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31 de janeiro de 2025

Privatização

Tentar convencer os pernambucanos de que não é privatização e sim concessão, como está sendo propalado para o caso da Companhia Pernambucana de Água, Esgoto e Saneamento (Compesa), de fato não irá convencer ninguém de que a parceria com a iniciativa privada vai melhorar os serviços e que isso não representará aumento na tarifa. Os defensores do Estado mínimo, os privatistas defensores de seus negócios e interesses pessoais, os políticos oportunistas, fogem como o diabo foge da cruz, quando se fala da privatização da Compesa. Até seu presidente afirmou em entrevista à mídia “que a Compesa é imprivatizável”. Se pode afirmar que a privatização (mesmo chamando de concessão de 35 anos) de serviços essenciais, como água e saneamento, não resolverá os problemas de acessibilidade e qualidade enfrentados pela população. O que se tem verificado é a tendência que esses serviços se tornem mais caros, e mais difíceis de serem acessados, principalmente pelas populações mais vulneráveis. Por uma simples razão, que está na essência do setor privado, o lucro, e assim maximizar o retorno aos seus acionistas. Água e saneamento básico é um direito, não uma mercadoria. Heitor Scalambrini Costa 

12 de janeiro de 2014

Privatização da Saúde no Brasil e o Hospital das Clínicas

O desdobramento do episódio que “aprovou” a transferência da gestão do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, aprofundou ainda mais o fosso criado, entre a administração central e aqueles que fazem a Universidade (docentes, discentes e técnicos administrativos). Após o ato que culminou na fatídica reunião do Conselho Universitário quando mais uma vez ficou demonstrado quão retrógrados são o Estatuto e o Regimento da UFPE, os quais concentram na mão do reitor um poder quase ditatorial, sem consagrar espaços de representação substantiva para contestação por parte de discentes e técnicos administrativo. Lembremos que o reitor que antecedeu o atual, em suas propostas de campanha, prometeu a realização de uma estatuinte (para mudança nos estatutos). E que apesar de eleito e reeleito (oito anos de mandato), nunca cumpriu sua promessa. Tentativas infrutíferas foram realizadas para que um debate fosse levado à comunidade universitária e à sociedade, através da TV Universitária. Mas aí a censura imperou, e essa iniciativa foi vetada. O que se viu na UFPE neste triste final de 2013 foi um algoz transformado de vítima. Foto: Firmino Caetano Junior. Heitor Scalambrini Costa. Recife/PE

13 de julho de 2013

Privatização da Companhia de Eletricidade de Pernambuco, foi um verdadeiro engodo

A privatização da Celpe no ano 2000 foi um verdadeiro engodo. A justificativa dada à população por aqueles que estavam no poder na época, e que são oposição hoje; e por aqueles que eram oposição na época e que estão no poder hoje, para a transferência da companhia para o setor privado, foi de que a tarifa da energia cairia, e o serviço oferecido seria de melhor qualidade. Além, de propagandearem que os recursos obtidos pela venda seriam aplicados para benefício da população. Pois bem, nem se viu a redução das tarifas, e a qualidade do serviço deteriorou. E nem, claramente a população viu os resultados concretos da aplicação dos 1,7 bilhões de reais apurados com a venda da empresa. Enfim, o que se constatou ao longo destes 13 anos desde a privatização, foram mostrados nos balancetes anuais divulgados pela companhia. Os lucros líquidos subirem de elevador, muitos além dos aumentos salariais e da realidade econômica do Estado. Enquanto os lucros aumentavam ano a ano, os consumidores cativos desta empresa viram a qualidade dos serviços se deteriorarem. O órgão que deveria fiscalizar esta ação danosa e ilegal praticada contra os consumidores, a Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), não cumpriu sua missão, prevaricando. Por anos seguidos o Tribunal de Contas do Estado apontou para o governo estadual as inúmeras deficiências deste órgão, mas nada foi feito. Enquanto o poder público se exime de suas responsabilidades, a população pernambucana de uma forma geral, sofre as mazelas desta empresa privada, que faz o que bem entende e fica tudo por isso mesmo. Foto: Firmino Caetano Junior. Heitor Scalambrini Costa. Recife/PE

27 de setembro de 2012

Privatização

Não sei porque a palavra privatização se tornou um termo pejorativo no seio da sociedade e dos políticos. Pelo menos tudo o que eu uso como privatizado é melhor. Um exemplo é utilizar a única rodovia privatizada de Pernambuco para ir a uma praia menos concorrida e tranquila. Além da comodidade e conforto, evito transitar por asfaltos danificados e abandonados pelo poder público, como a BR-101 e muitas outras, além de não ter que ouvir carroçinhas de CDs piratas e carros com som de péssima qualidade, concorrer com uma multidão para tomar um banho de mar e pisar em sujeiras deixadas pelos inimigos da natureza. Foto: Firmino Caetano Junior. Cláudio de Melo Silva. Olinda/PE.

18 de julho de 2012

Privatização da cidade do Recife

O governo do Estado de Pernambuco que vem privatizando a saúde, com a construção de hospitais e UPAS, gerenciadas pela iniciativa privada com dinheiro público, e cujos trabalhadores não fazem concurso, mas que entram através de seleções duvidosas e muitos delas através de indicaçõe, vai querer fazer o mesmo no Recife, se o candidato do governador Eduardo Campos ganhar as eleições? Por outro lado, já se fala em construir UPAS menores para colocar lá, pessoal escolhido por chefias comissionadas e políticos. A saúde de Pernambuco e do Recife está correndo um sério risco, pois o serviço público vem sendo ameaçado pelos ditos partidos de "esquerda", ou seja, pelo governo e administração municipal. Luis Torres. Recife/PE.

11 de fevereiro de 2011

Vai piorar situação


O governo de pernambuco, está privatizando a saúde e abandonando os antigos hospitais, que estão cada vez mais caóticos, sem melhoria de estrutura física, de pessoal concursado, de recursos, de qualquer natureza. Agora querem repassar por, incompetência gerencial, o Hospital Geral de Areias, para a prefeitura do Recife, que diga de passagem, já sucateada, sem profissionais de vários níveis, muitas delas sem remédios que faltam constantemente e outras mazelas. E como podem receber um hospital do governo nestas condições precárias? o governo do estado, ao invés de descartar hospitais de sua rede, deveria reformar, abastecê-los de remédios, (nem as UPAS tem remédios para os pacientes), melhorar os salários dos servidores, que eles certamente ficarão, e não debandarão para serviços privados que estão pagando bem melhor. foto: web. Julia Lopes/Recife.Pe