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12 de janeiro de 2015

Ponto de vista de internauta

Um dos comportamentos que mais denigre o ser humano é a bajulação, a pegajosa irmã colaça da hipocrisia, ambas geradas pela força da mentira. Tapar o sol com a peneira para inocentar quem já está atolado na lama, até o pescoço, com a suprema intenção de acobertar terceiros é, no mínimo, infantilidade no país do “faz de conta”. Esperemos os resultados dos processos instaurados nos Estados. Unidos que, certamente, não pouparão ninguém e serão mais confiáveis. Uma pergunta está correndo pela internet: “Se os responsáveis pela Petrobrás não sabiam nada sobre a corrupção, por que é que os presidentes militares e seus ministros teriam que saber de eventuais torturas nos quartéis? “.  Ninguém precisa responder porque o macaco só queria entender. Afinal, faz muito sentido para quem não tem rabo preso. Foto: Firmino Caetano Junior. João Roberto Gullino. Petrópolis/RJ

8 de janeiro de 2015

Minhocas

O enfoque que Dilma dá à questão da Petrobrás, tentando pular fora do maior rombo que jamais se deu numa estatal, aliás, a maior empresa brasileira, afirmando que a estatal precisa ser salva dos ladrões internos e dos inimigos externos, é uma aula de dissimulação, de tentativa de uso de disfarce, de deslavada hipocrisia, de insinceridade e malícia, pois nas investigações que a Polícia Federal e o Ministério Público estão fazendo, a cada enxadada aparece mais uma minhoca. A mais recente, divulgada na mídia foi a ligação de ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás com o grupo J&F, controlador do frigorífico Friboi, o maior doador de campanhas eleitorais de 2014. E tem mais minhoca gorda, gordíssima, escondida nesta enxadada. É só espalhar a terra, que ela aparece! Se quiserem enxergar, é claro. Foto: Reprodução tv. Mara Montezuma Assaf. São Paulo/SP

9 de março de 2013

Os royalties do petróleo

Na sessão do Congresso Nacional em que foi discutido o veto da presidente Dilma sobre os royalties do petróleo, vencido pelos que defendiam a distribuição para Estados e municípios não produtores, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), estava se sentindo tal qual um cego em tiroteio. A falta de decoro parlamentar era evidente, a indisciplina campeava. A transmissão pela TV incitava todos a usarem da palavra, enquanto o presidente via sua autoridade ser usurpada. Nessa “mãe de todas as batalhas” faltou o “Zé Navalha” para aplicar uns golpes de capoeira. Já dizia um adágio popular: “Não há amigo nem irmão, não havendo dinheiro na mão”. Uma disputa fratricida em que a unidade federativa fica abalada pelo vil metal. Uns poucos lamentando-se dos bilhões que deixariam de ganhar, enquanto outros, em número muito superior, defendiam a tese de que, pertencendo à União, essa riqueza pertence ao Brasil, e não somente aos Estados produtores. Uma noite para o Congresso esquecer e um dia seguinte para meditarmos sobre como a maioria dos nossos políticos está no lugar errado. Os Estados produtores Rio de Janeiro e Espírito Santo, apoiados por São Paulo, deverão ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação de inconstitucionalidade para tentar derrubar as mudanças. Disso tudo, cabe uma pergunta que não cala: se o Legislativo, no conjunto das duas Casas delibera pela maioria de seus pares e essa decisão pode ser pesada e medida pelo Judiciário, onde está o tão decantado equilíbrio dos Poderes da República? Todo Estado ou município que recebesse royalties do petróleo deveria dar prioridade, principalmente, às áreas da saúde e da educação. Foto: Firmino Caetano Junior. Jair Gomes Coelho. São Paulo/SP.

19 de fevereiro de 2013

Política Econômica

As notícias veiculadas pela grande imprensa dão-nos a sensação de que o Brasil está com sua economia em processo de descarrilamento. Assistimos, impotentes, ao desmonte de nossa maior empresa pública, resultado de uma gestão politicamente orientada para atender aos objetivos eleitorais do principal acionista, o governo federal, e não para torná-la eficiente. Sob a batuta de um ministro da Fazenda visivelmente inseguro e desarticulado, fato notado até por analistas estrangeiros, constatamos a retração dos investidores, sem saberem em que acreditar. Por outro lado, a inflação e a produção industrial, convergindo para níveis preocupantes, que os cardeais do governo petista se apressam a creditar à crise mundial, são ameaças concretas. Não havendo coragem para promover as mudanças que se fazem urgentes, corremos o sério risco de perder mais uma década. Foto: web. Paulo Roberto. Rio de Janeiro/RJ.