28 de janeiro de 2026

Brasil tem maior número de mortes no trânsito em 8 anos e Nordeste lidera pela primeira vez

Pela primeira vez o Nordeste se tornou a região com mais mortes no trânsito no Brasil. Foram 11.894 óbitos em 2024, contra 10.995 do Sudeste, região mais populosa do país e até então líder na mortalidade do trânsito.As estatísticas fazem parte de um estudo realizado pela organização Vital Strategies, a partir de dados do Ministério da Saúde. A série histórica tem dados desde 2010. Os números de 2025 ainda não foram divulgados.No total no país, 37.150 pessoas morreram no trânsito em 2024, cerca de 6,5% a mais que os 34.881 casos do ano anterior. O número é o maior desde 2016, quando 37.345 pessoas acabaram mortas.A comparação entre os tamanhos das frotas regionais preocupa os especialistas. Em dezembro de 2024, o Sudeste contava com aproximadamente 59 milhões de veículos cadastrados, mais que o dobro dos 22,3 milhões do Nordeste, conforme a Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito).Quando se analisa a taxa de mortalidade, a região Centro-Oeste tem o maior indicador, de 24,5 mortes para cada 100 mil habitantes -a liderança já existia em anos anteriores.Norte e Nordeste têm índices semelhantes, de 21 e 20,8 mortes por 100 mil habitantes, respectivamente. Com 12,4, o Sudeste conta com a menor taxa. Para os responsáveis pela pesquisa, as mortes de motociclistas -condutores e passageiros- inflaram as estatísticas no Nordeste.Conforme os dados do Ministério da Saúde, 6.116 pessoas em motos acabaram mortas em acidentes no Nordeste, número 60% maior que os 3.820 casos do Sudeste.No Norte (53%) e no Nordeste (51,4%), mais da metade dos mortos no trânsito estavam em motos. No Sudeste, 34,7%."Em 2010, o Nordeste tinha uma quantidade de mortes de motociclistas semelhante a do Sudeste, com cerca de 3.500 casos", diz o mestre em engenharia de transporte Dante Rosado, coordenador do programa de segurança viária da Vital Strategies no Brasil. "Mas o Sudeste manteve o patamar e o Nordeste quase dobrou" Rosado diz que a motocicleta é um veículo inseguro e o risco cresce quando a infraestrutura viária é deficiente e a fiscalização de velocidade é baixa. Folhapress


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