26 de abril de 2014

Recife cheia de beleza e muitas mazelas

Recife é uma cidade bela. Difícil é encontrar alguém alheio à sua beleza natural. Rodeada de rios, mangues, morros e lindas praias, a capital de Pernambuco alia beleza histórica com cultura. Junta tradição com manifestações populares. Mistura paisagens urbanas com os costumes do campo. Até o som do frevo, do maracatu e baião mexem com o visitante desatento. Mas, ultimamente, Recife tem passado por maus momentos. Tem sofrido agressão social e econômica. O desemprego em massa transforma o centro da cidade. A falta de cuidados administrativos degrada a paisagem. O descaso público estraga a imagem. A inércia das autoridades deteriora o belo cenário. A ocupação desordenada da Avenida Conde da Boa Vista por camelôs, a invasão desorganizada de ambulantes por outras ruas centrais da cidade, envergonha quem se arrisca a circular pelos seus trechos. Impossível andar pelo centro do Recife sem notar tanto descalabro. A transformação da Rua do Hospício em cracolândia, antro de vício das drogas, decepciona, principalmente porque a rua fica na vizinhança da Câmara de Vereadores, cujos integrantes parecem não ver nada. É triste observar pessoas desocupadas perambulando sem destino, vítima do tráfico de drogas, ameaçando, sem querer, os pedestres. Deixar que cenas ridículas e chocantes manchem a imagem de uma cidade simples, mais contagiante. Pelo menos no passado. Foto: Firmino Caetano Junior. Carlos Ivan. Olinda/PE