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6 de julho de 2014
Recife, uma cidade problemática
Embora eleita uma das atrações turísticas do Brasil, um destino turístico do país, Recife enfrenta mil problemas. Alguns eternizados, herdados de fracas gestões. Envergonha passar na frente dos hospitais públicos lotados com filas intermináveis. Enoja circular pela imensa quantidade calçamentos esburacados, sem pavimentação. Entristece constatar a precariedade do saneamento básico perturbando muitas famílias. Incomoda a insegurança invadindo ruas devido às deficiências policial e judicial, causadoras de impunidade. Dói na vista ver a sujeira sujando a imagem da cidade por falta de limpeza. Estressa qualquer motorista ou passageiro ter de enfrentar o péssimo trânsito, sempre congestionado, andando na precariedade do transporte coletivo. Impacienta perder tempo na vergonhosa e lenta mobilidade urbana. Irrita ver a pobreza da educação oferecida às crianças nas escolas oficiais. Enerva comprovar o crescimento do tráfico de drogas e da corrupção no serviço público. Importuna a quantidade de pedintes nas ruas em função do desemprego, da pobreza e da carência de moradia. “É de fazer chorar” ter de morar numa linda cidade cheia de poluição, vítima da displicência dos gestores que não cuidam da pobre infraestrutura da capital pernambucana. Foto: Firmino Caetano Junior. Carlos Ivan. Olinda/PE
1 de junho de 2014
Desrespeito total com o Recife
O Recife é uma cidade poluída. Tanto visual, quanto administrativamente. As deficiências provocam distração geral. A correria nas ruas resulta em acidentes e atropelamentos. Transtornos diários normais no trânsito. O pedestre vive desligado do perigo. O motorista e o motoqueiro gostam de pisar fundo no acelerador do veículo em ruas movimentadas. Pouco se lixando para o perigo à frente. Com fones de ouvido, nova mania tecnológica do recifense para ouvir música ou falar no celular, pedestres, motoristas e motoqueiros nem se incomodam em atravessar fora da faixa, furar sinais ou causar acidentes porque o importante é o comodismo. Deficientes, os órgãos competentes descumprem o próprio Código de Trânsito Brasileiro. Por isso, os acidentes se avolumam. O pedestre, apesar de ser prioridade segundo o artigo 24 da referida legislação, achando-se livre de responsabilidades, anda à vontade nas ruas. O resultado da desatenção é o crescimento das estatísticas. No ano passado, foram registrados 398 atropelamentos. Com enorme incidência de mortes. Provocando grandes prejuízos financeiros e morais para as famílias e o país. Sem retorno. Devido à falta de modernização das leis por inabilidade parlamentar. Foto: Firmino Caetano Junior. Carlos Ivan. Olinda/PE
15 de maio de 2014
Recife, terra sem lei
As manifestações de rua que rolam no país são justas, mas inteiramente contraditórias. Enquanto beneficiam o grupo promotor, prejudicam a economia com a interdição de ruas e o bloqueio de estradas. A queima de pneus e ônibus provoca congestionamentos quilométricos. Proíbe a livre locomoção do trabalhador, dificulta a mobilidade do cidadão. Com os transtornos, a cidade para. O comércio suspende vendas, a indústria reduz a produção, o taxista perde corridas, o povo fica encurralado no meio do caminho. Leis para impor ordem na cidade, existem. No entanto, atam a mão da polícia quanto ao cumprimento do dever, deixam a população impotente nas atitudes, paralisam as autoridades que, imobilizadas, adormecem na indecisão. A manifestação de protesto dos funcionários da empresa terceirizada da Petroquímica de Suape, nesta segunda-feira (12), tocou na rotina dos 80 mil empregados que trabalham nas cem empresas instaladas no Complexo Industrial Portuário de Suape, litoral Sul de Pernambuco que, sem transporte e acuados, muitos não chegaram ao trabalho. Não conseguiram transpor as barreiras. Foto: Firmino Caetano Junior. Carlos Ivan. Olinda/PE
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2 de maio de 2014
Festival de buracos deixa povo irritado com prefeito
26 de abril de 2014
Recife cheia de beleza e muitas mazelas
Recife é uma cidade bela. Difícil é encontrar alguém alheio à sua beleza natural. Rodeada de rios, mangues, morros e lindas praias, a capital de Pernambuco alia beleza histórica com cultura. Junta tradição com manifestações populares. Mistura paisagens urbanas com os costumes do campo. Até o som do frevo, do maracatu e baião mexem com o visitante desatento. Mas, ultimamente, Recife tem passado por maus momentos. Tem sofrido agressão social e econômica. O desemprego em massa transforma o centro da cidade. A falta de cuidados administrativos degrada a paisagem. O descaso público estraga a imagem. A inércia das autoridades deteriora o belo cenário. A ocupação desordenada da Avenida Conde da Boa Vista por camelôs, a invasão desorganizada de ambulantes por outras ruas centrais da cidade, envergonha quem se arrisca a circular pelos seus trechos. Impossível andar pelo centro do Recife sem notar tanto descalabro. A transformação da Rua do Hospício em cracolândia, antro de vício das drogas, decepciona, principalmente porque a rua fica na vizinhança da Câmara de Vereadores, cujos integrantes parecem não ver nada. É triste observar pessoas desocupadas perambulando sem destino, vítima do tráfico de drogas, ameaçando, sem querer, os pedestres. Deixar que cenas ridículas e chocantes manchem a imagem de uma cidade simples, mais contagiante. Pelo menos no passado. Foto: Firmino Caetano Junior. Carlos Ivan. Olinda/PE
26 de janeiro de 2014
As Mazelas do Brasil
Em uma realidade como a do Brasil, marcada por imensa desigualdade social, forte cultura servil, sistema público ineficiente e políticos corruptos, os que não se sentem comprometidos provavelmente fecham os olhos frente à realidade, preferindo ignorá-la. Como podemos nos acomodar perante à violência, pobreza, fome? Perante um sistema público que oferece qualidade de ensino precária, saúde precária e que não valoriza figuras importantes, como a do professor. A nossa realidade está escancarada nas ruas, nos olhos das crianças que batem no vidro dos carros para pedir esmola, na sujeira e no lixo que encontramos nas calçadas, nas tentativas de roubou, nos assaltos constantes. Mesmo com todas essas evidências, muitos ainda preferem entrar em seus carros blindados e simplesmente ignorar o que se passa lá fora. Os que dependem do governo para viver são tratados de forma extremamente desrespeitosa. A educação, saúde e transporte públicos deixam muito a desejar e estão longe de serem considerados ideais. Pergunto: o que deu errado? Foto: Firmino Caetano Junior. Caroline Prestes Yirula. São Paulo/SP
17 de abril de 2013
Vergonha e indignação
Há quem diga estar com vergonha do Brasil e outros, com vergonha do Congresso Nacional. Eu estou é indignado com esse monte de partidos políticos sem nenhuma utilidade para a Nação e com a ganância pelo poder e por dinheiro. Estou indignado com a invasão de falsos religiosos na política e nos meios de comunicação (concessões). Estou indignado com a enormidade da corrupção. Estou indignado com a nossa leniência diante de tanta coisa errada. Eu estou indignado com a nossa burrice na hora de votar e mais indignado ainda, com a situação de fome e miséria, que passa a maioria do povo brasileiro, como mostra a foto do Jornalista Firmino Caetano Junior, registrada em uma das ruas do bairro do Cordeiro, no Recife, onde podemos ver um um cidadão recifense, catando lixo para comer. Isso é uma vergonha. Sérgio Barbosa. São Paulo/SP.
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