26 de março de 2026
Hospital restauração apresenta procedimento para tratamento da póstata com tecnologia inédita do Estadon
O Hospital das Clínicas da UFPE, administrado pela estatal HU Brasil, realizou, nesta quarta (25), o Workshop Hands-On e Cirurgia ao vivo de Ablação Transperineal da próstata com uso da tecnologia Echolaser TPLA. A ação, promovida pela Urologia do HC com apoio da empresa Allent, reuniu especialistas e profissionais da área em uma programação que integrou teoria, prática e procedimentos em tempo real. A atividade contou com aula ministrada pelo urologista Oliver Rojas Claros, seguida de treinamento prático e da realização de dois procedimentos cirúrgicos, um pela manhã e outro à tarde, utilizando a tecnologia. A proposta foi capacitar profissionais e apresentar uma alternativa terapêutica para o tratamento da hiperplasia benigna de próstata, alinhada às práticas do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante o encontro, os participantes acompanharam todas as etapas do procedimento, desde o planejamento até a execução da técnica minimamente invasiva. Segundo Oliver Claros, a iniciativa também representa um avanço na disseminação do conhecimento e na qualificação das equipes. “É um marco, porque conseguimos colaborar com a formação dos urologistas e mostrar os benefícios do acesso transperineal. Hoje, ele já é considerado padrão-ouro para o diagnóstico por meio da biópsia e, agora, também passa a ser utilizado no tratamento da próstata aqui no Brasil”, destacou. A ablação transperineal com Echolaser TPLA utiliza energia laser para tratar a próstata aumentada, condição que pode causar dificuldades urinárias e impactar diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Para o especialista, o método apresenta vantagens importantes em relação a abordagens tradicionais. “Estamos realizando um tratamento minimamente invasivo, com benefícios já bem documentados na literatura. O paciente pode ir para casa no mesmo dia, sem necessidade de internação, sem irrigação com sonda e sem sangramento pela uretra”, explicou o médico. Outro diferencial da técnica é o tempo reduzido do procedimento. “Em média, dura cerca de 30 minutos. A maior parte desse tempo é dedicada ao planejamento do ponto de punção, guiado em tempo real por ultrassom, enquanto a aplicação da energia laser leva apenas alguns minutos”, completou. A tecnologia, ainda recente no Brasil, vem sendo gradualmente difundida em diferentes regiões. “Ela chegou ao país no último ano e já realizamos cerca de 50 procedimentos em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre. Agora, estamos expandindo essa experiência no Nordeste, com ações em Recife, João Pessoa e Natal”, acrescentou Oliver Claros.Durante o workshop, os profissionais acompanharam todas as etapas, desde a abordagem teórica até a aplicação prática, incluindo a cirurgia ao vivo. O urologista do HC Fábio Vilar destacou a relevância da iniciativa para a qualificação das equipes e para a assistência aos pacientes. “Os pacientes beneficiados são aqueles com diagnóstico de hiperplasia prostática benigna que tenham indicação cirúrgica. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, que pode ser realizado até em nível ambulatorial, o que amplia as possibilidades de cuidado e recuperação. No entanto, ainda não há expectativa de incorporação à rotina do SUS devido ao alto custo da tecnologia”, pontuou Fábio Vilar. Fonte : Hospital da restauração
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