27 de janeiro de 2014

No Brasil, prioridades na fila de espera

Na Suécia, onde o Índice de Desenvolvimento Humano é considerado muito elevado e 99% da população é alfabetizada, os partidos políticos resolveram que Estocolmo (capital do país) não disputaria os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022. O argumento é que os gastos para sediar o evento seriam muito altos, cerca de R$ 3,5 bilhões, e que a cidade tem prioridades bem mais importantes como, por exemplo, construir mais moradia para a população. O bom senso serve de lição para o Brasil, que não chega aos pés do país europeu em todos os quesitos que se possa imaginar. Aqui, em vez de priorizar questões básicas com Educação, Saúde, Moradia, Infraestrutura, Mobilidade e colocar ordem na política econômica do País, os governantes estão pouco se lixando e preferem continuar com seus planos mesquinhos para fazer, a todo custo, uma Copa do Mundo, com investimentos de R$ 25,5 bilhões, que poderiam ser revestidos em pro da população. Comentário: Jamille Coelho. Editora de Economia do Jornal Folha de Pernambuco. Foto: Estação Camaragibe do Metrô do Recife, onde parte deste dinheiro da copa do mundo, deveria ser usado na compra de vagões novos e com ar-condicionados, pois os trens só vivem lotado e vez por outra se quebrando no meio do caminho deixando o povo na mão. Foto: Firmino Caetano Junior. Recife/PE