10 de julho de 2014

Perigo e custo sob duas rodas

É feito pouco caso frente ao número assustador de acidentes de moto que o DPVAT, seguradora responsável, registra no seu bando de dados. Apenas no primeiro trimestre de 2014, foram quase 33 óbitos e 617 diagnósticos diários de lesões, mutilação e paralisias no País. Vale ressaltar, que as ocorrências são diárias. E só com adultos entre 18 e 34 anos. O crescimento da frota de motos justifica essa tragédia que de tão cotidiana é levada, aparentemente, com normalidade. Em Pernambuco, segundo o Detran, em 2004 o número era de 255.116 mil delas. Dez anos depois, o montante chega a 934.945 mil. Quase 400% de crescimento justificado pelo baixo custo, facilidade de financiamento, investimento insignificante em transporte público e trânsito estrangulado. Tais números aliados à falta de fiscalização e condições vergonhosas das vias públicas é nitroglicerina para acidentes. Em janeiro e março deste ano, foram indenizados no Brasil 84.214 jovens vítimas de trânsito. As motos concentraram 69.410 dos casos. Foto: Fernando Melo. Jamille Coelho. Editora de economia do Jornal Folha de Pernambuco