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12 de dezembro de 2024

Justiça determina indenização à família de gestante morta após tomar vacina

A Justiça do Rio de Janeiro condenou a farmacêutica AstraZeneca a pagar indenização de R$ 1,1milhão por danos morais à família de uma gestante de 35 anos que morreu em decorrência da vacina contra Covid-19. Em trecho da decisão, o juiz Mauro Nicolau Junior, da 48ª Vara Cível do Tribunal de Justiça fluminense, ressalta que a mulher foi a primeira grávida brasileira a morrer por causa do imunizante. O caso, que ocorreu em 2021, levou o governo federal a suspender a aplicação da vacina AstraZeneca em gestantes, e o laboratório admitiu que não havia testado o imunizante em grávidas antes de sua liberação. Thais Possati, que era promotora de Justiça do Ministério Público estadual, tinha um filho de 3 anos à época e estava grávida de 23 semanas, quando recebeu a vacina no dia 5 de maio de 2021. No dia seguinte após tomar a vacina, a promotora desencadeou uma série de complicações que evoluíram para um quadro de AVC hemorrágico associado a trombose de seio venoso. Thais foi operada de emergência e o bebê que ela estava esperando morreu.De acordo com a Justiça, a causa da morte do bebê estava "associada às complicações que a mãe vinha enfrentando, já que todos os problemas de saúde causados à gestante por conta da vacina foram transmitidos ao filho que gerava". Thais morreu no dia 10 de maio. Folhapress 

21 de dezembro de 2023

Consumo de maconha durante a gestação aumenta riscos à saúde, diz estudo

O consumo de maconha por mulheres grávidas aumenta o risco de complicações à saúde da gestação. Em estudo realizado com mais de 9.000 pessoas de diferentes regiões dos Estados Unidos, pesquisadores identificaram que problemas como parto prematuro e baixo peso ao nascer são mais frequentes quando há exposição à droga durante a gravidez. Os cientistas analisaram a incidência de uma série de problemas entre as participantes da pesquisa: nascimento de bebês pequenos para a idade gestacional, natimortos, parto prematuro e hipertensão arterial nas mulheres -condições que estão associadas, entre outros fatores, a disfunções placentárias. Enquanto 26% das grávidas que consumiram Cannabis tiveram algum efeito adverso, a proporção caiu para 17% entre aquelas que não fizeram uso da substância. A pesquisa foi publicada no último dia 12 na revista científica Jama (Journal of the American Medical Association), da Associação Médica American. Segundo a publicação, estudos anteriores realizados em animais e humanos já identificaram que a Cannabis pode afetar negativamente a placenta, que é fonte de nutrientes e oxigênio ao feto em desenvolvimento. Quanto maior a exposição à maconha durante a gravidez, maior a possibilidade de consequências adversas. "O uso de Cannabis não é seguro", afirma o médico Robert Silver, professor de obstetrícia e ginecologia da Universidade de Utah e um dos autores do estudo. 

15 de dezembro de 2023

Instituto Butantan desenvolve vacina contra zika vírus para gestantes

O Instituto Butantan está desenvolvendo uma vacina contra o zika vírus, causador de microcefalia em bebês recém-nascidos de mães infectadas durante a gravidez. A tecnologia utilizada envolve o uso do vírus inativado para estimular o sistema imune. Segundo o instituto, trata-se da plataforma ideal, pois é mais segura para aplicação em gestantes.Estudos iniciais já demonstraram que a formulação é capaz de gerar anticorpos neutralizantes contra o vírus. A expectativa é que os testes pré-clínicos, para avaliar segurança e possíveis reações adversas, sejam iniciados em agosto de 2024. A tecnologia utilizada envolve o uso do vírus inativado para estimular o sistema imune. Segundo o instituto, trata-se da plataforma ideal, pois é mais segura para aplicação em gestantes. "Como o principal público-alvo seriam mulheres grávidas, a vacina contra Zika precisa ter um perfil de segurança muito alto. A confiabilidade desses processos é grande, tanto em termos científicos como no aspecto regulatório", explica Renato Mancini Astray, um dos responsáveis pelo projeto. Mais de 60 composições diferentes foram testadas nos últimos anos até que os pesquisadores chegassem a duas formulações adequadas. Nesse momento, os cientistas trabalham na versão final que será encaminhada para estudos pré-clínicos. O projeto teve início em 2015, ano em que o Brasil declarou emergência de saúde pública nacional devido à epidemia da doença. Os estudos tiveram que ser interrompidos em 2020, quando os esforços das equipes de virologia se voltaram à covid-19. "No Brasil, nós produzimos muitas vacinas, mas desenvolvemos pouco: a maioria vem de transferência de tecnologia. Com o projeto do Zika, temos a oportunidade de fazer uma vacina que seja desenvolvida no Brasil da bancada ao produto", destacou o pesquisador do Butantan. Folhapress