Mostrando postagens com marcador bexiga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bexiga. Mostrar todas as postagens

17 de outubro de 2025

Hábitos que prejudicam a saúde da bexiga e como evitá-los

Embora o ditado “com saúde não se brinca” seja amplamente conhecido, muitas pessoas só procuram ajuda médica quando o problema já está instalado — e os distúrbios urinários não fogem à regra. Segundo especialistas, cuidar da bexiga é essencial para evitar desconfortos e doenças graves. A farmacêutica Dipa Kamdar explicou ao portal ScienceAlert que a bexiga tem um papel vital: armazenar e liberar urina para eliminar resíduos e equilibrar os fluidos do corpo. Assim como o coração ou os pulmões, esse órgão também exige cuidados. Negligenciá-lo pode levar a infecções urinárias, incontinência e até câncer de bexiga, alerta a especialista. Kamdar ressalta que a maioria dos problemas pode ser evitada com mudanças simples de hábitos. Confira seis comportamentos que comprometem a saúde da bexiga e devem ser evitados: Ignorar a vontade de urinar: Segurar a urina por longos períodos faz com que o líquido se acumule e os músculos da bexiga se estiquem em excesso. Com o tempo, isso enfraquece a capacidade de contração do órgão e pode causar retenção urinária. Beber pouca água: A desidratação torna a urina mais concentrada, irritando o revestimento da bexiga e aumentando o risco de infecção. A recomendação é ingerir entre 1,5 e 2 litros de água por dia. Exagerar na cafeína e no álcool. Essas substâncias irritam a bexiga e estimulam a produção de urina. O consumo frequente também está relacionado a doenças renais e câncer, especialmente no caso do álcool. Fumar: O tabagismo multiplica por quatro o risco de desenvolver câncer de bexiga, pois os produtos químicos do cigarro são filtrados pelos rins e concentrados na urina, onde podem causar danos às células. Descuidar da higiene íntima: A falta de higiene ou o uso de sabonetes muito agressivos favorecem a proliferação de bactérias. Após a relação sexual, urinar ajuda a reduzir o risco de infecção urinária em homens e mulheres. Má alimentação e sedentarismo:  O excesso de peso pressiona a bexiga e aumenta a probabilidade de escapes urinários. Uma dieta equilibrada e atividade física regular contribuem para o bom funcionamento do sistema urinário e para a prevenção de doenças. Manter hábitos saudáveis e atenção aos sinais do corpo é a melhor forma de preservar a saúde da bexiga e evitar complicações que poderiam ser facilmente prevenidas.  

24 de setembro de 2025

Infecção na bexiga pode ser sinal de alerta para câncer, diz estudo

Um surto de cistite, infecção comum da bexiga, pode ser um sinal de alerta para o desenvolvimento de câncer. A conclusão é de um estudo publicado na revista BMJ Public Health, que identificou maior risco nos três meses após o episódio da doença. De acordo com os pesquisadores, embora as infecções urinárias sejam mais frequentes em mulheres, o desenvolvimento de câncer urológico após a cistite foi mais comum em homens. Entre os casos observados, o câncer de próstata representou 62% dos diagnósticos, seguido pelo de bexiga, com 16,5%. Quase 9,5% das pessoas analisadas desenvolveram algum tipo de câncer durante o estudo. Os autores destacam que o risco aumentou em todas as faixas etárias, especialmente entre os pacientes que tiveram cistite. “As descobertas indicam que a cistite aguda pode ser um marcador clínico para o câncer urológico, já que os riscos foram mais elevados três meses após o diagnóstico”, aponta o estudo. Os pesquisadores acrescentam que a própria presença de tumores urológicos pode elevar a ocorrência de cistite, devido ao comprometimento do trato urinário e do sistema imunológico. Tabagismo e câncer de pâncreas: Outro estudo, publicado na revista Cancer Discovery, relacionou o tabagismo ao aumento expressivo no risco de câncer de pâncreas. Os cientistas apontam que substâncias químicas presentes nos cigarros e também em alguns elementos do meio ambiente podem estimular a produção da interleucina-22, proteína associada ao crescimento mais agressivo dos tumores. Em testes com animais, os pesquisadores verificaram que a substância química encontrada no tabaco acelerou a expansão do câncer e sua disseminação pelo corpo. “Foi realmente dramático”, afirmou Timothy L. Frankel, um dos responsáveis pelo estudo. Os cientistas também investigaram o papel das células T reguladoras, que produzem IL-22, mas ao mesmo tempo inibem a imunidade contra os tumores. “É um ataque duplo. Quando eliminamos essas células dos animais, conseguimos reverter o efeito do produto químico do cigarro no crescimento do tumor”, explicou Frankel. folhapress