Brasil voltou a registrar aumento de casos de mpox neste início de ano e já contabiliza 140 confirmações em 2026, além de nove suspeitas, segundo dados das autoridades de saúde. O estado de São Paulo concentra a maior parte dos registros, com 93 casos, e há notificações em outros doze estados (Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins, além do A mpox é uma infecção viral que pode provocar febre, mal-estar, ínguas e lesões cutâneas que evoluem para crostas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele de uma pessoa infectada, pelo contato físico próximo e pelo compartilhamento de objetos contaminados. Embora a maioria dos casos recentes tenha apresentado evolução leve a moderada e não haja registro de óbitos neste ano, o crescimento das confirmações exige atenção para evitar novas cadeias de transmissão. Federal), o que reacende o alerta da vigilância epidemiológica no país.
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18 de março de 2026
Mpox aumenta mo Brasil e reacende alerta para monitoramento e vigilância
25 de novembro de 2025
Brasil tem 17 cientistas em lista dos mais citados do mundo
Dezessete pesquisadores que atuam no Brasil estão entre os mais citados em artigos científicos no mundo, segundo lista divulgada neste mês pela plataforma Clarivate. No ano passado, havia 16. A Clarivate, empresa americana que oferece serviços voltados à análise de pesquisas acadêmicas e científicas, faz a relação anualmente desde 2014. O trabalho inclui os pesquisadores que se destacaram em areas como agronomia, biologia, ciência da computação, engenharia, física, medicina, matemática e psicologia. O período analisado é sempre o dos 11 anos anteriores ao ano-corrente, ou seja, a lista de 2025 abrange o intervalo de 2014 a 2024. Só são avaliados artigos que sigam as diretrizes de Indicadores Essenciais Científicos (ESI, na sigla em inglês), ou seja, que tenham sido publicados em periódicos indexados na plataforma Web of Science, a exemplo das tradicionais Nature e Science, e que tenham indicadores bibliométricos de impacto. No processo de criação da lista, uma versão preliminar reúne os nomes com maior número de citação por área (incluídos no top 1%) e também as chamadas linhas de corte por subáreas (para tentar normalizar as citações por área). Essa normalização permite comparar o desempenho daqueles que atuam em mais de uma subárea (multidisciplinares). Também são incluídos pesquisadores que tenham um artigo a menos do que a linha de corte por área, mas cujos artigos estejam no top 50% de maiores citações. A lista é constituída exclusivamente com base em citações bibliográficas e, portanto, é limitada em relação a outros fatores de relevância e mérito científico. O biólogo Mauro Galetti, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) figura na lista desde 2019 entre os mais citados. Ele é autor do livro "Um Naturalista no Antropoceno", que venceu o prêmio Jabuti Acadêmico em 2024, e é coordenador no Centro de Pesquisa da Biodiversidade e Mudanças do Clima (CBioClima). Nas últimas duas décadas, sua pesquisa vem demonstrando os efeitos da mudança climática na perda da biodiversidade. Para ele, estar na lista é um reconhecimento da totalidade do seu trabalho acadêmico. "O público tem a ideia de 'eureca', isto é, quando o cientista isolado no seu laboratório faz uma grande descoberta. Mas um dos meus artigos mais citados levou mais de cinco anos para ser escrito, já com os dados. É um tijolinho de cada vez, com muitos testes, apresentação em congressos, volta para os dados, até chegar no resultado final, que ainda pode ser reanalisado lá na frente." Considerando os autores mais citados com atuação no Brasil, 4 de 17 são da área de ecologia e meio ambiente, o que reforça a participação brasileira nesse tema globalmente. "O crescimento do Brasil na lista nos últimos anos reflete como estudos nessa área vêm ganhando destaque internacional, com solicitação para palestras no exterior e colaboração com colegas de diferentes áreas", afirma Galetti. Folhapress
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21 de novembro de 2025
Aqui nunca me senti estranho, e carinho dá sensação de estar entre amigos, diz Andrea Bocelle sobre o Brasil
Andrea Bocelli, tenor italiano que aos 67 anos completa três décadas de uma carreira marcada por apresentações para papas e presidentes, faz dois shows na Mercado Livre Arena Pacaembu na sexta-feira (21) e no sábado (22). "O Brasil é um país distante da Itália apenas no mapa. Aqui nunca me senti estrangeiro e isso acontece há uns quinze anos. Sempre que volto, o carinho que percebo me dá a sensação inestimável de estar entre amigos", disse em entrevista por email. O artista tem boas memórias das suas seis turnês anteriores no país e diz sentir gratidão por seus fãs brasileiros. "Lembro de um concerto em Belo Horizonte em 2011, quando milhares de pessoas acamparam com barracas aguardando a abertura dos portões. Minha esposa e eu passamos por elas para cumprimentá-las e agradecê-las", conta. Sua última passagem por aqui foi em 2024 com concertos em São Paulo, no Allianz Parque, em Brasília, na Arena BRB Mané Garrincha, e em Belo Horizonte, no estádio Mineirão. Para o italiano, quanto mais o tempo passa, maior é a expectativa do público -e a responsabilidade de não o decepciona. "Mesmo após trinta anos de carreira, os primeiros instantes no palco não são fáceis, porque vêm acompanhados de certa ansiedade pelo desejo de estar à altura da confiança de quem dedica tempo e dinheiro para me ouvir", diz o tenor. Ao longo da trajetória, ele já se apresentou para os papas João Paulo 2º, Francisco e Leão 14. Entre presidentes foram ouvintes os americanos Bill Clinton (1993-2001), George W. Bush (2001-2009), Barack Obama (2009-2017) e Donald Trump, atual líder dos EUA. Participou, além disso, da coroação do rei Charles 3º.Bocelli também cantou no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, a 180 km da capital paulista, no espetáculo Primavera Musical no Vale, em 2016, como parte de celebrações relacionadas à padroeira. Neste ano, em setembro, dirigiu e participou do concerto "Grace for the World" na praça São Pedro, no Vaticano, ao lado do americano Pharrell Willians. Folhapress
15 de novembro de 2025
Semana da Prematuridade 2025 mobiliza profissionais e famílias no Hospital das Clínicas
27 de outubro de 2025
Reduzir uma doce de álcool por dia evitaria 157 mil casos de câncer no Brasil até 2050
Se os brasileiros reduzissem uma dose de bebida alcoólica por dia, o equivalente a uma lata de cerveja de 330 ml (cerca de 12 gramas de álcool), 157,4 mil mortes por diferentes tipos de câncer poderiam ser prevenidas nos próximos 25 anos. A projeção vem de relatório elaborado a partir de uma nova plataforma digital, recém-lançada pela Vital Strategies, organização global de saúde pública que trabalha com inteligência de dados e políticas públicas baseadas em evidências, e que deve servir de modelo para outros países. A ferramenta combina evidências da relação entre o consumo de álcool e risco de morte por diferentes tipos de câncer com dados sobre o uso da bebida pela população. As projeções mundiais indicam que das 11 a 14 milhões de mortes por câncer que devem ocorrer até 2050, mais de 415 mil são atribuíveis às bebidas alcoólicas. Entre os tumores estão os de esôfago, de cólon e reto, de boca, de laringe e faringe, de mama e de fígado. De acordo com a médica Mary-Ann Etiebet, 51, CEO e presidente da Vital Strategies, assim como as mortes relacionadas ao cigarro, óbitos associados ao álcool podem ser evitados com a adoção de políticas públicas e outras estratégias semelhantes às usadas nas campanhas antitabaco. "No Brasil, vimos uma redução de 74% no consumo de cigarro [desde 1989] com diferentes políticas, reformas legais, regulatórias, campanhas educativas. E vimos a prevalência do câncer de pulmão cair também. Sabemos que essas políticas funcionam e sabemos como fazê-las", disse à Folha, durante evento no Centro Brasileiro Britânico. Natural da Nigéria e com cidadania americana, a médica iniciou sua carreira em programas de HIV/Aids no seu país natal e, depois, liderou iniciativas globais sobre cuidados maternos na farmacêutica Merck. Segundo ela, países como Finlândia, Dinamarca, Lituânia e Sérvia estão entre os que possuem políticas mais maduras de controle de álcool. "Isso pode ser feito por iniciativas dos governos mas também com engajamento, educação e aumento da consciência do público." No Brasil, metade da população adulta consome bebidas alcoólicas. Esses produtos fazem parte da primeira fase de regulamentação da reforma tributária, que criou o imposto seletivo, que prevê aumento de taxas aos produtos prejudiciais à saúde para desestimular o consumo. "Com os enormes cortes em financiamento para a saúde global, muitos países, especialmente na África, estão olhando para as taxas de saúde como uma solução para ajudar a gerar mais renda em benefício da saúde pública." A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda aos países "acelerar as ações para atingir reduções de 20% no consumo de álcool até 2030". Além do câncer, há outras 24 doenças associadas às bebidas alcoólicas, como cirrose e outras doenças hepáticas, epilepsia, doenças hipertensivas, hemorragia intracerebral e cardiopatia isquêmica, além de agravos por violência e acidentes de trânsito.Para Mary-Ann, como a população de uma forma geral ainda não reconhece a conexão direta que há entre o consumo de álcool e o risco de desenvolver câncer, a plataforma chega com a missão de traduzir os dados de forma que eles façam sentido à vida diária dos moradores. "As pessoas perdem 30 dias de trabalho [no ano] para cuidar de um membro da família sofrendo de câncer. Ou não vão trabalhar um dia por mês por causa do álcool. Essas coisas estão ligadas à produtividade, à renda e ao desenvolvimento econômico", explica. Em 2022, o tratamento do câncer no Brasil custou ao SUS (Sistema Único de Saúde) R$ 3,9 bilhões (cerca de US$ 722 milhões). O valor, que não inclui gastos privados, deve aumentar 68% nos próximos 20 anos, uma vez que são estimados quase um milhão de novos casos em até 2040, de acordo com a plataforma. Folhapress
21 de outubro de 2025
8 Mil bebês são diagnosticados com paralisia cerebral por ano no Brasil
No dia 6 de outubro, data em que é celebrado o Dia Mundial da Paralisia Cerebral, um levantamento do Registro Brasileiro de Paralisia Cerebral (RB-PC) com dados coletados entre 2024 e 2025 destaca a realidade da condição no Brasil e reforça a urgência do diagnóstico precoce. A paralisia cerebral (PC) é a deficiência motora mais comum diagnosticada na infância, afetando cerca de 18 milhões de pessoas no mundo, segundo a World Cerebral Palsy Guide. No Brasil, segundo o RB-PC, aproximadamente 500 mil pessoas (entre crianças e adultos) convivem com a condição. Anualmente, cerca de 8 mil bebês e entre 1.200 e 1.500 crianças em idade pré-escolar recebem o diagnóstico. Os dados confirmam tendências globais e apontam que o tipo mais frequente é o espástico, presente em 74,9% dos casos, índice alinhado à média internacional que gira em torno de 80%. O neurologista da Afya Educação Médica de Belo Horizonte, Dr Philipe Marques Cunha, informa que a Paralisia Cerebral é um grupo de distúrbios que afetam o movimento e a postura, causados por lesões ou anormalidades no cérebro em desenvolvimento, geralmente antes, durante ou logo após o nascimento. “Essa condição é permanente, mas na maioria dos casos não progressiva, e compromete o controle motor, podendo impactar o desenvolvimento global da criança. Os sinais e sintomas aparecem na infância e podem variar bastante por pessoa”. O estudo também revela que até 90% dos casos têm origem durante a gestação ou no período neonatal. Entre os participantes da pesquisa, 50,3% nasceram prematuramente, e 71,6% das lesões cerebrais ocorreram antes do nascimento ou nos primeiros 28 dias de vida. “A prematuridade e o baixo peso ao nascer são fatores que aumentam o risco, porque os cérebros dessas crianças são mais vulneráveis a lesões devido à imaturidade dos sistemas vascular e nervoso. As complicações no parto podem levar a quadros de hipóxia e isquemia cerebral”, complementa o especialista da Afya. Importância do diagnóstico precoce: Outro dado que acende um alerta é o atraso no diagnóstico: 33,6% das pessoas com paralisia cerebral no Brasil só receberam confirmação da condição após completarem 1 ano de idade. Dr Philipe comenta que o diagnóstico precoce é fundamental porque permite a intervenção imediata com terapias que estimulam o desenvolvimento motor, melhoram a funcionalidade e minimizam sequelas, favorecendo uma melhor qualidade de vida. “O diagnóstico é clínico e envolve a avaliação do desenvolvimento motor e do tônus muscular da criança, complementado por exames de imagem cerebral, como ressonância magnética ou tomografia.” Em escala global, os dados divulgados pelo movimento internacional revelam a gravidade da condição: 1 a cada 4 crianças com paralisia cerebral não consegue falar, 1 a cada 3 não anda e aproximadamente 50% também apresentam deficiência intelectual. “Nos primeiros meses, sinais incluem dificuldade para sustentar a cabeça, atraso no desenvolvimento do controle postural, tônus muscular anormal (muito rígido ou muito flácido), movimentos assimétricos e irritabilidade ou fraqueza incomum”, conclui o neurologista da Afya Educação Médica de Belo Horizonte. Com informação do Site NoticiasAoMinuto
13 de outubro de 2025
Brasil atinge menos patamar de insegurança alimentar da história
Em 2024, o Brasil reduziu o número de pessoas sem acesso adequado à alimentação, igualando o recorde registrado em 2013. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10.10) pelo IBGE, por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), aplicada na Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua do 4º trimestre de 2024. A proporção de domicílios em insegurança alimentar grave caiu para 3,2% em apenas dois anos de governo. “Em 2025, o Brasil celebra duas conquistas históricas: a saída do Mapa da Fome e a redução da insegurança alimentar grave ao menor nível da série histórica do IBGE”, comemorou Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. “Levamos dois anos para reconquistar uma marca que, no passado, levou dez anos (2003-2013) de construção de políticas públicas para ser alcançada. Precisou o presidente Lula voltar para reconstruir o país e melhorar a vida do povo”, prosseguiu o titular do MDS. Em termos absolutos, dois milhões de pessoas saíram da fome no intervalo de apenas um ano. Em 2023, eram 4,1% de domicílios em insegurança alimentar grave. Houve redução da fome nas áreas rurais e urbanas e em todas as regiões do país. Além disso, os outros dois níveis de insegurança alimentar – leve e moderada – também reduziram. Com informações do Site Notícias Ao Minuto
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11 de outubro de 2025
Uma em cada cinco destilados vendidos no Brasil é falsificado
A ABD (Associação Brasileira de Bebidas Destiladas) estima que 1 a cada 5 garrafas de uísque ou vodca comercializadas no país é falsa. Fundada em 2021, a entidade é formada por cinco empresas globais –Bacardi Martini, Beam Suntory, Brown Forman, Diageo Brasil e Pernod Ricard. Já a Fhoresp (Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo) estima que 36% das bebidas alcoólicas vendidas no Brasil sejam fraudadas, falsificadas e contrabandeadas, com destaque para vinhos e destilados. As entidades que representam o setor de bebidas no Brasil apontam a falta de dados oficiais e consolidados sobre o mercado ilegal de bebidas alcoólicas no país. Os números apresentados são projeções construídas a partir de tendências de mercado, informações de fontes abertas, observações empíricas e levantamentos junto a sindicatos, empresas do setor de bebidas e tabaco e à Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Um estudo da Euromonitor International, empresa de análise de dados e pesquisa de mercados, encomendado pela ABBD, estima que o mercado ilegal de álcool no Brasil tenha causado um prejuízo de R$ 28 bilhões em 2024. Esse valor não se refere apenas às vendas de produtos falsificados, mas soma as perdas de arrecadação tributária, os impactos econômicos sobre empresas legais e os custos para o sistema de saúde com casos de intoxicação e internações. Do volume de bebidas destiladas, o estudo apontou que 28% são de objeto de crimes como sonegação fiscal, contrabando ou descaminho, falsificação e produção sem registro. O ato ilícito mais prejudicial, tanto ao setor produtivo quanto aos consumidores, é a falsificação. Os dois métodos mais comuns de falsificação no mercado são o "refil" de garrafas de marcas conhecidas com bebidas de baixo custo e a produção a partir de álcool impróprio para consumo humano, prática que coloca em risco a saúde dos consumidores. O preço é o grande atrativo: segundo o estudo, os produtos falsificados custam em média 35% menos. Em lojas virtuais, a diferença pode ser ainda maior -no caso do uísque, chega a 48% em relação ao original.A pesquisa também mostrou o crescimento de 13% no consumo de álcool substituto (álcool de fontes não destinadas ao consumo humano, como álcool de limpeza) em 2024. A falsificação acontece principalmente porque o crime organizado está cada vez mais estruturado, controlando etapas que vão desde a coleta de garrafas até a impressão de rótulos sofisticados, diz a ABBD. Folhapress
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7 de outubro de 2025
Brasil faz 19,8 mil transplantes de órgãos em 2025 e mantêm alta histórica
Do início do ano até dia 26 do mês passado o Brasil realizou 19,8 mil transplantes, segundo dados do painel do SNT (Sistema Nacional de Transplantes). No primeiro semestre de 2025, foram 14,9 mil cirurgias, maior número da série histórica, iniciada em 2014, e 21% acima do registrado no mesmo período de 2022, ano que marcou a retomada dos procedimentos após a pandemia de Covid-19. Em 2024, o país já havia alcançado recorde histórico de mais de 30 mil procedimentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), 18% a mais que em 2022. O recorde anterior era de 2023, com 28,7 mil transplantes realizados. Mesmo com esses avanços, mais de 80 mil pessoas aguardam por um órgão no Brasil. O país ocupa a 3ª posição mundial em número de transplantes, atrás apenas de Estados Unidos e China, e é o único a realizar a maior parte deles pelo sistema público. A principal barreira à doação continua sendo a recusa familiar, que atualmente atinge 45% dos casos. Para reduzir a recusa familiar, o Ministério lançou a primeira Política Nacional de Doação e Transplantes, que prevê R$ 7,4 milhões anuais em ações de conscientização. A portaria, primeira desde a criação do SNT em 1997, também destina outros R$ 13 milhões para regulamentar novos procedimentos incluídos neste ano no SUS: o transplante de membrana aminiótica, indicado em casos graves de queimadura, e o transplante de intestino delgado e multivisceral, voltado a pacientes com falência intestinal. A maior demanda por transplantes no país é de rim, com 43.867 pacientes na fila, seguida por córnea (33.260), fígado (2.305) e coração (448). Folhapress
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6 de outubro de 2025
4.2 milhões de alunos no Brasil têm atraso escolar, diz estudo
O Brasil tem 4,2 milhões de alunos da educação básica com dois ou mais anos de atraso escolar, segundo um levantamento do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) com dados de 2024. Esse montante representa cerca de 12,5% dos mais de 33 milhões de alunos da rede pública do país. O Unicef destaca que a taxa, chamada de distorção idade-série, vem caindo no país (era de 13,4%, em 2023), mas ainda permanece alta. O levantamento usou dados do Censo Escolar, feito pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). Os dados mostram que o atraso escolar atinge mais os alunos dos anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano), são 1,8 milhão nessa etapa. Nos anos iniciais (do 1º ao 5º ano), a situação já atinge 1,03 milhão de crianças. No ensino médio atinge 1,38 milhão de adolescentes. Para os responsáveis pelo estudo, os dados são importantes por ressaltar que os problemas educacionais no país começam ainda no início da trajetória escolar, sobretudo nos anos finais do fundamental. Não há hoje o debate de nenhuma política pública nacional para enfrentar os problemas dessa etapa. Durante o governo Lula (PT), as principais políticas do Ministério da Educação foram voltadas para a alfabetização (que acontece nos anos iniciais do fundamental), a mudança curricular do ensino médio e o programa Pé de Meia, que só prevê bolsas e uma poupança para os alunos dessa última etapa da educação básica. "Precisamos urgentemente dar mais atenção para os anos finais do ensino fundamental porque essa é uma etapa crucial. Já é uma etapa de transição importante, em que o aluno vive mudanças individuais ao sair da infância para a adolescência. É também quando a estrutura da escola muda de forma significativa, saindo de um único professor para vários", destaca Julia Ribeiro, especialista de educação do Unicef. "A reprovação do aluno coloca somente nele a responsabilidade por não ter aprendido. Mas essa reprovação responde a uma pergunta importante: o que faltou para essa criança aprender", afirma. Folhapress
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5 de outubro de 2025
Produção Florestal do país cresce 16,7% e chega a R$ 44,3 milhões em 2024
As florestas brasileiras, sejam naturais ou plantadas, geraram produção econômica de R$ 44,3 bilhões em 2024. Esse valor representa crescimento de 16,7% em relação ao ano anterior. Já em comparação com 2019, a produção mais que duplicou, chegando a 140% de aumento. Os dados fazem parte da pesquisa "Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura", realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento do valor de produção pode ser explicado pela associação de mais extração e preços de venda mais altos. O levantamento mostra que a silvicultura responde por 84,1% (R$ 37,2 bilhões) da produção econômica florestas, enquanto os demais 15,9% (R$ 7 bilhões) são atribuídos ao extrativismo vegetal. Desde 1998, a produção silvícola supera a extrativa.Silvicultura é a produção retirada de áreas plantadas, enquanto o extrativismo se refere a áreas naturais, como matas e florestas.
22 de setembro de 2025
Relatório aponta Brasil como o quarto país mais perigoso para ambientalistas
O Brasil foi em 2024 o quarto país mais letal para ambientalistas, de acordo com relatório divulgado pela organização não governamental Global Witness. O documento estima que 12 ativistas foram assassinados no país no último ano, entre eles seis pequenos agricultores, quatro indígenas e um afrodescendente. Embora o número seja inferior ao de 2023, quando foram registradas 25 mortes, a ONG alerta que aumentaram os casos de intimidação, ameaças de morte e tentativas de homicídio. Com base em dados da Comissão Pastoral da Terra, a Global Witness destacou que houve 481 tentativas de assassinato em 2024, sendo 44% contra indígenas e 27% contra comunidades quilombolas. Desde 2012, ao menos 413 defensores da terra e do meio ambiente foram mortos ou desapareceram no Brasil, incluindo 36 afrodescendentes. No cenário global, quase 150 ativistas ambientais foram mortos ou desapareceram no ano passado, número inferior aos 196 casos de 2023. A organização, porém, ressalta que isso não representa uma melhora na situação e avalia que os registros estão subestimados em vários países. A América Latina concentrou mais de 80% dos casos em 2024, com a Colômbia liderando a lista pelo segundo ano consecutivo. O país registrou 48 assassinatos, um terço do total mundial, embora o número seja menor que os 79 contabilizados em 2023. Entre as vítimas estavam 20 camponeses e 19 indígenas, 13 deles pertencentes ao povo Nasa, no departamento de Cauca.A violência contra defensores ambientais na Colômbia é atribuída principalmente à mineração ilegal e ao tráfico de drogas, atividades ligadas a grupos armados que atuam em áreas de conflito. A Guatemala, com 20 mortes, e o México, com 19, aparecem em seguida, antes do Brasil e das Filipinas, ambos com oito registros. Desde 2012, quando a Global Witness começou a monitorar esses casos, o número de defensores ambientais mortos ou desaparecidos no mundo chegou a 2.253. Folhapress
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13 de setembro de 2025
Brasil abre mercado para produtos agropecuário na Argentina e no Paraguai
O governo brasileiro e o governo da Argentina concluíram negociação sanitária para que o Brasil exporte ovos em pó para alimentação animal, matérias-primas de suínos e miúdos suínos "in natura" para aquele país. As informações estão em comunicado do Ministério da Agricultura e Pecuária. Segundo o ministério, as novas aberturas de mercado fortalecem a integração comercial entre Brasil e Argentina, principais parceiros no âmbito do Mercosul. Com mais de 45 milhões de habitantes, a Argentina tem um mercado de produtos "pet" em expansão, com demanda crescente por produtos voltados para a indústria de nutrição animal. No caso da cadeia suinícola, o setor produtivo nacional terá novas oportunidades de negócio para cortes menos consumidos no mercado doméstico. Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários para a Argentina, com destaque para produtos agroflorestais, cacau e café. O resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Paraguai. O governo brasileiro e o governo do Paraguai também concluíram negociação fitossanitária para que o Brasil exporte chia em grãos para aquele país. Essa abertura de mercado representa uma oportunidade de negócios para pequenos e médios produtores rurais que se dedicam à produção de chia como fonte de renda, principalmente nos Estados do Centro-Oeste, no oeste paranaense e noroeste do Rio Grande do Sul. Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 963 milhões em produtos agropecuários para o Paraguai.Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 426 aberturas de mercado desde o início de 2023. O resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o MRE. Folhapress
28 de agosto de 2025
Redução de 20%no consumo de álcool pode evitar uma morte por hora no Brasil, diz estudo
Se os brasileiros reduzissem em 20% o consumo de álcool, 10.400 mortes poderiam ser evitadas todos os anos, o que corresponde a uma média de uma morte por hora no país, aponta relatório preliminar do pesquisador Eduardo Nilson, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Dessa forma, o Brasil evitaria, anualmente, o equivalente a R$ 2,1 bilhões em perdas de produtividade associadas às mortes prematuras. Essa economia potencial equivale a 58% do orçamento do Farmácia Popular em 2024, um dos principais programas de acesso a medicamentos no país. Os custos associados às mortes prematuras representam perdas econômicas associadas à interrupção precoce da vida de pessoas em idade produtiva, o que inclui o impacto na renda familiar, no trabalho e na economia como um todo. O estudo estimou o cenário de redução de 20% com base no que é preconizado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que recomenda "acelerar as ações para atingir reduções de 20% no consumo per capita de álcool até 2030". Além de avaliar o cenário considerado ideal por diretrizes internacionais, a pesquisa estimou a redução de mortes e os custos em um panorama mais conservador. Caso a redução fosse de 10% no consumo, seriam poupadas 4.600 vidas por ano, reduzindo perdas econômicas em R$ 1 bilhão. Folhapress
20 de agosto de 2025
Sem Brasil, lanchonetes enfrentam preços mais altos de carne nos Estados Unidos
A tarifa de 50% imposta pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos do Brasil está fazendo com que lanchonetes nos EUA busquem fornecedores de carne bovina em outros países. Segundo Wesley Batista Filho, CEO da JBS USA, que processa cerca de um quarto da carne bovina dos EUA, importadores norte-americanos provavelmente recorrerão a outros países com grandes rebanhos bovinos, como a Austrália. O problema, explicou, é que a Austrália e outros países exportadores de carne não têm capacidade suficiente para substituir completamente o Brasil. O Brasil é responsável por 27% da carne bovina importada pelos EUA, a maior participação entre todos os países. As importações de carne moída brasileira de janeiro a maio dobraram em relação a igual período do ano passado. Os preços da carne bovina nos EUA atingiram recordes nos últimos meses por causa de uma escassez prolongada de gado no país. Os preços da carne moída no varejo aumentaram quase 12% em julho na comparação anual. As empresas de carne costumam misturar cortes com maior teor de gordura com cortes mais magros para criar a mistura ideal para hambúrgueres. O aumento dos preços, combinado com uma oferta doméstica restrita, tornou a obtenção de carne moída magra um desafio para restaurantes. Até que a oferta de outros países esteja disponível, o restante da carne magra necessária para os hambúrgueres terá de vir do chamado "round primal" - cortes mais magros do traseiro bovino - do gado americano. Esse corte é normalmente usado para bifes, e direcioná-lo para carne moída pode restringir ainda mais a oferta e aumentar os preços. "Essa carne magra terá de vir de algum lugar", disse Batista Filho. "As coisas vão ter de mudar." Fonte: Dow Jones Newswires.
9 de agosto de 2025
Brasil sobe no ranking dos passaportes mais poderosos do mundo em 2025
O passaporte brasileiro voltou a subir no ranking dos passaportes valiosos do mundo este ano, ocupando a 16ª posição. Este lugar é compartilhado com os passaportes da Argentina e San Marino. Estes são os dados mais recentes do Henley Passport Index (HPI), que coloca o passaporte de Singapura, que permite viajar para 193 destinos, encabeçando a lista e o Japão em segundo lugar. O terceiro lugar é ocupado por Alemanha, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Irlanda e Itália, sendo aceitos em 188 lugares. O passaporte brasileiro permite viajar 170 locais, sem necessidade de visto, segundo o ranking divulgado. Em último lugar, pelo sétimo ano consecutivo, ficou o documento do Afeganistão, que possibilita o acesso a 25 países sem visto. Folhapress
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3 de agosto de 2025
Brasil sai novamente do mapa da fome, destaca relatório da ONU
No dia 28 de julho, o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome, de acordo com relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o levantamento, menos de 2,5% da população está em risco de subnutrição, o que tira o país da categoria de insegurança alimentar grave. O documento foi elaborado pela FAO, agência especializada em Alimentação e Agricultura, e que mede o acesso da população à alimentação suficiente para uma vida ativa e saudável. O anúncio foi feito durante evento oficial da 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, em Adis Abeba, na Etiópia. A ONU recolocou o Brasil no Mapa da Fome após a análise dos dados de 2018 a 2020, apontando um aumento da insegurança alimentar no período. Agora, com base na média de dados de 2022 a 2024, o novo relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025” concluiu que o índice de risco caiu novamente abaixo do limite de 2,5%, considerado o critério para saída do Mapa. Vale lembrar que a ONU define como desnutrida a pessoa que, habitualmente, consome menos calorias e nutrientes do que o necessário para manter uma vida saudável. Folhapress
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Voa Brasil completa um ano com 45 mil reservas para aposentados
Em um ano de existência, o programa Voa Brasil registrou cerca de 45 mil reservas de passagens aéreas de até R$ 200 para aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os dados constam de balanço divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Ministério de Portos e Aeroportos. O programa é voltado para a inserção social na aviação brasileira. Segundo a pasta, o número de reservas seria suficiente para lotar mais de 344 aeronaves com os beneficiados, movimentando 87 aeroportos de todos os estados. Lançado em parceria com as companhias aéreas, o programa prevê a oferta de passagens ociosas e em baixa temporada para dar acesso a aposentados que não haviam viajado nos últimos 12 meses. Os bilhetes podem ser adquiridos no site gov.br/voabrasil. Entre os destinos mais procurados nestes 12 meses de programa estão: São Paulo (12.771 passageiros), Rio de Janeiro (3.673), Recife (3.509), Brasília (3 mil), Fortaleza (2.843), Salvador (2.601), João Pessoa (1.587), Maceió (1.507), Belo Horizonte (1.254) e Natal (1.150). Segundo o balanço, as regiões Sudeste e Nordeste concentraram, respectivamente, 43% e 40% do total de reservas efetuadas desde o início do programa. A terceira região mais procurada pelos aposentados foi o Centro-Oeste (8%), seguida pelo Sul (5%) e pelo Norte (3%). “No total, foram 510 trechos diferentes procurados pelos aposentados, sendo os mais movimentados entre a capital paulista e as capitais nordestinas Recife, Salvador, Maceió, Fortaleza e João Pessoa (ida e volta). Há trechos de longa distância, como Porto Alegre/Recife ou São Paulo/Fernando de Noronha (quatro horas de voo), e trechos curtos, como a Ponte Aérea Rio/São Paulo ou dentro do mesmo estado, como Salvador/Porto Seguro”, informou a pasta. Com informações do Site NoticiasAoMinuto
19 de junho de 2025
Turismo sobre 6% e bate recorde no país no primeiro trimestre
O setor do turismo no país faturou R$ 55,4 bilhões nos três primeiros meses do ano, valor superior ao melhor resultado da série histórica, registrado em 2014, quando o setor faturou R$ 52,5 bilhões no primeiro trimestre do ano. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação ao desempenho do setor nos três primeiros meses do ano passado, o setor do turismo em 2025 faturou 5,8% a mais, já corrigida a inflação. Em março, o setor registrou faturamento de R$ 18 bilhões, crescimento de 6,6% em relação ao mesmo mês do ano passado – o melhor resultado para março desde 2012. “O setor tem apresentado aceleração mesmo diante do aumento dos juros e da inflação. O turismo não é uma atividade de consumo contínuo, mas de planejamento, e o número crescente de pessoas empregadas formalmente no país está levando a um aumento nas despesas com as desejadas férias”, destacou a FecomercioSP. Na análise regional, a Bahia obteve o melhor desempenho em março: o faturamento do turismo cresceu 20,4%, impulsionado pelo carnaval. Em seguida, Rio de Janeiro (16,8%) e Ceará (13,9%), também beneficiados pelo período festivo. O estado de São Paulo, com o maior peso na análise, registrou alta de 4,8%, com faturamento de R$ 4,5 bilhões. Já Mato Grosso apresentou queda de 9,7%, seguido por Roraima (-7,1%) e Rio Grande do Sul (-6,3%).
16 de maio de 2025
Brasil e 4 países latino americano isento de visto de entrada na China
A China anunciou nesta quinta-feira (16) que, a partir de 1º de junho, cidadãos do Brasil, Argentina, Chile, Peru e Uruguai estarão isentos de visto para viagens ao país asiático com duração de até 30 dias. A medida estará em vigor até 31 de maio de 2026 e abrange passaportes comuns. O anúncio foi feito pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, durante coletiva em Pequim. A decisão segue o compromisso assumido pelo presidente chinês, Xi Jinping, durante a recente cúpula ministerial com a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos. A isenção de visto vale para viagens com fins turísticos, comerciais, visitas familiares, intercâmbios culturais ou trânsito. “O objetivo é facilitar ainda mais os intercâmbios entre os povos e promover uma cooperação amistosa”, afirmou Lin. Desde 2023, o governo chinês tem adotado uma série de medidas para reaquecer o setor de turismo e fortalecer laços internacionais após anos de fechamento de fronteiras durante a pandemia de covid-19. Entre essas ações, está a ampliação de isenção de vistos de 15 para 30 dias para países europeus como Portugal e Espanha, além de acordos de reciprocidade com mais de 20 nações. A China é atualmente o principal parceiro comercial de vários países da América do Sul, como Brasil, Chile e Peru, e vem ampliando sua presença na região por meio de investimentos em infraestrutura e projetos ligados à iniciativa Nova Rota da Seda.
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