As crianças brasileiras estão mais altas e mais obesas. É o que mostra estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cidacs/Fiocruz Bahia), em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a University College London. Os resultados do estudo indicaram que, entre 2001 e 2014, a estatura infantil, em média, aumentou 1 centímetro. A prevalência de excesso de peso e obesidade também teve aumento considerável entre os dados analisados. A prevalência de obesidade entre os grupos analisados subiu até cerca de 3%. A pesquisa foi publicada na revista The Lancet Regional Health – America e baseou-se na observação das medidas de mais de 5 milhões de crianças brasileiras. Segundo os pesquisadores, tais resultados indicam que o Brasil, assim como os demais países em todo o mundo, está longe de atingir a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de deter o aumento da prevalência da obesidade até 2030. De acordo com a pesquisadora associada ao Cidacs/Fiocruz Bahia e líder da investigação, Carolina Vieira, a obesidade infantil é preocupante. O Ministério da Saúde explica que tanto o sobrepeso quanto a obesidade referem-se ao acúmulo excessivo de gordura corporal. A obesidade é fator de risco para enfermidades como doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer.
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17 de abril de 2024
Crianças brasileiras estão mais altos e mais obesos, revela estudo
12 de março de 2024
Brasil pode chegar a 20 milhões de crianças e adolescentes obesas em 2035
O Brasil pode chegar a 20 milhões de crianças e adolescentes obesos em 2035, segundo projeção do Atlas 2024 da Federação Mundial da Obesidade (World Obesity Federation, na sigla em inglês, WOF), O estudo abrange dados de 186 nacionalidades e, segundo os autores, mostra um padrão no qual todos os países devem ser afetados por um expressivo aumento do índice de massa corpórea (IMC) da população. A projeção alerta para uma crescente na última década, inclusive entre as nações mais pobres. No Brasil, o ganho de peso no segmento infanto-juvenil (de 5 anos a 19 anos de idade) pode ter uma salto de 34% de indivíduos com IMC alto em 2019 (o equivalente a 15,58 milhões de jovens) para 20,39 milhões em 2035. Esses valores representam um crescimento de 1,9% ao ano entre 2020 e 2035, um índice muito próximo ao de adultos, cuja expectativa é de alta de 1,8% anuais no mesmo período. Folhapress
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