Uma recém-nascida foi atingida na cabeça, de raspão, por uma bala perdida, apenas quatro horas após o seu nascimento, no bairro da Iputinga, no Recife, em Pernambuco, no último domingo. O incidente aconteceu no Hospital Barão de Lucena e a bebê se encontrava internada na ala pediátrica, localizada no quinto andar do centro de saúde. O pai da menina contou que a bebê nasceu às 14h40 e foi atingida por volta das 19h00. O homem disse que ele e a esposa ouviram um barulho, mas só notou algo estranho quando o choro da bebê ficou mais forte. O casal, então, tirou a bebê do berço e notou o ferimento na cabeça. "A gente ficou muito desesperado, sem saber o que fazer. Poderia ter causado a morte da minha filha. Ela tinha acabado de nascer e poderia ter morrido no próprio hospital", contou o homem. A Polícia Militar isolou a área e acredita que o tiro teria sido disparado na rua. O caso está sendo investigado. A recém-nascida foi atendida por uma médica neonatologista do hospital. Foi submetida a exames e está bem. Por Santos Pereira. Imagem Internet
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29 de maio de 2024
Recém-nascida é atingida por bala perdida em hospital do Recife
16 de agosto de 2023
Estudo mostra impacto de tiroteios na saúde de moradores de favelas
Os confrontos armados rotineiros em favelas cariocas causam centenas de mortes violentas anualmente. Mas ter que conviver com os tiroteios pode também piorar a saúde mental e física dos moradores dessas áreas, contribuindo para o desenvolvimento de quadros de hipertensão arterial, ansiedade, insônia, falta de ar e depressão. A constatação é de pesquisa pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), que compara a situação de saúde de moradores de favelas expostas a um número maior de tiroteios envolvendo agentes do Estado com a de pessoas que vivem em comunidades mais tranquilas (com número menor de confrontos armados). A pesquisa mostra, por exemplo, que os riscos de moradores de favelas mais expostas a tiroteios desenvolverem depressão e ansiedade são mais do que o dobro daqueles de outras comunidades. A prevalência também é maior nos casos de insônia (73%) e hipertensão arterial (42%). Um terço dos moradores dessas comunidades também relatou sudorese, falta de sono, tremor e falta de ar durante os tiroteios. “A política de segurança não promove segurança de verdade e promove, por outro lado, medo, adoecimento e, muitas vezes, morte”, afirma a socióloga Rachel Machado, coordenadora da pesquisa.
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