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7 de março de 2015

Violência e rebelião nos presídios, virou rotina e coisa normal

Desde 2011, o Complexo Prisional do Curado, o maior presídio do Recife registrou 203 denúncias de atrocidades contra presos. Os casos de detentos presos, apesar do cumprimento da pena, as condições de insalubridade, as mortes, a omissão do Estado quanto às torturas e a falta de ação contra o mercado interno, funcionando livremente no presídio, levam às rebeliões, aos motins.  Com capacidade para apenas 2.114 presos, em 2014, o Complexo do Curado abrigava 6.953 detentos. No presídio do Cotel (foto), a situação não é diferente. As rebeliões quando acontece deixa sempre um rasto de sangue. Foto: Kety Marinho. Carlos Ivan. Olinda/PE

8 de fevereiro de 2015

Rebelião nos presídios

Desde o ano passado desencadeou uma onda de rebelião nos presídios, deixando um rastro de mortes, feridos com gravidade, presos decapitados ou queimados vivos, revolta de familiares, prejuízos materiais e financeiros para os Estados. As causas alegadas pelos presos rebelados são diversas. Começa pela falta de resposta às solicitações dos presos. Lotação nos presídios, brigas de grupos rivais que lutam pelo comando nos pavilhões, domínio de facções. As leis, velhas, incentivam os motins. O encalhamento de processos neutraliza a transferência de lideranças presidiárias. Não resolve a questão. Não evita a repetição de motins. Foto: Divulgação. Carlos Ivan. Olinda/PE

4 de abril de 2014

E atenção: Vai ser cobrada diárias de presos

O Governo holandês sabiamente decidiu adotar a mesma política de países como Dinamarca e da Alemanha e impor a seus presidiários o pagamento de 16 euros (50 reais) por dia por ficarem atrás das grades. O projeto de lei deriva dos acordos pactuados pela atual coalizão no poder, formada por liberais de direita e social-democratas, e busca duas coisas: obrigar o criminoso a assumir o custo de seus atos e poupar, concretamente, 65 milhões de euros (205 milhões de reais) em despesas judiciais e policiais. Na Holanda existem 29 presídios, sendo que deste total, 8 foram fechados por falta de presos. O Governo holandês diz que, o detento é parte integrante da sociedade, e se comete um delito tem obrigação de contribuir com os gastos inerentes. Enquanto isso, aqui no Brasil, presídios são construídos todos os meses, o detento raramente trabalha e sua família ainda recebe do Governo Federal uma ajuda de custo superior ao salário mínimo, ou seja, 982 reais por dependente. Foto: Ilustrativa. Fonte: www.Jornaldeitupeva.com.br

12 de maio de 2013

Lugar de mensaleiros é atrás das grades

Os embargos de declaração dos réus do mensalão que pedem diminuição da pena ou reversão da condenação não passam de tentativas dos condenados de fazer valer para eles a "lei da impunidade" que já beneficia a criminalidade em geral. Tem até lógica: se as cadeias, por força da Lei 12.404 sancionada por Dilma Rousseff em 2011 foram esvaziadas dos criminosos comuns, o que é que criminosos de colarinho branco, verdadeiras excelências... vão fazer agora lá dentro? Os condenados querem a pena reduzida para assim escaparem do vexame de ir para traz das grades! Pois tudo o que nós, povo, queremos é ver a justiça sendo feita para "grandes"...criminosos deste país! Foto: Firmino Caetano Junior. Mara Montezuma Assaf. São Paulo/SP

2 de novembro de 2011

O caos no sistema carcerário de Pernambuco


"Sistema carcerário de Pernambuco é o pior do Brasil", diz magistrado do CNJ". Nem tudo é céu de estrelas ou mar de rosas. Os investimentos no sistema penal é incompatível com as necessidades dos cárceres espalhado por Pernambuco. O fato é Existe um amontoado enorme de pessoas presas em cadeias ou penitenciárias do estado, sem qualquer condição humana de tratamento, nem há nenhuma perspectiva de melhoria, nem a curto, médio ou longo prazo. O sistema já entrou em colapso a muito tempo. Mas mesmo assim, os custos que o estado gasta com cada detento é mais do que 10 salários mínimos, beirando aí os 26 mil reais. A pergunta é, Onde estão indo estes recursos? Quem está fiscalizando? Os detentos não tem nenhuma condição humana, tratados como bicho, sem qualquer esperança de recuperação. Como resultado, os presos voltam as ruas, quando terminam as penas, com muito mas periculosidade. E quem paga a conta? A própria sociedade. Onde está os Direitos Humanos? Onde está o direito do preso? O detento vai pagar sua pena, mas e quando terminar, será que estará preparado para voltar a convívio urbano? foto: web. Natanael Moraes. Petrolina/PE.