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26 de setembro de 2011

De 200 para 220 dias?


O Ministro Haddad propõe aumento dos dias letivos como mecanismo para melhorar os índices educacionais no país. A proposta prevê perdas de dias do recesso e partes das férias em janeiro. Está comprovado que o aumento de dias letivos não provoca melhorias no quadro educacional, saímos dos 180 para 200 dias e o que aconteceu? A educação permanece um caos pois, não se melhora educação sem reparar a qualidade de vida de um povo, não se melhora educação pagando baixa remuneração aos professores, não se melhora educação com escolas desestruturadas e funcionando a base do improviso, não se melhora educação garantindo bolsa-escola e outros artifícios com intuito apenas de manter o aluno preso à unidade de ensino. Temos assistido discursos tímidos e que nas entrelinhas sinalizam para a aceitação da proposta de Haddad, dizer que, o aumento dos dias letivos se não vier acompanhado de outras medidas em nada modificará o ensino, é uma forma indireta de aceitar mais um golpe contra os trabalhadores em educação. Precisamos barrar o projeto, a sua implementação. Sindicatos, partidos políticos, alunos e professores precisam mobilizar-se. Utilizemos a internet, e demais meios de comunicação para esclarecer a inutilidade da proposta do Ministro da Educação, reformas paliativas são apenas mais um artifício para maquiar a situação educacional no país. O mundo inteiro tem se rebelado contra medidas arbitrárias que ferem e retiram direitos dos trabalhadores, porque aqui (no Brasil) nos tornamos tão passivos e ordeiros? Onde estão os partidos ditos de esquerda? Por onde anda os políticos que dizem trabalhar pelo povo? E os movimentos estudantis o que andam fazendo? foto: web. Maria Albênia. Camaragibe/PE.

22 de setembro de 2011

Cadê as eleições?


Pelo visto as direções das escolas da rede estadual de Pernambuco permanecerão no poder por mais um ano através de novo decreto. Mesmo tendo o secretário de Educação Anderson Gomes prometido em debate aberto (Sintepe) e nas rodadas de negociações que teríamos eleições diretas para gestores ainda esse ano, o ''andar da carruagem'' permite-nos fazer outra interpretação. Ocorreu reunião em 25 de julho entre governo e sindicato e, até o momento não foi esclarecido o conteúdo do edital que irá nortear as eleições. O governo intenciona capacitar aproximadamente nove mil professores, a partir daí selecionar os que irão concorrer às eleições, disse o secretário querer criar um ''banco de pessoas capacitadas''. Um exagero, imagine o montante de recursos que serão gastos nesse projeto, além disso, diversos cargos públicos não exigem capacitação alguma como requisito para ocupação de vagas. Por acaso os secretários de governo submetem-se à algum curso de capacitação antes de assumirem os postos à estes confiados? Prefeitos, vereadores e demais políticos, precisam previamente comprovar habilidade para lidar com o povo e com o destino que darão ao dinheiro público? Porque o curso para gestores não se restringe apenas aos que forem eleitos? Democracia em baixa, estamos assistindo mais uma vez, o governo ditar as regras do jogo, tudo acontecerá conforme determinação do mesmo. Adeus aos resquícios de autonomia nas unidades da rede. Foto: Debate/Sintepe(abril,2011). Albênia Silva. Camaragibe/PE.