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2 de novembro de 2012
Mais de 300 mil nos cemitérios
Os cinco cemitérios públicos do Recife (Santo Amaro, Várzea, Parque das
Flores, Casa Amarela e Tejipió) receberam, por mais um ano, um intenso
fluxo de visitantes no Dia de Finados. Somente no maior deles, o Santo
Amaro, a administração municipal estimou que cerca de 30 mil pessoas
tenham passado pelo local das 7h até o encerramento das atividade, às 18
horas. As visitas foram marcadas por tranqüilidade e emoção. O
Cemitério de Santo Amaro teve uma programação religiosa com ponto alto
na celebração da missa comandada pelo Arcebispo de Olinda e Recife, Dom
Fernando Saburido, numa estrutura armada do lado de fora da Capela, que
contou, inclusive, com cadeiras para o público. Cerca de 120 servidores
foram distribuídos nos cinco cemitérios municipais. A segurança ficou a
cargo da Guarda Municipal e foi reforçada por um convênio entre a PCR e a
Polícia Militar que garantiu a segurança nas áreas externas dos
cemitérios. O trânsito no entorno foi disciplinado por agentes da Cia.
de Trânsito de Transporte Urbano. Foto: Antônio Tenório. Fonte:
Assessoria de comunicação da Prefeitura da cidade do Recife. www.firminocaetanojunior. blogspot.com
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O culto da saudade
As homenagens que se prestam aos "mortos" em todo mundo no dia de hoje,
para os que meditam e percebem a subjetividade das coisas, têm uma
significação bem mais profunda do que geralmente se imagina. Elas não
refletem apenas a efetividade daqueles que ficaram; são manifestações
inequívocas de uma crença inata na existência da alma e em sua
sobrevivência; é a afirmação solene da certeza de que a sepultura não é o
término fatal da vida, mas a porta de entrada para um novo modo de
existência. Daí, pois, a universalidade das demonstrações de respeito,
veneração e carinho à memória dos que já empreenderam a grande viagem.
Grande parte da humanidade não aprendeu, até agora, a aliar o sentimento
à razão, e, por isso, as homenagens póstumas assumem ainda aspectos
fúteis. Se o corpo físico nada mais representa senão a indumentária do
que a alma se utiliza para cumprir o seu desideratum neste mundo, corpo
esse que, conforme nos ensina a Ciência, em cessando a vida orgânica,
dissocia-se paulatinamente, perdendo uma por uma as moléculas que o
compunham, até ser reduzido a nada, indo essas moléculas entrar na
composição de novos corpos vegetais ou animais, porque esse apego, esse
culto aos despojos cadavéricos? Em vez de visitarmos o local onde
baixaram suas carcaças putrescíveis, visitemos, em sua memória, os
cárceres, os asilos, os orfanatos, as enfermarias dos hospitais e
instituições outras em que haja irmãos nosso carecidos de amor,
compreensão e carinho. Foto: Firmino Caetano Junior. Rodolfo Calligaris. www.firminocaetanojunior. blogspot.com
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