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30 de setembro de 2025

Profecia do 'fim do mundo' domina as redes sociais

Com uma voz calma e um sorriso no rosto, o pastor sul-africano Joshua Mhlakela afirmou em vídeo publicado no YouTube que a “volta de Jesus” estava próxima e aconteceria na virada de 23 para 24 de setembro. O episódio, conhecido no meio cristão como arrebatamento — quando os fiéis seriam levados ao céu antes do Juízo Final — viralizou no TikTok, X (antigo Twitter) e outras redes, gerando expectativa e pânico entre seguidores em países como Estados Unidos, África do Sul e Índia. Na gravação, Mhlakela relatou ter visto Jesus em um trono e ouvido dele a mensagem: “Estou chegando em breve”. A escolha da data, segundo ele, não era coincidência: o dia coincide com o Rosh Hashaná, o Ano Novo Judaico, tradicionalmente marcado pelo som das trombetas, interpretadas por parte dos cristãos como anúncio da volta triunfal de Cristo. Passagens bíblicas usadas pelo pastor reforçaram o clima de urgência. Na primeira carta aos tessalonicenses, o apóstolo Paulo descreve que “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” e, depois, os vivos seriam arrebatados “nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares”. Para muitos fiéis, o arrebatamento significaria consolo: todos os crentes, vivos e mortos, estariam juntos com Deus. As falas de Mhlakela, porém, não surgem isoladas. O crescimento do evangelismo neopentecostal, o alcance das redes sociais e crises globais, como guerras e mudanças climáticas, criam terreno fértil para profecías apocalípticas. Especialistas lembram que, se no passado mitos sobre o “fim do mundo” uniam comunidades inteiras, hoje circulam em bolhas digitais, muitas vezes alimentando pânico e teorias conspiratórias. Teólogos também divergem sobre como e quando esse arrebatamento aconteceria. Alguns acreditam que os cristãos seriam levados antes de um período de sofrimento descrito na Bíblia; outros, que passariam por parte ou por toda a tribulação antes da volta final de Cristo. O teólogo Hernandes Dias Lopes citou sinais como guerras, terremotos e a “falta de amor no mundo” como indícios da proximidade do “fim”, mas lembrou que “não temos o calendário de Deus nas mãos”. A ideia do arrebatamento foi popularizada por pastores protestantes do século 19, como John Nelson Darby, e disseminada por rádios e TVs ao longo do século 20. Casos de previsões frustradas não são novidade: Harold Camping, famoso nos EUA, garantiu que o mundo acabaria em 2011 — após já ter apontado 1994 como data provável.

 

28 de abril de 2025

Profecia de Nostradamus intriga fiéis

A morte do papa Francisco, aos 88 anos, nesta segunda-feira (21), repercutiu mundialmente e trouxe à tona uma suposta profecia de Nostradamus. Circula nas redes sociais um trecho atribuído ao profeta francês que teria previsto o falecimento de um papa idoso em 2025, além da escolha de um sucessor "jovem, romano e de pele escura". Nostradamus, conhecido por suas quadras poéticas enigmáticas publicadas em 1555, é frequentemente associado a eventos históricos importantes, mas suas previsões são consideradas controversas e abertas a interpretações. “Com a morte de um Pontífice muito velho / Um romano de boa idade será eleito / Dirão dele que enfraquece sua sede / Mas por muito tempo reinará com atividade mordaz”, diz o trecho que vem sendo atrelado à autoria de Nostradamus.