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2 de janeiro de 2026

Calor pode aumentar risco de casos de AVC, alerta médico

Casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a aumentar no verão, disse à Agência Brasil o neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, Orlando Maia.Segundo o médico, uma série de fatores predispõem o ser humano nessa época do ano ao AVC. Um dos principais é o próprio calor que gera uma desidratação natural das células que, por sua vez, causam um aumento da possibilidade de coagulação do sangue. “E isso tem um maior potencial de gerar AVC, porque o AVC está ligado a coágulo”, disse o médico.Existem dois tipos de AVC. Um é o AVC hemorrágico, que é o rompimento de um vaso cerebral e representa a minoria dos casos, em torno de 20%. O outro tipo, que domina o número de casos, é o AVC isquêmico, causado pela formação de um coágulo e entupimento de um vaso. Orlando Maia explicou que, como o sangue fica mais espesso, mais concentrado devido à desidratação, isso favorece a trombose, que é a formação de um coágulo e, por isso, têm maior predisposição ao AVC. Com informações do site NotíciasAoMinuto 

15 de junho de 2024

Luva robótica auxilia pacientes com AVC na Terapia Ocupacional do Hospital das Clinicas

A vigilante Glaucilene Bandeira, de 40 anos, diz que tem “superpoderes biônicos”. Brincadeira à parte, ela é um dos pacientes acompanhados pela Área Assistencial de Neurologia e pela Terapia Ocupacional do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE), que realizam um tratamento inovador de reabilitação de membro superior com uso da luva robótica (pneumática). Unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o HC-UFPE é o único do SUS no Estado a ofertar essa terapia. “Sofri um AVC isquêmico há 11 meses, que paralisou o meu lado esquerdo, e tenho evoluído bastante desde o uso da luva robótica. Quando cheguei aqui no HC, eu não conseguia levantar o braço nem movimentar a mão. Agora já consigo fazer as atividades do dia a dia. Sou muito grata por esse tratamento e pela minha melhora”, relata Glaucilene Bandeira. A coordenadora da Terapia Ocupacional do HC, Amanda Bello, explica que cerca de 93% dos pacientes que sofreram AVC evoluem com alterações sensoriais associadas à negligência em um dos lados do corpo (hemiplegia)”. Assim, as sequelas provocadas pelo AVC levam a uma perda ou dificuldade de desempenhar funções em um dos lados do corpo, mesmo tendo as estruturas osteomusculares preservadas. “O que acontece é uma lesão no córtex cerebral que passa a não interpretar corretamente o estímulo recebido e, consequentemente, não consegue dar uma resposta motora adequada. A partir daí, a reabilitação com o uso de estratégias de reeducação sensorial pode auxiliar no refinamento dessas informações e auxiliar no planejamento motor e melhorar a resposta motora necessária para executar de forma independente as atividades de vida diária”, afirma Amanda Belo. Adotado no HC há cerca de um ano, o protocolo do uso de luva robótica é uma das estratégias de reabilitação na Terapia Ocupacional. “A luva realiza pressão na mão afetada ativando os mecanorreceptores que enviam a informação ao córtex para estimular as áreas responsáveis pelos movimentos da mão. Esse estímulo depois de processado no cérebro, responde por meio do ato motor que, nesse caso, é auxiliado pela luva por meio dos movimentos que ela executa”, comenta Amanda Belo, que implantou o protocolo no HC. O protocolo é composto por 24 sessões de 25 minutos cada uma em que são realizados tanto estímulos livres quanto aqueles necessários para a execução de tarefa do dia a dia, como a escovação de dentes e a pega, manipulação e transposição de objetos, como copos, colheres e escovas, entre outros. O tratamento prossegue com mais 20 sessões associadas ao uso da “Terapia do Espelho”, que trabalha com a imagética motora para “enganar” o cérebro. Comunicacao da UFPE