12 de setembro de 2013

Pombos: Pragas urbanos que prejudicam a saúde humana

Apesar de simbolizarem a Paz, os pombos domésticos são consideradas pragas urbanas por serem hospedeiras de diversos organismos que prejudicam a saúde humana. Eles se adaptaram bem ao ambiente urbano. Atingem a maturidade sexual com apenas 7 meses de idade e nidifica até cinco vezes por ano, com dois filhotes por vez. O ambiente urbano contribui muito para sua sobrevivência. A ausência de predadores impede o controle natural da população. A grande disponibilidade de alimento, em lixo em grãos fornecidos pelo próprio homem, contribui para a rápida reprodução e a sobrevivência de pombos doentes e fracos que seriam eliminados naturalmente. Os pombos transmitem várias doenças ao homem, principalmente por vias respiratórias, por intermédio da inalação das fezes secas depositadas no chão, em beirais, em máquinas. Os piolhos dos pombos também transmitem várias doenças entre elas: criptococose (micose profunda que pode gerar inflamação no cérebro e meninges), histoplasmose e ornitose (infecções pulmonares causadas por fungos), toxoplasmose (infecção celular que ataca vários órgãos, ocasionada por protozoários), salmonela (infecção intestinal ocasionada por bactérias em alimentos contaminados), psitacose (dor de cabeça, febre alta e calafrios ocasionados por vírus) e dermatites. Algumas dessas doenças, como a toxoplasmose, podem causar cegueira, aborto e até a morte. Como os pombos não podem ser mortos (é lei), o controle é de apenas de repelência, isto é, deve-se afastar e não matar, que pode ser feita por métodos físicos (com a instalação de barreiras que impeçam o pouso da ave) ou químicos, como o uso de gels repelentes, que não matam, mas não são suportados pelos animais. Foto: Firmino Caetano Junior. Recife/PE