Um surto de cistite, infecção comum da bexiga, pode ser um sinal de alerta para o desenvolvimento de câncer. A conclusão é de um estudo publicado na revista BMJ Public Health, que identificou maior risco nos três meses após o episódio da doença. De acordo com os pesquisadores, embora as infecções urinárias sejam mais frequentes em mulheres, o desenvolvimento de câncer urológico após a cistite foi mais comum em homens. Entre os casos observados, o câncer de próstata representou 62% dos diagnósticos, seguido pelo de bexiga, com 16,5%. Quase 9,5% das pessoas analisadas desenvolveram algum tipo de câncer durante o estudo. Os autores destacam que o risco aumentou em todas as faixas etárias, especialmente entre os pacientes que tiveram cistite. “As descobertas indicam que a cistite aguda pode ser um marcador clínico para o câncer urológico, já que os riscos foram mais elevados três meses após o diagnóstico”, aponta o estudo. Os pesquisadores acrescentam que a própria presença de tumores urológicos pode elevar a ocorrência de cistite, devido ao comprometimento do trato urinário e do sistema imunológico. Tabagismo e câncer de pâncreas: Outro estudo, publicado na revista Cancer Discovery, relacionou o tabagismo ao aumento expressivo no risco de câncer de pâncreas. Os cientistas apontam que substâncias químicas presentes nos cigarros e também em alguns elementos do meio ambiente podem estimular a produção da interleucina-22, proteína associada ao crescimento mais agressivo dos tumores. Em testes com animais, os pesquisadores verificaram que a substância química encontrada no tabaco acelerou a expansão do câncer e sua disseminação pelo corpo. “Foi realmente dramático”, afirmou Timothy L. Frankel, um dos responsáveis pelo estudo. Os cientistas também investigaram o papel das células T reguladoras, que produzem IL-22, mas ao mesmo tempo inibem a imunidade contra os tumores. “É um ataque duplo. Quando eliminamos essas células dos animais, conseguimos reverter o efeito do produto químico do cigarro no crescimento do tumor”, explicou Frankel. folhapress
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24 de setembro de 2025
Infecção na bexiga pode ser sinal de alerta para câncer, diz estudo
12 de abril de 2025
Brasil registra primeiro caso de infecção por fungo altamente transmissivel
O Brasil registrou o primeiro paciente infectado por Trichophyton indotineae, fungo resistente a antifúngicos, atendido em Piracicaba, no interior de São Paulo, em agosto de 2024. O caso foi publicado em fevereiro deste ano na revista Anais Brasileiros de Dermatologia, pela equipe da Santa Casa de São Paulo, em parceria com o Instituto de Medicina Tropical da USP (Universidade de São Paulo). O Trichophyton indotineae é um tipo de dermatófito, ou seja, um fungo que causa infecções na pele. O paciente, que já chegou infectado ao Brasil, é um homem de 40 anos que vive em Londres e havia viajado por países da Europa e da Ásia, regiões onde o fungo circula há alguns anos. "O paciente apresentava lesões de pele extensas, com muita coceira e que não melhoraram com os tratamentos tradicionais. A médica dermatologista que o atendeu suspeitou de uma infecção incomum ao observar o aspecto das lesões, a resistência aos medicamentos prescritos, o fungo identificado no exame coletado e o histórico de viagens", explica John Veasey, um dos autores da pesquisa e coordenador do Departamento de Micologia da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). Quando o paciente recebeu o diagnóstico de infecção fúngica, iniciou o tratamento com o antifúngico terbinafina, comumente usado nesses casos, mas sem melhora. O tratamento foi ajustado com outro antifúngico, o que resultou em remissão completa, mas os sintomas voltaram após a interrupção do tratamento. Hoje, segue em tratamento, mas em Londres. Segundo Veasey, as infecções causadas por Trichophyton indonesia costumam ser mais difíceis de tratar do que outras micoses de pele porque são lesões mais extensas, que causam bastante coceira e têm maior chance de se tornarem crônicas ou de voltarem após o uso da medicação, mesmo em pacientes saudáveis que realizam o tratamento adequado prescrito pelo dermatologista. O fungo apresenta maior resistência aos medicamentos antifúngicos mais usados, como a terbinafina. Por isso, o tratamento costuma ser mais longo, e nem sempre há uma resposta completa logo nas primeiras tentativas, tornando o controle da infecção mais desafiador. Até agora, há apenas um caso confirmado no Brasil, importado do exterior. Embora não haja transmissão local, a experiência de outros países indica um alto potencial de disseminação. Por isso, a vigilância e o diagnóstico precoce são essenciais para evitar que a infecção se torne um problema de saúde pública, alerta o médico e professor da Santa Casa de São Paulo. Folhapress
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20 de março de 2025
Estudo revela que 23% dos infectados com Covid-19 desenvolvem Covid longa
Uma nova pesquisa revelou que cerca de 23% das pessoas infectadas com o SARS-CoV-2 entre 2021 e 2023 desenvolveram a chamada Covid longa, sendo que, em mais da metade dos casos, os sintomas persistiram por dois anos. O estudo, publicado na BMC Medicine, também concluiu que o risco de desenvolver essa condição depende de vários fatores. Para a pesquisa, os cientistas acompanharam 2.764 adultos da Catalunha, na Espanha. Os participantes responderam a três questionários entre 2020 e 2023, forneceram amostras de sangue e registros médicos. De acordo com a coautora do estudo, Marianna Karachaliou, "ser mulher, ter sofrido uma infecção grave por Covid-19 e possuir uma doença crônica pré-existente, como asma, são fatores de risco evidentes". Além disso, "pessoas com obesidade e níveis elevados de anticorpos IgG antes da vacinação apresentaram maior probabilidade de desenvolver a Covid longa". O estudo também identificou fatores de proteção que podem reduzir o risco de desenvolvimento da doença, como a vacinação antes da infecção e um estilo de vida saudável. Os pesquisadores observaram ainda que o risco era menor nas pessoas que foram infectadas após a variante Omicron ter se tornado dominante. Com base nos sintomas relatados pelos participantes e seus registros médicos, os cientistas identificaram três subtipos de Covid longa, classificados conforme a natureza dos sintomas: neurológicos e musculoesqueléticos, respiratórios ou graves, envolvendo múltiplos órgãos. Por fim, os investigadores concluíram que 56% das pessoas com Covid longa ainda apresentavam sintomas dois anos após a infecção.
9 de dezembro de 2024
Como aliviar os sintomas de uma infecção urinária: dicas de especialista
As infecções urinárias são conhecidas pelos sintomas desconfortáveis e, muitas vezes, debilitantes, como dores intensas. “É um tipo de dor intrusiva e difícil de ignorar”, explica a médica Anne Ackerman, citada pela Self. Segundo a especialista, essas infecções ocorrem quando bactérias entram no trato urinário pela uretra, podendo atingir a bexiga. O tratamento geralmente inclui antibióticos, mas é possível aliviar os sintomas com outras medidas. Confira as recomendações de especialistas: Dicas para aliviar os sintomas da infecção urinária. Tome um analgésico de venda livre. A urologista E. Ann Gormley sugere o uso de medicamentos como ibuprofeno, que ajudam a reduzir a inflamação e a dor. Hidrate-se bastante. Beber muita água é essencial. Segundo a médica Kecia Gaither, isso ajuda a eliminar as bactérias da bexiga e a diluir a urina, aliviando o desconforto. Use sacos de água quente. Colocar um saco de água quente sobre a área dolorida pode ajudar a relaxar os músculos e minimizar a dor, recomenda Anne Ackerman. Outra opção é tomar um banho quente de imersão para aliviar o desconforto. Pratique meditação e exercícios de respiração. Técnicas de relaxamento podem ser eficazes no manejo da dor crônica associada às infecções urinárias. Cuidados adicionais. Se você estiver enfrentando sintomas de infecção urinária, não deixe de procurar orientação médica. O diagnóstico correto e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações.
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7 de setembro de 2024
UTI adulto de hospital comemora dois anos sem registro de infecção no trato urinário
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e a Comissão de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (CCIRAS) do Hospital das Clínicas da UFPE estão comemorando o segundo ano consecutivo sem registro de infecção do trato urinário (ITU) associada à sonda vesical de demora no setor. Mais uma conquista para a melhoria da assistência prestada ao usuário do HC, hospital vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). “Com as lições aprendidas no projeto Saúde em Nossas Mãos PROADI -SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Sistema Único de Saúde), no triênio 2017 a 2019, conseguimos reduzir a ITU de uma densidade de 0,7 em 2021 para zero desde agosto de 2022. Esse é o reflexo do esforço da equipe da Unidade de Terapia Intensiva Adulto somado ao monitoramento e melhorias propostas pela equipe da CCIRAS”, afirma a chefe da Unidade de Vigilância em Saúde do HC, Andrêza Cavalcanti. O engajamento e o comprometimento das equipes foram importantes para atingir esse feito. “Esse resultado é fruto das medidas preventivas e de boas práticas em saúde, alcançadas por meio da realização dos pacotes de medidas de prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde com excelente adesão pela equipe multidisciplinar da UTI adulto e monitoramento mensal realizado pela equipe da CCIRAS”, destaca a enfermeira da CCIRAS, Fernanda Rodrigues. Comunicação Hospital das clínicas
2 de junho de 2024
Parasita detetado na água provoca infeção
Cerca de 2.500 famílias residentes em Brixham, na Inglaterra, estão instruídas a ferver a água potável, depois de as autoridades britânicas terem confirmado 46 casos de infeções por um parasita detectado na água da cidade. Um tanque de água, que estava infectado com 'Cryptosporidium', já foi drenado e limpo. Inicialmente o aviso tinha sido dado a 17.000 famílias. No entanto, os resultados do monitoramento da qualidade da água levantaram a restrição a cerca de 14.500 famílias. De acordo com a Sky News, a infecção criptosporidiose é causada por um parasita e provoca vários sintomas, como vômitos, cólicas e diarreia. Os sintomas podem prevalecer por duas semanas. É esperado o aumento do número de casos confirmados já que, na sexta-feira, mais de 100 pessoas apresentavam sinais de infecção. As autoridades acreditam que o parasita entrou no abastecimento de água através de um cano danificado, que se localiza num campo onde estão depositadas fezes de animais. O prefeito Anthony Mangnall afirmou que este era "um assunto muito sério" e salientou que o alerta foi dado quando já era tarde demais.
16 de junho de 2023
Redução de infecções em hospital
As Unidades de Terapia Intensiva do Hospital da Restauração, localizado no Recife, Pernambuco, que faz parte da Secretaria de Saúde de Pernambuco, registraram redução acima de 30% no número das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), nos últimos 18 meses. Os dados foram apresentados na última semana pela equipe do Projeto Saúde em Nossas Mãos, ligado ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde. No HR, as três UTIs (geral) estão participando do projeto - A e B, há 18 meses, e a C há oito meses, com orientação do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo. Nessas áreas, três principais Iras estão sendo avaliadas, e já apresentaram resultados acima do limite mínimo: Pneumonia Associada à Ventilação, Infecção do Trato Urinário Relacionada ao Cateter Vesical de Demora e Infecção Primária de Corrente Sanguínea Laboratorialmente Definida. A redução dos casos de Pneumonia Associada à Ventilação, nas UTIs A-B, foi de 57%; na C, 49%. Em relação às Infecções do Trato Urinário, as UTIs A-B registraram diminuição de 54%. Houve também queda de 29% e 21% das Infecções Primárias de Corrente Sanguínea Laboratorialmente Definida, nas UTIs A-B e C, respectivamente. Outro reflexo da mudança de comportamento também foi na saúde financeira do hospital, porque a redução de infecções também é redução de gastos. Para cada R$1,15 investido em prevenção de IRAS, há uma economia de R$4,15. Imprensa Hospital da Restauração.
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17 de junho de 2013
Infecções Hospitalares
É impressionante como milhares de pacientes morrem dentro dos hospitais por conta de infecções. Os hospitais são locais com uma enorme movimentação de pessoas circulando e transportando muita sujeira, e consequentemente carregando vírus e bactérias que causam a contaminação dos pacientes. A grande maioria dos hospitais brasileiros não dispõe de um eficiente serviço de limpeza, e isso também tem contribuído para a proliferação das bactérias. O Governo precisa adotar normas que garantam a higienização dos hospitais e unidades e saúde. Os resultados serão satisfatórios para a Saúde pública. Foto: Firmino Caetano Junior. Fernando Melo. Igarassu/PE
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