19 de janeiro de 2026

Mosquito da mata atlântica preferem sangue humano, diz estudo

Mosquitos de diversas espécies, que vivem em áreas relativamente bem preservadas da mata atlântica do Rio de Janeiro, dão preferência ao sangue humano na hora de se alimentar, mesmo quando têm centenas de opções de mamíferos, aves e outros vertebrados no cardápio, de acordo com um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros.A conclusão vem da análise do material genético do sangue presente no sistema digestório dos insetos, indicando a última refeição das fêmeas de mosquitos. No total, 18 insetos tinham picado pessoas; outros 6 se alimentam do sangue de aves (de galinhas domésticas à maior águia brasileira, a harpia), 1 sugou uma espécie de anfíbio (provavelmente uma perereca) e outros 2 picaram cães e camundongos. Também há casos em que os mosquitos sugam tanto seres humanos quanto outros animais.Como a grande maioria das fêmeas capturadas pelos pesquisadores não tinha se alimentado de sangue e, mesmo nas que tinham feito essa refeição, nem sempre a extração de DNA permitiu a identificação da vítima, serão necessários mais estudos para confirmar que a amostragem de fato é representativa. Mas os dados preliminares sugerem que a presença humana nesses ambientes hoje é tão intensa que a nossa espécie assumiu o papel de prato principal.

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