A dor de garganta costuma ser associada aos meses frios, mas o incômodo também é frequente durante o verão e não por acaso. O uso intenso de ar-condicionado, a maior circulação de vírus respiratórios e alguns hábitos comuns da estação contribuem para o aumento dos casos. Quem explica é a otorrinolaringologista Dra. Roberta Pilla, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. “Mesmo no calor, é comum atender pacientes com dor de garganta causada por infecções virais, processos inflamatórios e fatores irritativos. O verão reúne condições que favorecem esses quadros, especialmente em ambientes fechados e climatizados”, explica a médica.
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13 de janeiro de 2026
Se dor de garganta no verão é normal, otorrino explica
8 de janeiro de 2026
Calor, ar-condicionado e ventilados: cuidados para a garganta e o nariz
Com a chegada do verão, cresce o uso de ar-condicionado e ventiladores para amenizar o calor. Embora tragam alívio imediato, essa combinação de temperatura controlada e ar seco pode provocar desconfortos nas vias respiratórias, principalmente na garganta e no nariz. O ressecamento das mucosas aumenta a sensibilidade, causando irritação, pigarro constante, tosse e até quadros infecciosos“O ar-condicionado e o ventilador são aliados no calor, mas, se usados de forma inadequada, podem se tornar fatores de risco para problemas respiratórios”, alerta a Dra. Roberta Pilla, otorrinolaringologista e membro da ABORL-CCF – Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. “Mucosas ressecadas têm menor eficiência na filtragem de partículas e na defesa do organismo.”Outro problema comum é a alternância brusca de temperatura entre ambientes quentes e frios. O chamado choque térmico provoca inflamação nas vias respiratórias, tornando-as mais suscetíveis a irritações e infecções. Folhapress
21 de julho de 2025
Saiba se os remédios caseiros ajudam na dor de garganta
Chá de hortelã, mel com limão, gargarejo com sal e até compressa quente no pescoço. Quem nunca recorreu a esses remédios caseiros diante daquela dor incômoda na garganta? Mas será que essas receitas populares funcionam mesmo — ou podem até atrapalhar a recuperação? Segundo o Dr. Gilberto Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, o uso de métodos naturais pode sim ajudar nos primeiros dias dos sintomas, desde que usados com cautela. “Nos dois a três primeiros dias da dor de garganta, quando o quadro é mais leve e geralmente viral, a hidratação, o calor local e o repouso vocal ajudam bastante”, explica. “Chás mornos, leite com canela e mel funcionam como aliados importantes, especialmente se a imunidade da pessoa estiver boa.” Mas nem tudo que parece natural é inofensivo. “Alguns ingredientes populares na internet, como gengibre concentrado ou vinagre, são muito ácidos e podem irritar ainda mais a mucosa da garganta”, alerta o médico. Chá, mel, limão… e cuidado com exageros. Entre os remédios caseiros mais comuns, muitos têm efeitos cientificamente explicáveis. O mel, por exemplo, forma uma película protetora sobre a garganta e tem leve ação antimicrobiana. O chá de camomila com mel, além de hidratar, acalma e ajuda a reduzir o desconforto. Já o gargarejo com água morna e sal é um dos mais recomendados. “É seguro, simples e eficaz. O sal tem um leve efeito antisséptico e a água morna relaxa a musculatura local, ajudando no alívio da dor”, afirma Dr. Pizarro. Por outro lado, o especialista destaca que o exagero ou uso inadequado desses métodos pode causar o efeito contrário. “É preciso cuidado para não mascarar sintomas de infecções mais sérias, como amigdalite bacteriana, que exigem antibióticos. Se a pessoa sente dor intensa, febre alta, dificuldade para engolir ou respirar, é hora de procurar um médico.” Quando o natural não dá conta, Embora a maioria dos casos de dor de garganta seja causada por vírus e melhore sozinha em cerca de 7 a 10 dias, há situações que merecem atenção redobrada. “Se houver travamento da boca, desidratação, dor ao engolir que impede a alimentação ou sintomas persistentes, a recomendação é buscar atendimento. Alguns quadros podem evoluir para infecções graves e até internação”, enfatiza. Além disso, ele lembra que a dor de garganta pode ser sintoma de doenças mais sérias, como sífilis, mononucleose e até HIV. “Essas condições são melhor tratadas quando identificadas precocemente, por isso não se deve subestimar sintomas que não melhoram com o tempo. Prevenir é sempre melhor. Para evitar inflamações na garganta, o Dr. Pizarro reforça que hábitos simples são os mais eficazes. “Boa alimentação, hidratação adequada, lavar as mãos com frequência e evitar compartilhar objetos como copos e escovas de dente ajudam muito. Em ambientes fechados e com muitas pessoas, o risco de contágio por vírus e bactérias aumenta.” E quando o assunto é reforço natural da imunidade, o uso de própolis e gengibre tem lugar — mas fora da crise. “Eles funcionam melhor como medidas preventivas. Podem fazer parte da alimentação do dia a dia para fortalecer o sistema imunológico.” Com informações do site NoticiasAoMinuto
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