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16 de agosto de 2025

Em teste, comprimido contra obesidade é tão eficaz quanto a caneta

Um novo estudo com a orforgliprona, medicamento oral desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly para o tratamento da obesidade, indica que o produto apresenta eficácia e segurança comparáveis às terapias injetáveis já disponíveis, como o Wegovy (semaglutida). Os resultados foram divulgados pela empresa e ainda não foram publicados em uma revista com revisão por outros cientistas. Chamada de ATTAIN-1, a pesquisa está na fase 3, a última etapa antes de um possível lançamento no mercado. Ela avaliou, ao longo de 72 semanas (aproximadamente 1 ano e 5 meses), a eficácia e a segurança da orforgliprona em três dosagens (6 mg, 12 mg e 36 mg), em comparação com placebo. O estudo contou com a participação de 3.127 adultos dos EUA, Brasil, China, Índia, Japão, Coreia, Porto Rico, Eslováquia, Espanha e Taiwan. Os pacientes tinham obesidade ou sobrepeso associados a alguma comorbidade, como hipertensão, colesterol alto, apneia do sono ou doença cardiovascular, mas sem diagnóstico de diabetes. Após as 72 semanas, todas as doses do medicamento atingiram os desfechos esperados, em comparação com o placebo. O desfecho primário buscava identificar se haveria redução do peso corporal em relação ao período basal (antes de começar o tratamento). Já os desfechos secundários buscavam identificar os participantes com perda de peso acima de 10% ou acima de 15%. Os resultados apontaram que a orforgliprona 36 mg reduziu em até 12,4% o peso corporal em comparação com 0,9% do placebo. A semaglutida (princípio ativo do Wegovy), em comparação, tem uma perda de peso estimada de 10% a 15%. Nos desfechos secundários, 59,6% dos participantes que receberam a dose mais alta perderam pelo menos 10% do peso corporal, enquanto 39,6% perderam pelo menos 15%. Segundo a Lilly, além de ajudar na perda de peso, a orforgliprona também melhorou alguns indicadores de saúde do coração. Nas análises feitas com todas as doses, ela ajudou a reduzir o colesterol "ruim", os triglicerídeos e a pressão alta. Em uma análise específica, a dose mais alta também diminuiu em quase 47,7% os níveis de uma proteína ligada à inflamação no corpo, chamada hsCRP. Todos os participantes começaram o estudo com uma dose diária de 1 mg. A partir daí, a dose foi aumentando gradualmente a cada quatro semanas, até atingir a dose final definida para cada grupo: 6 mg, 12 mg ou 36 mg por dia. Para chegar a essas doses, os participantes passaram por etapas de aumento: quem chegou a 12 mg passou pelas doses de 1 mg, 3 mg e 6 mg; já os que chegaram a 36 mg passaram por 1 mg, 3 mg, 6 mg, 12 mg e 24 mg. A redução da dose só era permitida em casos de efeitos gastrointestinais, e apenas se outras tentativas de manejo não funcionassem. Foto. Internet. Fonte. Folhapress

 

20 de julho de 2025

Obesidade infantil cresce no mundo e exige atenção

A obesidade infantil é uma preocupação crescente em escala global. Segundo a World Obesity Federation, cerca de 158 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos vivem atualmente com excesso de peso. A projeção é alarmante: até 2030, esse número pode chegar a 254 milhões. A pediatra Dra. Gabriela Oliani, da Santa Casa de São Roque, unidade administrada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Prefeitura da cidade, alerta que fatores genéticos e hereditários são responsáveis por 55% a 80% da variação individual nos casos de obesidade. “Isso mostra que, embora alimentação e atividade física sejam fundamentais, a predisposição genética tem grande impacto no desenvolvimento da condição”, explica. Antes visto como um problema restrito a países de alta renda, o sobrepeso infantil tem avançado de forma significativa em nações de baixa e média renda, tornando-se uma preocupação mundial. Dra. Gabriela destaca que a formação dos padrões alimentares começa ainda na gestação, já que a variedade da dieta da gestante pode expor o feto a moléculas palatáveis e influenciar preferências alimentares futuras. A amamentação, por sua vez, é fator protetor contra a obesidade, e uma introdução alimentar adequada favorece a formação de bons hábitos desde cedo. “A prevenção começa na base da família. As idades críticas são aquelas que envolvem mudanças nos padrões de vida, como o início da escolarização e a socialização na primeira infância.” Entre os riscos à saúde associados à obesidade, a pediatra aponta consequências de curto prazo, como distúrbios respiratórios, dores articulares, alterações alimentares e baixa autoestima. Já no longo prazo, há maior probabilidade de desenvolvimento de diabetes tipo 2, hipertensão arterial e síndromes cardiovasculares na idade adulta. Com informações do Site NoticiasAoMinuto

 

7 de junho de 2024

Obesidade é a nova realidade de crianças brasileiras, dizem especialistas

A obesidade infantil é a nova realidade entre crianças brasileiras, isso é o dizem pediatras, nutricionistas e órgãos de saúde de todo o Brasil. A Política Nacional de Alimentação e Nutrição,, reconheceu, em 2022, que a obesidade é, atualmente, um problema de saúde pública. Segundo o último levantamento do órgão, realizado em parceria com o SUS (Sistema Único de Saúde), mais de 340 mil crianças brasileiras entre 5 e 10 anos possuem obesidade. Outra pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que o Brasil tenha 11,3 milhões de crianças obesas até 2025, caso o Ministério da Saúde não encontre soluções eficientes para o problema nos próximos anos. Para determinar se uma criança é obesa, é necessário calcular o índice de massa corporal (IMC). O IMC é uma medida que leva em consideração a altura e o peso das pessoas, sendo calculado o peso em quilogramas pela altura em metros ao quadro. Uma criança é considerada obesa quando seu IMC está acima do percentual 95 para seu sexo e idade. Por isso, é importante que os pais mantenham os filhos em consultas regulares com o médico-pediatra para, assim que o problema for diagnosticado, ele indique o melhor caminho, com o auxílio de um nutricionista. Para a professora de Nutrição da Universidade Anhanguera, Carla Jadão, os altos índices são reflexo de maus hábitos alimentares entre crianças.  “Os dados são o reflexo da má alimentação das crianças, alinhadas ao sedentarismo atualmente. A alimentação dos pequenos está altamente industrializada, com um crescente consumo de doces, fast foods, congelados, bolachas, salgadinhos, embutidos, enlatados e etc”, comenta Carla Jadão. 

18 de setembro de 2023

Os 'segredos' que ajudam a nunca mais voltar a ganhar o peso perdido

Perdeu peso, mas tem dificuldade em manter os resultados a longo prazo, sobretudo quando a motivação começa a desaparecer? Há estratégias simples que, muito provavelmente, nem vão estar à espera, mas que são mesmo eficazes na manutenção do peso. Através do Instagram, a nutricionista Joana Ferreira apontou aqueles que considera os 10 mandamentos para manter os resultados para sempre. 1- Aumente o consumo de legumes nas refeições principais; 2- Evite alimentos processados; 3- Dê preferência a carnes magras e peixe; 4- Opte sempre por boas fontes de gordura; 5- Carboidratos, sim, mas integrais; 6- Beba mais água (35 mililitros x peso corporal); 7- Consuma proteínas em todas as refeições; 8- Respeite os sinais de fome e saciedade; 9- Pratique atividade física; 10- Planejar a semana.