11 de abril de 2014

O abuso nos presídios e a falta de privacidade nas escolas

Violação de direitos, humilhações, abusos e invasão de privacidade são rotina de quem faz visitas a amigos ou familiares presos em São Paulo e porque não em outros estados, pois a revista vexatória revela um problema crônico do nosso falido sistema carcerário. E vejam está história:  Uma senhora bem velhinha, magrinha, foi obrigada a ficar nua na ora da revista. Tímida, ela tentou cobrir a genitália com as duas mãozinhas. Nossa, teve que ouvir coisas absurdas. A agente disse: ‘Você não teve vergonha de usar isso pra fabricar bandido pra encher o saco da gente, agora tem vergonha de mostrar?’. Ela tremia de medo. E eu não podia falar nada, porque, se eu reagisse, sabia que meu filho seria espancado.” Essa história foi contada por dona Cremilda, que fez visitas regulares ao filho, ex-detento, durante os 12 meses em que ele esteve na prisão. Indignada, dona Cremilda fez questão de contar durante a Audiência Pública realizada pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo no último dia 29 de março, todas as atrocidades que presenciou e viveu durante as revistas pelas quais era submetida nas visitas ao presídio onde seu filho estava preso. Enquanto isso, algumas escolas já usam câmara nos sanitários, tirando assim o direito de privacidade dos alunos, professores, funcionários etc. Onde vamos parar desse jeito. Foto: Revista Fórum Semanal. Ivan Gomes. São Paulo/SP