Cerca de 50 mil mulheres e meninas foram assassinadas por parceiros ou familiares em 2025, o equivalente a uma vítima a cada 10 minutos no mundo, aponta um relatório das Nações Unidas. Segundo o Gabinete da ONU para Drogas e Crime, ocorreram 137 feminicídios por dia, mantendo o mesmo ritmo dos anos anteriores, sem qualquer avanço no combate a esse tipo de violência. Do total de 83 mil mulheres e meninas mortas no ano passado, 60% foram assassinadas por parceiros íntimos ou familiares. Entre os homens, apenas 11% dos homicídios foram cometidos por companheiras, parceiros ou parentes.“O próprio lar continua sendo um ambiente perigoso e, muitas vezes, letal para inúmeras mulheres e meninas ao redor do mundo. O relatório de 2025 é um alerta para a necessidade urgente de estratégias mais eficazes de prevenção e respostas do sistema de justiça criminal, levando em conta as condições que favorecem essa violência extrema”, afirmou John Brandolino, diretor-executivo interino do unocdc. Sarah Hendriks, diretora da Divisão de Planejamento e Ação da ONU Mulheres, ressaltou que os feminicídios raramente acontecem de forma isolada. “Frequentemente, fazem parte de um ciclo de violência que começa com comportamento controlador, ameaças e assédio, inclusive no ambiente digital. A campanha dos 16 Dias das Nações Unidas deste ano destaca que a violência online muitas vezes transborda para a vida real”, afirmou.Ela reforçou que “todas as mulheres e meninas têm direito à segurança em todos os aspectos de suas vidas, e isso exige sistemas sólidos de prevenção”. Hendriks defendeu leis específicas contra a violência que ameaça a vida de mulheres e meninas, tanto online como offline, responsabilizando agressores antes que a situação se torne fatal.O relatório estima que a maior taxa de feminicídios cometidos por parceiros íntimos ou familiares ocorreu na África (três para cada 100 mil mulheres), seguida pelas Américas (1,5), Oceania (1,4), Ásia (0,7) e Europa (0,5). Folhapress
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3 de dezembro de 2025
A cada 10 minutos, mulher ou menina morre vítima de parceiro ou família
12 de julho de 2015
A incrível "competência seletiva" da polícia pernambucana
Fico impressionado com a "competência seletiva" da polícia pernambucana em relação aos crimes cometidos no estado. Para exemplificar, podemos estabelecer paralelos entre os assassinatos do professor José Bernardino da Silva Filho e da jovem Maria Alice Seabra. No primeiro caso, quando um docente foi morto de forma cruel e covarde, no interior do seu apartamento, nada foi, de fato, esclarecido. No segundo caso, quando uma jovem foi estuprada e assassinada no meio de um ermo canavial da periferia do Recife, o crime foi totalmente esclarecido, apesar da fuga do criminoso para outro estado, antes mesmo que a vítima fosse enterrada. Será que o fato de que no primeiro caso as suspeitas recaíram sobre jovens herdeiros de "boas famílias" da elite pernambucana, enquanto no segundo o autor foi um simplório trabalhador braçal da construção civil, teria alguma coisa a ver com a celeridade e transparência demonstradas pelas "otoridades policiais" no desvendamento de cada episódio? Foto Ilustrativa: Fernando Melo. Júlio Ferreira. Recife/PE
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17 de março de 2015
A mulher é a vítima principal da violência no mundo
A Organização das Nações Unidas relata. Mesmo obtendo avanços, através da educação e da saúde, a mulher permanece vítima das atrocidades do homem. É a vítima central da violência no mundo. Segundo dados, constata-se que 35% das mulheres do planeta sofreram assédios físicos ou sexual, praticados pelos parceiros ou estupradores. O mais cruel tipo de abuso contra a mulher é a violência doméstica que, quando não fere, mata. O esquema dos agressores tem um ritual. Render a vítima, agredir, estuprar ou matar. Depois de registrar 16,9 mil assassinatos entre 2009 e 2011. Foto: Firmino Caetano Junior. Carlos Ivan. Olinda/PE
10 de dezembro de 2013
Profissão perigosa
Este cidadão que aparece na foto, foi flagrado em cima de uma prédio, no Bairro da Encruzilhada, na cidade do Recife, Estado de Pernambuco, realizando serviço de limpeza do telhado. Cenas como esta já se tornou rotineira na Veneza Brasileira e não tem autoridades que consiga proibir ou mesmo fiscalizar esta prática de desamor à vida, em razão do Ministério do Trabalho e Empregos não ter funcionários suficientes para colocar nas ruas e multar os donos de casas, lojas, apartamentos, condomínios etc, que contratam estes profissionais autônomos. mas não fornecem os matérias necessários de segurança tais como: capacetes, botas, cordas especiais e por ai vai. Vários trabalhadores que realizam este tipo de serviço já morreram e nenhuma providência é adotada para evitar acidentes, em sua maioria com a vítima vindo a falecer. Afinal, até quando esta falta de fiscalização e de respeito à vida das pessoas vai persistir? Foto: Firmino Caetano Junior. Recife/PE
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