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22 de julho de 2014

Crise no setor de energia elétrica

Neste início de 2º semestre, o cenário do setor elétrico deixa claro, mais uma vez, os numerosos erros cometidos nos últimos anos, e que foram potencializados, apontando para uma urgente e indispensável transformação na estrutura de organização, de gestão e de planejamento do setor. A tímida reforma ocorrida em 2004 não trouxe a pretendida resposta ao racionamento de 2001. Logo, o que se verifica atualmente tem a ver com o que não foi realizado no primeiro governo do presidente Lula: uma mudança no modelo mercantilista da geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. De lá para cá, vivenciamos um setor estratégico do país com vários remendos. Do lado da expansão, as opções se concentraram nos questionáveis mega-projetos hidroelétricos na região Amazônica; na ampliação do parque de usinas termoelétricas a combustíveis fosseis, caras e poluentes; e na reativação do programa nuclear brasileiro, com a construção de Angra 3 e da proposta de mais 4 usinas, mesmo frente ao amplo repúdio popular. Como consequência dos equívocos, erros e mesmo incompetência técnica e gerencial, as tarifas estão estratosféricas e a qualidade dos serviços pífia. Mesmo a prometida redução de 20% nas tarifas de energia elétrica, não terá praticamente qualquer efeito até o final deste ano. Os aumentos médios nas contas de energia aos consumidores residenciais em 2014 devem ficar entre 16% e 17%, visto os aumentos já concedidos no 1º semestre; o que praticamente anula a redução do ano passado. E em 2015, de acordo com previsões de consultorias do ramo, será pior: o reajuste ficará entre 21% e 25%. Onde vamos parar desse jeito? Foto: Firmino Caetano Junior. Heitor Costa. Recife/PE

18 de abril de 2014

A credibilidade da Chesf e as barragens

A Companhia Hidroelétrica do Rio São Francisco, sempre contou com o apoio e a defesa incondicional dos nordestinos. Além de seus funcionários, a grande maioria dos políticos locais, dos professores, das classes dirigentes, da mídia e da população, em geral, sairia em sua defesa. Em várias áreas o legado da CHESF para o Nordeste é inegável. Todavia existem máculas na sua relação com as populações nativas que foram forçadas a sair de suas casas, de suas terras para dar lugar à construção dos grandes reservatórios de água de suas hidroelétricas. Muitas decisões foram tomadas em nome da maioria, mas isso, no entanto, não lhes garantiu caráter democrático. A construção das barragens ao longo do Rio São Francisco expulsou populações nativas, inundando várias cidades, e se constitui exemplo de decisões antidemocráticas, pois não levaram em conta os interesses dessas populações. Por outro lado, todo o sistema elétrico brasileiro, desde o final do século passado, tem sofrido uma ingerência político-partidária nunca antes ocorrida com tal voracidade. Uma combinação de fatores trouxe para a CHESF uma agenda negativa, onde quedas no fornecimento de energia se tornaram recorrentes na região por falta de planejamento, de investimentos, de valorização de seus funcionários. O desgaste, a perda de credibilidade, e o sucateamento integram o roteiro que caminha a passos largos no processo de privatização de mais um patrimônio do povo brasileiro, se nada for feito para detê-lo. Foto: Divulgação. Heitor Scalambrini Costa. Recife/PE

12 de setembro de 2013

Incompetência no setor elétrico que custa caro

A população brasileira tem sofrido agruras sem fim devido às falhas recorrentes no setor elétrico, com as interrupções no fornecimento de energia. Tal situação já faz parte do calendário nacional, e têm gerado junto à população em geral, e em setores da economia, a insatisfação crônica, a falta de credibilidade, e a constatação de uma vulnerabilidade inaceitável neste setor essencial e estratégico para o país. Além desta situação de instabilidade persistente, temos ainda que arcar com o alto custo da tarifa elétrica, que assola os consumidores. A tentativa de redução de tarifas, através de uma ação mal conduzida e autoritária, restou apenas à propaganda governamental com toda pompa e esplendor produzido pelo marketing político, sem os resultados concretos anunciados. No Nordeste, a falta de linhas de transmissão e subestações em três estados impediu que a energia elétrica produzida pelo vento chegasse à casa de milhares de brasileiros. Desde junho de 2012, 26 parques eólicos estão prontos para produzir energia, mas ela não é escoada por falta de conexão até as linhas de transmissão. Calcula-se que, caso estivessem conectados, produziriam o suficiente para abastecer por mês mais do que a população de Salvador (3 milhões de pessoas). O limite da incompetência das autoridades responsáveis pelo setor elétrico há muito passou da conta. Foto: Firmino Caetano Junior. Heitor Scalambrini Costa. Recife/PE

29 de outubro de 2012

Apagão x Muriçocas

Muitos colegas de trabalho me perguntaram se eu não acordei com calor e as muriçocas na noite do apagão, uma vez que não funcionaram o ventilador e o ar condicionado. Respondi que não preciso desses recursos para dormir, pois moro no Morro dos Ventos Uivantes e conservo ao redor de casa um "cinturão verde" que mantenho limpo e aparado, conservando assim a minha casa arejada e livre de pernilongos, pois ainda não houve um "apagão" na minha disposição. Já os moradores do Coque no Recife que ainda não tiveram uma resposta das autoridades contra a invasão desses insetos por lá.  Foto: Firmino Caetano Junior. Cláudio de Melo Silva. Olinda/PE.

4 de janeiro de 2012

Energias poluentes



Por três anos seguidos fui romper o ano novo em Xexéu-PE., tendo em todos eles acontecido algo excêntrico. Perto da meia noite, conseguimos ver um céu lindo e estrelado com a ajuda do apagar das luzes em toda a cidade que fica escura por mais de três horas. Isso é bom, pois evita escutarmos aquelas "pérolas musicais" dos vizinhos e podemos dormir mais cêdo, sem essas bobas algazarras, por um simples romper de um novo dia. Pensei tratar-se de uma estratégia para que a população local vivencie a entrada de um novo ano, contemplando o céu num sábio silêncio, dirigindo em pensamento agradecimentos à Deus, pelas realizações, sem desperdiçar energias, muitas vezes poluidoras. Porém, os moradores desse município me revelaram que esse blecaute costuma ocorrer umas três vezes por semana e ninguém sabe o motivo. Será que é por isso que estão querendo trazer usinas superpoluidoras para dar suporte às Companhias de energia Chesf e Celpe que não estão mais dando conta do recado? Segundo os entendidos no assunto, essas usinas já foram banidas de países que não queriam exterminar com o pouco de ar puro que ainda existe por lá. fotos: web. Cláudio de Melo Silva. Olinda/PE.