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8 de agosto de 2025

O pé diabético não precisa terminar em emputação

No Brasil, cerca de 10,2% da população convive com diabetes, o que representa aproximadamente 20 milhões de brasileiros. O pé diabético é uma complicação comum e severa da doença, resultante da combinação de neuropatia (perda de sensibilidade protetora dos pés) e alteração da vascularização arterial no membro inferior. Esses fatores favorecem o desenvolvimento de calosidades e feridas que cicatrizam mal, evoluindo para úlceras profundas, infecções ósseas (osteomielite) e, em estágios avançados, gangrena. Estima-se que aproximadamente 15% dos pacientes com diabetes desenvolvem lesões nos pés ao longo da vida e que 80% das amputações de membros inferiores ocorrem justamente por complicações nesses ferimentos. A cada 20 segundos, em algum lugar do mundo, alguém perde a extremidade por complicações do diabetes. Milhares de pessoas com diabetes tem úlceras com problemas de cicatrização e essas pessoas podem ser ajudadas quando existe uma equipe multidisciplinar atuante e comprometida com cuidados baseados em evidências. “Hoje conseguimos reverter casos que, anos atrás, seriam tratados com amputações maiores. Utilizamos técnicas combinadas antigas e modernas para cobrir áreas afetadas, realinhamos a extremidade para uma posição funcional, além de buscarmos o restabelecimento da vascularização. O objetivo não é apenas fechar a ferida, mas preservar a função e a qualidade de vida do paciente”, explica a cirurgiã plástica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dra. Martha Katayama.O sucesso dessas intervenções está atrelado a abordagem multidisciplinar. Endocrinologistas, ortopedistas especialistas em pé e reconstrução óssea, infectologistas, cirurgiões vasculares e cirurgiões plásticos trabalham em conjunto para tratar a infecção, estabilizar os níveis de glicemia e manter o membro acometido. Quanto mais cedo o paciente busca atendimento, melhores são as chances de salvar o membro. “Muitos pacientes chegam acreditando que não há mais o que fazer, mas é possível reverter o quadro. Com tratamento adequado e estagiado, já conseguimos salvar membros em situações extremamente complicadas”, explica a ortopedista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dra. Claudia Diniz. Mesmo com os avanços do tratamento, a prevenção é fundamental. A inspeção diária dos pés, cuidados com higiene, uso de calçados adequados e o controle rigoroso da glicemia são ações essenciais. A endocrinologista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dra Tarissa Petry, separou algumas dicas importantes para evitar feridas nos pés de quem tem neuropatia: Não andar descalço, a perda de sensibilidade protetora predispõe lesões que passam despercebidas; Lavar os pés sempre com água morna e corrente e não deixar os pés de molho; Secar bem os pés e entre os dedos, usando toalhas de tecido macio; Não usar bolsas de água quente; Cortar as unhas dos pés em linha reta e não muito curtas; Não tirar cutícula; Procurar sempre fazer as unhas dos pés com um profissional; Usar meias sem costura e de cor clara; se as meias tiverem costuras, procure usá-las do avesso para que as costuras não causem lesões; Passar cremes hidratantes em cima e embaixo dos pés e até as pernas; não passar entre os dedos. Com informações do Site NoticiasAoMinuto 

 

13 de outubro de 2024

Família descobre pé de alpinista desaparecido há 100 anos

A família de Andrew Comyn 'Sandy' Irvine, um jovem alpinista britânico desaparecido no Monte Evereste há 100 anos e cujo restos mortais teriam sido agora encontrados, manifestou-se sobre a descoberta, confessando que já tinham "perdido a esperança de encontrar qualquer vestígio dele". A descoberta aconteceu no mês passado, quando uma equipe de alpinistas, que filmava um documentário da National Geographic, se deparou com uma bota e um pé bem preservados, que teriam sido revelados pelo derretimento do gelo no glaciar. No interior da bota estava cosida uma etiqueta com as palavras 'A. C. Irvine'. Para a sobrinha-neta do alpinista, que desapareceu quando tinha apenas 22 anos, a descoberta foi algo "simplesmente extraordinário". "Fiquei paralisada... Todos nós tínhamos perdido a esperança de encontrar qualquer vestígio dele", disse Julie Summers à BBC. Summers contou que cresceu ouvindo a avó contar histórias sobre o seu irmão mais novo, que descrevia como "aventureiro e educado". "A minha avó tinha uma fotografia dele ao lado da cama até o dia em que morreu", recordou. "Ela dizia que ele era um homem melhor do que qualquer um jamais seria". Agora, a família forneceu uma amostra de DNA para ajudar a confirmar se o pé é realmente de Irvine. No entanto, para Jimmy Chin, que liderava a equipe que encontrou os restos mortais, não há dúvidas: "Quer dizer, meu… tem uma etiqueta", disse à BBC.  Irvine nasceu em Birkenhead, na Inglaterra, e tinha apenas 22 anos quando desapareceu durante uma expedição ao Monte Evereste, em 1924, com o colega George Mallory.