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30 de outubro de 2025

Ler na era das telas: escola reinventa o incentivo à leitura na infância

Num mundo cada vez mais conectado, estimular o gosto pela leitura entre crianças e adolescentes é um desafio. Dados recentes do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) mostram que o uso da internet entre crianças de 0 a 8 anos cresceu de forma expressiva na última década: entre os pequenos de 3 a 5 anos, o percentual de usuários saltou de 26% para 71%, e entre os de 6 a 8 anos, de 41% para 82%. Nesse contexto, o Colégio GGE tem apostado em estratégias que unem tecnologia, ludicidade e afeto para mostrar que o livro ainda tem espaço na rotina digital das novas gerações. Para além das salas de aula, a escola promove atividades que aproximam os alunos dos livros de maneira criativa e afetiva, estimulando o envolvimento das famílias e o protagonismo dos estudantes. Entre os destaques estão o BiBi do Livro, voltado à Educação Infantil, em que uma bicicleta leva histórias para diferentes turmas; a Ciranda Literária, que promove trocas de livros e rodas de conversa; e o Redigge, concurso de redação que reforça a leitura como base da escrita e da argumentação. “A leitura é tratada como um hábito que se constrói diariamente, um prazer que amplia horizontes e uma ferramenta essencial de aprendizagem. Ela atravessa todas as áreas do conhecimento, desenvolvendo interpretação, criatividade, empatia e senso crítico. A partir da leitura, os docentes desenvolvem atividades lúdicas, trazem autores de livros, promovem palestras, apresentações orais, trocas de livros, grupos de estudo e saraus, com o objetivo de manter o estímulo ativo durante todo o ano”, explica Alice Vila Nova, vice-diretora da escola. A tecnologia também é aliada nesse processo. O GGE utiliza plataformas digitais, e-books e desafios gamificados em sua plataforma V4, equilibrando inovação e tradição. “O livro físico continua sendo protagonista, especialmente na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. O digital entra como complemento, ampliando repertórios e despertando novas formas de se relacionar com o texto”, completa Alice. Além das atividades pedagógicas, a escola realiza feiras literárias, contações de histórias e culminâncias que envolvem as famílias, fortalecendo o vínculo afetivo com a leitura. “Essas experiências aproximam escola, família e literatura, tornando a leitura um hábito compartilhado e cheio de significado. Nossos alunos também produzem livros com histórias autorais, e os pais participam de todo o processo”, afirma a vice-diretora. Lorena Andrade 

28 de julho de 2025

Telas causam aumento exponencial de miopia infantil


National Academy of Sciencesdos EUA acaba de definir a  miopia, dificuldade de enxergar à distância, como doença invés de erro refrativo. Para   o oftalmologista, Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier e membro fundador da ABRACMO (Academia Brasileira de Controle da Miopia e Ortoceratologia) a nova definição da NAS está relacionada ao aumento exponencial da miopia infantil no mundo todo. Para se ter ideia, segundo o   oftalmologista 6 em cada 10 pais que chegam aos consultórios desconhecem os tratamentos para controlar a miopia. Pesquisa e progressão da miopia. O pior é que  uma recente pesquisa  publicada na revista científica da Academia Americana de Oftalmologia, JAMA Open Space mostra que o risco da criança desenvolver miopia aumenta 23% após uma hora em frente às telas. Foi realizada com mais de 300 mil crianças e também revela que o risco aumenta até 4 horas de uso, quando a elevação do risco começa ser gradual.  Significa que quanto maior a exposição às telas maiores são os danos à visão. Queiroz Neto afirma que nos consultórios a maioria dos pais relatam que os filhos não saem da frente das telas. “Em plena era digital é natural que tenham dificuldade de tirar as crianças da frente das telas. A questão é que os tratamentos de controle da progressão da miopia já se mostraram efetivos e geralmente a miopia aparece na infância. Isso ficou comprovado em um estudo realizado por  Queiroz Neto com 360 crianças de 6 a 9 anos que faziam uso intensivo do computador e apresentaram o dobro de miopia. “Na criança, explica, inicialmente a miopia pode ser acomodativa, um espasmo dos músculos ciliares que movimentam a focalização nas várias distâncias. Mas, a insistência em não descansar os olhos transforma uma alteração transitória em um problema permanente. Com informações do Site noticiasAoMinuto