e caras (que não acompanham o equipamento) para funcionar, além disso, reproduzem um som ruim inclusive com apitos e chiados constantes atrapalhando o andamento da aula. Agora, fala-se em tablets, datashow, quadro digital e tantas outras inovações tecnológicas na educação. Num estilo big brother, câmeras são instaladas nas escolas e em algumas delas, numa atitude antipedagógica e contrariando o princípio do direito à privacidade, invadem as salas de aulas. A Secretaria de Educação alega questão de segurança, argumento que não tem consistência, caso isto fosse real, estupros e assaltos dentro de ônibus e nas ruas de Recife deixariam de existir. Na verdade, as câmeras funcionam como um mecanismo de punição quando, por meio de imagens chega-se ao agressor,coisa que nem sempre é possível e não, como um sistema de proteção para alunos, professores e demais funcionários de escolas públicas. Assim, toda essa tecnologia empregada serve primeiramente para garantir lucros vultosos à mega empresários ligados aos negócios no setor da educação e produzir mídia positiva para o governo do Estado que sonha com o comando da nação. Não é possível reduzir a violência sem diminuir as gritantes diferenças existentes entre as classes sociais. Submeter trabalhadores à péssimas condições de trabalho e as baixas remunerações também são atos de violência. Foto: Maria Albênia Silva. Camaragie/PE.

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