4 de dezembro de 2023

42% das mulheres nunca fizeram mamografia por se considerarem jovens

A desinformação em torno do câncer de mama prejudica o diagnóstico precoce e complica o tratamento eficaz. De acordo com o resultado da pesquisa Datafolha, encomendada pela Gilead Oncology, da Gilead Sciences Brasil, 64% das brasileiras acreditam que a doença se desenvolve hereditariamente. Em decorrência de crenças como essa, ser jovem (42%) se torna o principal motivo das mulheres nunca terem feito uma mamografia, seguido da falta de pedido médico (30%). Muitos ainda acreditam que a hereditariedade é o principal fator que desencadeia a patologia, quando, na realidade, apenas 5% a 10% dos tumores têm ligação genética.¹  O estudo também aponta que 45% das entrevistadas afirmam que o exame de rotina é indicado para as mulheres mais velhas, a partir de 50 anos. Já 34% das brasileiras dizem que o exame nas mulheres mais jovens, de até 40 anos, pode causar danos à saúde. Os números também relatam que 18% acreditam que os medicamentos existentes são suficientes para curar a doença, enquanto 16% concordam que todo câncer de mama é igual. "Existe uma série de informações que circulam sobre o tema e que não estão fundamentadas em estudos científicos e, portanto, não correspondem à realidade. Conversar com especialistas é sempre o melhor caminho para esclarecer todas as dúvidas sobre este assunto. É preciso desfazer crenças sobre o câncer de mama para que a doença deixe de ser vista como uma sentença de morte ou incurável. A patologia é uma condição complexa, mas, com a informação e diagnóstico corretos, tratamento adequado e exames frequentes existem possibilidades de cura e controle da doença, oferecendo esperança e sobrevida às pacientes", explica Flávia Andreghetto, Diretora Associada de Oncologia na Gilead Sciences. 

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