A rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, onde está preso, inclui caminhadas, visitas de familiares e advogados, atendimento médico diário, ajuda religiosa eventual e nenhum livro lido.As atividades constam em um relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela Polícia Militar do Distrito Federal, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.O documento aponta que Bolsonaro foi submetido à perícia da PF (Polícia Federal) no dia 20 de janeiro. Contudo, o laudo -que vai embasar decisão de Moraes sobre o pedido de domiciliar- ainda não foi anexado ao processo.A PM monitorou a rotina do ex-presidente entre os dias 15 e 27 de janeiro e consolidou os dados ao Supremo a partir de registros administrativos e operacionais do seu Núcleo de Custódia.O ex-presidente fez cinco sessões de fisioterapia -dias 17,19, 22, 24 e 26- e recebeu duas vezes o serviço de capelania. A assistência religiosa coube ao pastor Thiago Manzoni, deputado distrital pelo PL, nos dias 20 e 27.Sem contar os médicos e os advogados, que têm livre acesso à Papudinha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro, esposa e filho do ex-presidente, foram os únicos a visitá-lo na prisão no período.De acordo com os registros da PM, Bolsonaro não leu livros ao longo do período -uma atividade que, pela legislação, lhe garantiria remição (abatimento) da pena de 27 anos a três meses à qual foi condenado.A assistência médica diária na Papudinha foi feita tanto por profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal quanto pela equipe particular que acompanha o seu quadro clínicoA PM afirma que os atendimentos consistem em avaliações de rotina, "voltadas ao monitoramento geral do estado de saúde do custodiado, abrangendo, principalmente, aferição de sinais vitais".Costumam ser analisados índices como pressão arterial, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio, "bem como avaliação clínica sumária e acompanhamento preventivo", aponta a PM. Folhapress

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