21 de dezembro de 2023

Consumo de maconha durante a gestação aumenta riscos à saúde, diz estudo

O consumo de maconha por mulheres grávidas aumenta o risco de complicações à saúde da gestação. Em estudo realizado com mais de 9.000 pessoas de diferentes regiões dos Estados Unidos, pesquisadores identificaram que problemas como parto prematuro e baixo peso ao nascer são mais frequentes quando há exposição à droga durante a gravidez. Os cientistas analisaram a incidência de uma série de problemas entre as participantes da pesquisa: nascimento de bebês pequenos para a idade gestacional, natimortos, parto prematuro e hipertensão arterial nas mulheres -condições que estão associadas, entre outros fatores, a disfunções placentárias. Enquanto 26% das grávidas que consumiram Cannabis tiveram algum efeito adverso, a proporção caiu para 17% entre aquelas que não fizeram uso da substância. A pesquisa foi publicada no último dia 12 na revista científica Jama (Journal of the American Medical Association), da Associação Médica American. Segundo a publicação, estudos anteriores realizados em animais e humanos já identificaram que a Cannabis pode afetar negativamente a placenta, que é fonte de nutrientes e oxigênio ao feto em desenvolvimento. Quanto maior a exposição à maconha durante a gravidez, maior a possibilidade de consequências adversas. "O uso de Cannabis não é seguro", afirma o médico Robert Silver, professor de obstetrícia e ginecologia da Universidade de Utah e um dos autores do estudo. 

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