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1 de novembro de 2025

Nascidos entre 1939 e 2000 têm poucas chances de chegar aos 100 anos, segundo estudo

Se você nasceu entre os anos de 1939 e 2000, as chances de atingir um século de idade são poucas. Essa é a conclusão de um novo estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. A pesquisa considerou somente informações de países ricos. Assim, o cenário em nações pobres ou de média renda, como o Brasil, pode ser diferente. Para chegar à conclusão principal, o estudo envolveu dados de dois grandes grupos populacionais. Um deles contou com informações de nascidos entre 1900 e 1938. Esse período foi marcado por um avanço na expectativa de vida humana, especialmente entre os mais jovens, afirma José Andrade, um dos autores do artigo e doutorando no Instituto Max Planck de Pesquisa Demográfica, na Alemanha. O segundo grupo analisado por Andrade e pelos coautores do artigo foi de indivíduos que nasceram entre 1939 e 2000. Ao investigar as tendências de longevidade dessa população, os autores concluíram que a probabilidade de se chegar aos 100 anos de idade é muito mais baixa, comparada à geração do primeiro grupo. Essa queda na estimativa de longevidade ocorre principalmente em razão dos mais jovens. Os pesquisadores observaram, por exemplo, que mais da metade da desaceleração na expectativa de vida é explicada pela mortalidade entre aqueles com até 5 anos de idade. Isso ocorre porque, nos primeiros 38 anos do século 20, a expectativa de vida entre os mais jovens evoluiu muito em países ricos. Esse é um fator importante para aumentar a probabilidade de mais anos de vida de uma sociedade, já que "quanto mais indivíduos sobrevivem aos primeiros anos de vida, maior a probabilidade de morrerem muito mais tarde, aumentando assim a expectativa de vida geral da população", afirma Andrade. Uma vez que essas melhorias foram bem implementadas no início do século 20, não sobra muito espaço para aprimorar esses índices no grupo populacional mais recente, o que diminui as chances de se alcançar os 100 anos de idade, acrescenta o pesquisador. "Em países de alta renda, a mortalidade em idades jovens já é tão baixa que melhorias adicionais têm impacto limitado na expectativa de vida", resume Andrade. Além desse ponto crucial, o cientista lembra que existem outros fatores que explicam a desaceleração na expectativa de vida. Conflitos armados, epidemias e pandemias são alguns exemplos que entram nesse cálculo. Considerar essas situações é importante por diferentes razões. Para agências governamentais, provedores de saúde e sistemas de previdência, dados como esses são necessários para planejar melhor o futuro considerando a expectativa de vida da população. De toda forma, o dado também é relevante a nível individual. "Os indivíduos devem se preocupar com essa desaceleração, uma vez que a expectativa de vida molda as decisões pessoais sobre poupança, aposentadoria e planejamento de longo prazo", diz Andrade. Embora os pesquisadores tenham observado essa diminuição na tendência de viver mais, a conclusão não é aplicada para todos. No futuro, Andrade planeja realizar análises semelhantes em regiões pobres e de média renda, especialmente a América Latina -o estudo publicado recentemente considerou somente 23 países ricos. Assim, em nações com altas taxas de mortalidade infantil, como o caso de países mais pobres, é possível melhorar tais índices. Isso consequentemente aumentaria a expectativa de vida da população em geral, de forma parecida com o que ocorreu nos países ricos no começo do século 20. Folhapress

 

20 de janeiro de 2014

Apesar do estatuto do idoso, muitos deles estão entregue à própria sorte

O nosso país tem mais de 23 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Pelo Estatuto do Idoso, eles têm direito a descontos em teatro e cinema, gratuidade no transporte coletivo, facilidade para comprar a casa própria e devem receber remédios, cadeiras de rodas, bengalas e próteses de graça. Para conseguir um medicamento de graça é preciso ir a uma unidade regional ou municipal de saúde da sua cidade com documentos pessoais, a receita, um laudo e um formulário preenchido pelo profissional. Quando um direito não é atendido, o idoso pode entrar com um processo na justiça, independente da sua renda. Quando o direito à saúde não é observado pelo estado ou pelo município, ele deve neste caso procurar a defensoria pública da sua cidade e, administrativamente ou judicialmente, pleitear o medicamento ou o tratamento de saúde que tem direito. Na hora de comprar um imóvel, os idosos também têm direitos: 3% das unidades como o "Minha Casa, Minha Vida" têm que ser reservado a quem tem mais de 60 anos. Mas, diante de tantos direitos são milhares de idosos como esta senhora que aparece na foto, a procura do que comer nos depósitos de lixos espalhados por toda cidade todos os dias. Até quando? Foto: Firmino Caetano Junior. Recife/PE