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13 de agosto de 2025

Legistas identificam mais três vítimas do 11 de setembro quase 24 anos após atentado

Quase 24 anos após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, autoridades de Nova York anunciaram a identificação de mais três vítimas graças a avanços na análise de DNA e ao trabalho contínuo de coleta de informações com familiares, segundo a imprensa americana. Uma das vítimas é Barbara Keating, que viajava aos 72 anos à Califórnia após visitar parentes quando o avião em que estava foi sequestrado e direcionado contra uma das torres do World Trade Center. A identificação de Keating foi confirmada pelo gabinete do chefe legista de Nova York e encerra uma longa espera de sua família. Paul, filho da vítima, disse à emissora NPR que as autoridades o contataram meses atrás para que fosse informado sobre um possível avanço. Ele descreveu os esforços dos responsáveis pelos trabalhos como impressionantes. Outra vítima identificada é Ryan Fitzgerald, operador financeiro morto aos 26 anos que trabalhava no World Trade Center, e uma terceira mulher, cuja identidade não foi divulgada a pedido da família. As autoridades disseram que as confirmações foram feitas a partir de restos mortais coletados em 2001 e em 2002. Com as novas identificações, 1.653 das 2.753 vítimas registradas em Nova York foram oficialmente reconhecidas -cerca de 60% do total. Em 11 de setembro de 2001, os EUA sofreram o maior atentado terrorista da história do país: dois aviões atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, deixando quase 3 mil mortos. Como resposta aos ataques planejados pela organização terrorista Al Qaeda, os EUA iniciaram uma guerra ao terror, invadindo o Afeganistão e depois o Iraque -dois conflitos que custaram trilhões de dólares e centenas de milhares de vidas, além de deixar um legado de instabilidade. Folhapress

 

5 de julho de 2025

Polícia encontra 381 corpos empilhados em crematório

A polícia do estado de Chihuahua, no norte do México, descobriu 381 corpos empilhados de forma irregular em um crematório particular de Ciudad Juárez. A informação foi confirmada no último domingo (29) pelo Ministério Público local, que já iniciou uma investigação por possível negligência grave por parte dos responsáveis. Segundo Eloy García, porta-voz da promotoria, os cadáveres estavam “simplesmente jogados, de maneira indiscriminada, um sobre o outro, no chão, em diferentes salas do estabelecimento”. Todos os corpos estavam embalsamados e com documentação de óbito, indicando que haviam passado por velórios antes de serem enviados para cremação — procedimento que nunca foi realizado. A suspeita é que o crematório continuou recebendo corpos mesmo estando além de sua capacidade de operação. Autoridades acreditam que alguns dos cadáveres estavam no local há mais de dois anos. Um dos administradores já foi ouvido pelas autoridades e poderá responder criminalmente. O Ministério Público destacou que não há indícios de violência nos corpos até o momento, mas as investigações continuam para verificar a origem de cada um dos restos mortais. A descoberta ocorreu após denúncias anônimas de maus-cheiros e movimentações suspeitas no local. O caso evidencia a crise que o sistema forense do México enfrenta há anos. Com altos índices de violência ligados ao crime organizado, os necrotérios e crematórios do país operam muitas vezes no limite. A falta de recursos, pessoal e infraestrutura agrava ainda mais o problema, prejudicando o tratamento digno aos mortos e seus familiares. As autoridades prometem garantir a identificação dos corpos e a comunicação com os familiares. O Ministério Público também apura se houve omissão de fiscalização por parte dos órgãos reguladores. Com informações do Site NoticiasAoMinuto