O freio dado pelo governo Lula (PT) na flexibilização à compra de armas imposta pela gestão Jair Bolsonaro (PL) reduziu fortemente a aquisição de armamentos por CACs (caçadores, atiradores e colecionadores). Os registros oficiais mostram queda de 91% no número de novas armas na comparação de 2022 com 2024. Foram compradas 39.914 armas no ano passado, contra 448.319 no último ano do governo Bolsonaro, quando os controles eram menores e houve recorde em aquisições. Houve queda relacionada a todos os tipos de arma. No entanto, somente nos primeiros quatro meses de 2025 o número de novos fuzis já supera o total registrado em todo o ano de 2024 –passou de 1.063 para 1.248 (alta de 17,4%). Os dados inéditos foram obtidos pela Folha por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação) e analisados em parceria com o Instituto Sou da Paz. As informações são do Exército, que passou a atribuição da fiscalização dos CACs para a Polícia Federal em 1° de julho deste ano. A queda já havia sido vista em 2023, quando a gestão Lula endurece as regras. Naquele ano, foram adquiridas 176.870 armas. Na comparação dos dados consolidados de 2023 e do ano passado, a queda foi de 77%. Já nos quatro primeiros meses de 2025, foram registradas 18.065 novas aquisições.As armas mais procuradas durante o governo Lula seguem na mesma tendência observada na gestão anterior. Pistolas lideram as compras, seguidas por carabinas, espingardas, revólveres e fuzis. O país convive atualmente com cerca de 1,5 milhão de armas nas mãos de 980 mil CACs.
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10 de julho de 2025
Compra de armas cai 91% sob Lula, mas número de fuzis volta a crescer em 2025
9 de fevereiro de 2015
Bandidos cobram taxa de água
Li em um jornal da cidade que em comunidades da cidade do Rio de Janeiro e baixa Fluminense ter água é uma decisão que depende da vontade de traficantes e de milicianos. Os grupos criminosos são responsáveis por instalar redes clandestinas e cobrar taxas de moradores para permitir que as torneiras não fiquem secas. A data, o tempo de fornecimento e a região da comunidade que receberá a água dependem do chamado "manobreiro" responsável por controlar os registros. Cada residência paga R$ 15 pelo serviço e a associação de moradores diz que o ganho é todo investido na manutenção da rede ilegal e no pagamento da mão de obra. Moradores alegam que não podem ficar sem o precioso líquido esperando pela água do governo. Como são cerca de duas mil residências, a receita é em trono de R$ 30 mil por mês. Foto: Firmino Caetano Junior. Recife/PE
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