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11 de fevereiro de 2013

Despachódromos

Para quem não sabe, o Despachódromo é um local reservado para os adeptos da Umbanda e dos Candomblés, fazerem seus despachos e oferendas (nada contra). Fica instalado no cruzamento de duas ruas ( encruzilhada ), e é todo arborizado. Este tipo de lugar já existe em algumas capitais do Brasil e é bem aceito pelos País-de-santo. Só falta o Recife adotar um local para a realização desses trabalhos, pois além de facilitar o serviço de limpeza das ruas, faz com que os turistas não acostumados com este tipo de trabalho, não leve uma péssima imagem, pois na maioria das vezes a intenção é prejudicar as pessoas, levando-as a loucura, a separação de casais, prejuízos matérias e por ai vai. É bom que fique registrado que nestas religiões se pratica também a caridade, a solidariedade, o bem as pessoas e desmancham os trabalhos feitos pelos seus adeptos que ainda persistem em fazer o mal para os nossos irmãos em cristo. Foto: Firmino Caetano Junior. Recife/PE.

2 de novembro de 2012

O culto da saudade

As homenagens que se prestam aos "mortos" em todo mundo no dia de hoje, para os que meditam e percebem a subjetividade das coisas, têm uma significação bem mais profunda do que geralmente se imagina. Elas não refletem apenas a efetividade daqueles que ficaram; são manifestações inequívocas de uma crença inata na existência da alma e em sua sobrevivência; é a afirmação solene da certeza de que a sepultura não é o término fatal da vida, mas a porta de entrada para um novo modo de existência. Daí, pois, a universalidade das demonstrações de respeito, veneração e carinho à memória dos que já empreenderam a grande viagem. Grande parte da humanidade não aprendeu, até agora, a aliar o sentimento à razão, e, por isso, as homenagens póstumas assumem ainda aspectos fúteis. Se o corpo físico nada mais representa senão a indumentária do que a alma se utiliza para cumprir o seu desideratum neste mundo, corpo esse que, conforme nos ensina a Ciência, em cessando a vida orgânica, dissocia-se paulatinamente, perdendo uma por uma as moléculas que o compunham, até ser reduzido a nada, indo essas moléculas entrar na composição de novos corpos vegetais ou animais, porque esse apego, esse culto aos despojos cadavéricos? Em vez de visitarmos o local onde baixaram suas carcaças putrescíveis, visitemos, em sua memória, os cárceres, os asilos, os orfanatos, as enfermarias dos hospitais e instituições outras em que haja irmãos nosso carecidos de amor, compreensão e carinho. Foto: Firmino Caetano Junior. Rodolfo Calligaris. www.firminocaetanojunior.blogspot.com