O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou nesta segunda-feira que o país “não aceitará que nenhuma nação se coloque como juíza do mundo”, em reação à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação conduzida pelos Estados Unidos.Segundo Wang Yi, o cenário internacional está “cada vez mais turbulento e complexo”, marcado pelo que classificou como práticas de unilateralismo e abuso hegemônico nas relações entre os países. Pequim reiterou que se opõe de forma consistente ao uso ou à ameaça do uso da força, bem como à imposição da vontade de um Estado sobre outros.O chanceler chinês acrescentou que a China está disposta a atuar junto à comunidade internacional, “incluindo o Paquistão”, para defender a Carta das Nações Unidas, preservar o que chamou de “linha mínima da moral internacional” e promover a construção de uma “comunidade de destino comum da humanidade”.Taiwan também informou que acompanha “com muita atenção” a situação política, econômica e social da Venezuela. Em comunicado citado pela agência EFE, o governo taiwanês afirmou monitorar os desdobramentos internos e internacionais do caso, incluindo o envolvimento do que chamou de “regime ditatorial venezuelano” com o narcotráfico e a crise humanitária atribuída ao governo de Caracas.O Executivo liderado pelo Partido Democrático Progressista declarou ainda desejar que a Venezuela “transite pacificamente para um sistema democrático” e manifestou interesse no desenvolvimento das relações bilaterais com o país. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão detidos no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, onde aguardam julgamento por diversos crimes, entre eles. narcoterrorismo. Folhapress
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6 de janeiro de 2026
China diz não aceitará que outro país se assuma como juiz do mundo
9 de outubro de 2025
Trump dobra sua fortuna
O patrimônio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quase dobrou em apenas um ano, segundo a revista Forbes. A fortuna saltou de US$ 3,9 bilhões, em 2024, para US$ 7,3 bilhões (cerca de R$ 39 bilhões) em 2025, uma valorização de 87%. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas criptomoedas, que adicionaram cerca de US$ 2 bilhões ao patrimônio de Trump após sua vitória eleitoral. O presidente também ganhou US$ 500 milhões ao reverter uma condenação por fraude em Nova York e viu seus negócios de licenciamento, antes estagnados, crescerem US$ 400 milhões com empreendedores estrangeiros disputando contratos com sua marca. Segundo a Forbes, o aumento em 2025 foi o maior da história do republicano, cuja fortuna passou por altos e baixos ao longo das décadas. Divisão da fortuna. As criptomoedas e ativos líquidos somam US$ 2,4 bilhões. Entre eles estão US$ 709 milhões em memecoins lançadas antes da posse e US$ 338 milhões em tokens da World Liberty Financial (WLF), projeto da família Trump. A stablecoin criada pelo WLF, atrelada ao dólar, rendeu US$ 235 milhões, enquanto uma participação na empresa Alt5 trouxe mais US$ 12 milhões. A Truth Social, rede social de Trump, vale US$ 2 bilhões, apesar de prejuízo líquido de US$ 401 milhões em 2024 e queda de 12% na receita. Investidores simpatizantes do presidente mantêm as ações valorizadas, segundo a revista. Trump também tem US$ 1,3 bilhão em clubes de golfe e resorts. O Mar-a-Lago, na Flórida, sozinho vale US$ 490 milhões, enquanto o Trump National Doral Miami recuperou a clientela após a pandemia e dobrou lucros. Na Europa, três campos de golfe valem US$ 118 milhões. Seus investimentos imobiliários somam US$ 1,2 bilhão, incluindo participação em prédios icônicos como a Trump Tower, o 555 California Street, em São Francisco, e o 1290 Avenue of the Americas, em Nova York. Outros US$ 501 milhões vêm do licenciamento da marca Trump, além de aeronaves, pensões e empréstimos para familiares. Segundo a Forbes, com mais anos de mandato pela frente, a expectativa é que a fortuna do presidente cresça ainda mais.
17 de setembro de 2025
Governo Trump ordena destruição de R$ 52 milhões em contraceptivos
Milhões de dólares em contraceptivos comprados para pessoas em países de baixa renda foram destruídos por ordem do governo do então presidente Donald Trump, segundo documentos obtidos pelo New York Times. A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) havia adquirido pílulas, dispositivos intrauterinos e implantes hormonais avaliados em cerca de US$ 9,7 milhões (R$ 52 milhões) antes de ser amplamente desmantelada neste ano. Os produtos ficaram meses parados em um depósito na Bélgica depois que o Departamento de Estado declarou que a contracepção não era “vital” e que o governo não financiaria mais esse tipo de compra. Correspondências internas mostram que organizações como a Fundação Gates e a Fundação Children’s Investment Fund (CIFF) se ofereceram para comprar ou receber os contraceptivos sem custo para o governo. Mesmo assim, a gestão Trump optou pela destruição, que custou cerca de US$ 167 mil (R$ 893 mil). Um porta-voz da Usaid afirmou falsamente que os produtos induziam o aborto. Por lei, a agência não pode adquirir abortivos, e listas de inventário confirmam que os itens destruídos — como implantes hormonais — não tinham essa função, mas apenas impedem a ovulação ou a fertilização. Documentos revelam que funcionários veteranos esclareceram repetidas vezes ao Departamento de Estado que os produtos não eram abortivos. Beth Schlachter, da MSI Reproductive Choices, chamou a decisão de “ato ultrajante de crueldade” que pode custar vidas e prejudicar o progresso da saúde global. A destruição foi ordenada em junho por Jeremy Lewin, alto funcionário do Departamento de Estado. Autoridades belgas tentaram impedir a incineração, invocando até uma proibição legal, mas sem sucesso. Memorandos internos sugerem vender os produtos ao Fundo de População da ONU (UNFPA), recuperando pelo menos US$ 7 milhões, ou doá-los a organizações interessadas. No entanto, nomeados políticos da Usaid recomendaram a destruição para evitar conflitos com diretrizes do governo Trump, e Lewin aprovou a ordem minutos depois. Em agosto, o secretário Marco Rubio transferiu os restos da Usaid para Russell Vought, responsável por encerrar definitivamente a agência. Folhapress
22 de julho de 2025
Tarifaço de Trump pode ter impacto similar ao da pandemia da Covid-19, diz Embraer
A terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, atrás apenas da Boeing e da Airbus, a Embraer estima que o tarifaço anunciado pelos Estados Unidos (EUA) contra o Brasil poderá causar um impacto na companhia similar ao da pandemia de covid-19. Na época, a companhia teve cerca de 30% de queda de receita e precisou reduzir em torno de 20% o quadro de funcionários. Segundo a empresa, o tarifaço deverá elevar o preço de cada avião vendido aos EUA em cerca de R$ 50 milhões. Considerando o período até 2030, o impacto poderá significar R$ 20 bilhões em tarifas. De acordo com o diretor executivo da companhia (CEO), Francisco Gomes Neto, a alteração nos preços das aeronaves deverá gerar cancelamento de pedidos, postergação de entregas, revisão do plano de produção, queda de geração de caixa, e redução de investimentos. Não há como remanejar encomendas de clientes dos Estados Unidos para outros mercados. Não tem como remanejar essas encomendas. Avião não é commodity. O maior mercado de avião executivo é nos Estados Unidos.As exportações para clientes estadunidenses representam 45% da produção de jatos comerciais e 70% de jatos executivos da companhia. Segundo o CEO, a tarifa de 50% poderá inviabilizar a venda de aviões para os Estados Unidos. “Cinquenta por cento de alíquota é quase um embargo. Não é só para a Embraer, é para qualquer empresa. Cinquenta por cento dificultam ou inviabilizam as exportações para qualquer país. É um valor muito elevado. E, para avião, é mais impactante ainda devido ao alto valor agregado do produto. Folhapress
5 de maio de 2025
Presidente dos Estados Unidos compartilha imagem vestido de Papa e gera crítica
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar polêmica. Desta vez, ele publicou uma foto sua — aparentemente gerada por Inteligência Artificial — vestido como... o Papa. A imagem foi compartilhada na noite de sexta-feira em sua rede social, a Truth Social, e também repostada pela página oficial da Casa Branca na rede X (antigo Twitter). Na foto, Trump aparece sentado no que parece ser a Sede Gestatória (ou trono papal), usando vestes típicas de um Papa, semelhantes às que o Papa Francisco costuma usar em aparições públicas. Ele também aparece com um crucifixo no pescoço e a mão direita erguida com o dedo indicador levantado. A imagem foi divulgada sem qualquer legenda ou comentário. No entanto, a "brincadeira" não agradou a todos. Diversos usuários em várias redes sociais criticaram o presidente e a imagem, afirmando que se trata de um "desrespeito" aos católicos — especialmente em um momento de luto. “Psicopata”, “blasfemo” e “desrespeitoso” foram algumas das reações negativas. Por outro lado, alguns apoiadores elogiaram a imagem e chegaram a classificá-la como “hilária”.
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29 de abril de 2025
Governo dos Estado Unidos vai fazer auditoria em frigoríficos do Brasil
O governo Donald Trump vai enviar auditores ao Brasil para fazer uma inspeção detalhada sobre as condições sanitárias e de infraestrutura de dezenas de frigoríficos brasileiros que, atualmente, possuem autorização para exportar carne bovina e suína para os americanos. A visita presencial dos representantes do governo dos EUA está marcada para ocorrer entre os dias 5 e 16 de maio, com uma passagem por Brasília e fiscalizações em frigoríficos, unidades de certificação e laboratórios do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento de diversos estados. Uma reunião virtual está prevista para o dia 22 de maio para apresentação de conclusões. A auditoria foi pedida no início do ano pelo FSIS (Food Safety and Inspection Service), ou Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar, na tradução literal. O FSIS é um órgão do Departamento de Agricultura dos EUA responsável por garantir que carnes, aves e produtos de ovos sejam seguros, rotulados e embalados corretamente antes de serem consumidos ou exportados. Com a auditoria, a gestão Trump diz que pretende verificar se o sistema sanitário brasileiro continua equivalente ao americano, uma exigência técnica para que os produtos continuem sendo aceitos nos EUA. O Brasil possui atualmente 54 estabelecimentos habilitados a exportar carnes aos Estados Unidos, lista que inclui empresas como JBS, Marfrig, Minerva, Frisa e Aurora, entre outras. Folhapress
12 de março de 2025
Administração Trump reitera que Google deve vender navegador Chrome
O governo dos Estados Unidos voltou a pressionar um tribunal federal em Washington para seguir com sua proposta de novembro de dividir a Google por meio da venda do Chrome, o navegador mais popular do mundo, informou o The Washington Post. Em uma petição enviada ao tribunal, o Departamento de Justiça reiterou que "a Google deveria se desfazer do navegador Chrome, um importante ponto de acesso à pesquisa, para dar a oportunidade a um novo concorrente de operar uma porta de entrada essencial para buscas na Internet, livre do controle monopolista da Google", destacou o jornal norte-americano. Essa posição, iniciada durante o governo do presidente Joe Biden, representa a primeira grande ação da divisão antitruste desde a presidência de Donald Trump e ocorre antes da confirmação de Gail Slater, a nova chefe da divisão, pelo Senado. Em agosto do ano passado, um juiz federal determinou que a Google violou as leis antitruste no mercado de motores de busca online, marcando a primeira grande ação judicial desse tipo contra a gigante da Internet. O juiz Amit Mehta, do Tribunal Distrital do Distrito de Colúmbia, que já havia decidido que a Google mantinha um monopólio ilegal, deve tomar uma decisão final sobre o caso em abril.
5 de março de 2025
Trump suspende ajuda à Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a suspensão do envio de assistência militar à Ucrânia, que enfrenta um conflito com a Rússia há três anos. A decisão foi confirmada nesta segunda-feira (3) por um funcionário da Casa Branca à agência AFP e também divulgada pelos jornais Washington Post e New York Times. A medida ocorre dias após um confronto verbal entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Sala Oval da Casa Branca. O desentendimento ganhou novos contornos quando, no domingo (2), Zelensky afirmou que um acordo para encerrar a guerra com a Rússia ainda estava "muito, muito distante". Trump rebateu, dizendo que o ucraniano "não quer a paz". Após o anúncio da suspensão da ajuda militar, um porta-voz do governo dos EUA explicou que a decisão tem caráter temporário e que a assistência está sendo reavaliada. "Estamos fazendo uma pausa e revisando nossa ajuda para garantir que ela esteja contribuindo para uma solução de paz", disse a fonte à AFP.
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1 de março de 2025
Trump levanta a voz e bate boca com Zelenshy na Casa Branca
Na tarde desta sexta-feira (28), o presidente dos Estados Unidos Donald Trump recebeu o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky para uma reunião na Casa Branca e os dois acabaram batendo boca. Durante a conversa sobre a guerra da Rússia com a Ucrânia, Trump se irritou e chamou Zelensky de desrespeitoso com os EUA e afirmou que o ucraniano "não está no direito de ditar nada". Os dois presidentes e o vice JD Vance conversavam sobre a ajuda dos Estados Unidos para a Ucrânia e a tentativa americana de encerrar a Guerra, propondo explorar os minerais do solo do país de Zelensky. O ucraniano apontou que Trump tem uma abordagem mais leve com Vladimir Putin. Além disso, Zelensky rebateu as alegações de Trump de que as cidades ucranianas foram reduzidas a escombros por três anos de guerra. Trump demonstrou apoio a Putin e disparou contra Zelensky: "Você está apostando na vida de milhões de pessoas. Você está apostando na Terceira Guerra Mundial. Você está apostando na Terceira Guerra Mundial, e o que você está fazendo é muito desrespeitoso com este país, um país que te apoiou muito mais do que muitos disseram que deveria", afirmou. O encontro ocorreu em meio a negociações entre EUA e Rússia para encerrar a guerra na Ucrânia. Países europeus criticam os EUA de não incluir a Ucrânia nas conversas, tampouco outro país da UE como mediador. Folhapress
29 de janeiro de 2025
Trump diz que Brasil quer mal aos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou de novo o Brasil nesta segunda-feira (27) ao falar de países que "taxam demais". O republicano ainda incluiu a nação em um grupo dos que "querem mal" aos EUA, durante um discurso a correligionários na Flórida. "Coloque tarifas em países e pessoas estrangeiras que realmente nos querem mal", disse Trump. "A China é um grande criador de tarifas. Índia, Brasil, tantos, tantos países. Então, não vamos deixar isso acontecer mais, porque vamos colocar a América em primeiro lugar, sempre colocar a América em primeiro lugar", afirmou. O republicano deu a declaração no contexto em que dizia que é preciso taxar produtos estrangeiros para favorecer a produção interna nos Estados Unidos. Trump já havia citado o Brasil em novembro, após ser eleito, como exemplo de país com excesso de tarifas alfandegárias sobre produtos americanos e disse que vai impor um tratamento semelhante às exportações estrangeiras. "Nós vamos tratar as pessoas de forma muito justa, mas a palavra 'recíproco' é importante. A Índia cobra muito, o Brasil cobra muito. Se eles querem nos cobrar, tudo bem, mas vamos cobrar a mesma coisa", disse Trump à época durante entrevista coletiva realizada em Mar-A-Lago, em Palm Beach, na Flórida. Folhapress
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18 de janeiro de 2025
Bolsonaro se diz "constrangido"
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado, 18, que está constrangido por não poder comparecer à cerimônia de posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, na segunda-feira, 20. Ele ainda declarou que espera o apoio do líder norte-americano para reverter a sua inelegibilidade no Brasil. "Com toda certeza, se ele me convidou, ele tem a certeza que pode colaborar com a democracia do Brasil afastando inelegibilidades políticas, como essas duas minhas que eu tive", disse Bolsonaro. O ex-presidente não detalhou como o Trump poderia alterar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o declarou inelegível por 8 anos. Na avaliação de Bolsonaro, somente "a presença" do aliado dos EUA pode alterar a sua situação. "(O Trump) não vai admitir certas pessoas pelo mundo perseguindo opositores, o que chama de lawfare, que ele sofreu lá. Grande semelhança entre ele e eu", afirmou. "Eu estou chateado. Estou abalado ainda. Eu enfrento uma enorme perseguição política por parte de uma pessoa. Essa pessoa decide a vida de milhões de pessoas no Brasil. Ele é o dono do processo. Ele é o dono de tudo", disse em alusão ao ministro Alexandre de Moraes. Folhapress
1 de dezembro de 2024
Trump ameaça Brasil com tarifas de 100%
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os países membros do Brics devem se comprometer a não criar ou apoiar uma moeda alternativa ao dólar, ameaçando impor tarifas de 100% caso desobedeçam. Trump publicou em sua rede social, Truth Social, que o dólar americano continuará sendo insubstituível no comércio internacional e que qualquer nação que tentar substituí-lo perderá acesso ao mercado norte-americano. Atualmente, o Brics é composto por 10 países, incluindo Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos. O Brasil, que assume a presidência do bloco em 2025, busca desenvolver meios de pagamento alternativos para reduzir a dependência do dólar nas transações entre os membros. Durante uma cúpula em outubro na Rússia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de mecanismos para compensações em moedas locais. Além disso, o Brasil pretende fortalecer o Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, liderado atualmente por Dilma Rousseff. Apesar das declarações de Trump, o governo brasileiro ainda não comentou o assunto. Folhapress
18 de novembro de 2024
Fala de Janja pode comprometer diplomacia entre Trump e Lula
A declaração polêmica de Janja da Silva, primeira-dama do Brasil, sobre Elon Musk gerou desconforto entre diplomatas brasileiros de alto escalão. A fala, feita durante um painel do G20 Social, foi interpretada como prejudicial aos esforços do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e do Itamaraty para manter relações diplomáticas com o novo governo dos Estados Unidos. A informação é do colunista Jamil Chade do site UOL. Desde a vitória de Donald Trump, o Brasil vinha tentando adotar uma postura neutra, buscando mostrar que era possível construir uma relação de confiança, como já havia acontecido entre Lula e o ex-presidente George W. Bush, apesar das diferenças ideológicas. Janja utilizou a expressão "fuck you" (algo como "vá se foder" em tradução livre), ao mencionar Musk, após uma buzina interromper seu discurso, brincando com a ideia de uma possível interferência externa do empresário. A fala rapidamente ganhou repercussão, sendo vista por diplomatas como um erro estratégico. Musk respondeu ironicamente na plataforma X, satirizando o episódio com emojis e prevendo que "eles vão perder a próxima eleição". O empresário, que desempenhou papel relevante na campanha de Trump e foi anunciado como parte do departamento de "Eficiência Governamental" após a eleição, é uma figura influente entre os aliados de Trump. A repercussão da declaração ocorre em um momento delicado para a diplomacia brasileira. Deputados e senadores bolsonaristas estão tentando consolidar nos EUA uma narrativa de que há uma tentativa de silenciar a oposição no Brasil, usando como exemplo a suspensão da plataforma X. A fala de Janja, considerada um "presente" para a extrema direita brasileira, pode dificultar ainda mais a estratégia do governo Lula de reduzir o espaço de Jair Bolsonaro na relação com o novo governo americano, especialmente em um contexto em que a política externa dos EUA tende a ser interpretada de forma pessoal. O presidente Lula tentou minimizar os danos, afirmando que "não há necessidade de ofender ninguém".
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