Mostrando postagens com marcador remédios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador remédios. Mostrar todas as postagens

31 de outubro de 2025

Dor de cabeça frequente : causas e quando buscar ajuda

A dor de cabeça é um dos sintomas mais comuns no dia a dia, mas também um dos mais negligenciados. Estresse, noites mal dormidas, jejum prolongado, desidratação e uso excessivo de telas estão entre as principais causas do problema, segundo a otorrinolaringologista Dra. Roberta Pilla, membro da ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial). “A cefaleia pode ter origens muito variadas. Em alguns casos, está relacionada a fatores simples do cotidiano, mas também pode indicar condições mais graves, como sinusites, hipertensão arterial e distúrbios neurológICOs dores de cabeça são divididas em primárias (como enxaqueca e cefaléia tensional) e secundárias, que surgem como consequência de outras doenças desde infecções virais simples até distúrbios metabólicos ou traumas. Nos quadros leves, o uso pontual de medicamentos isentos de prescrição (os chamados MIPs) pode ajudar. Entre eles estão paracetamol, dipirona sódica e ibuprofeno desde que usados com critério. “Mesmo os analgésicos de venda livre devem ser usados com responsabilidade. Se a dor é frequente ou vem acompanhada de outros sintomas, é hora de buscar um médico”, reforça a especialista. Entenda as diferenças entre os principais analgésicos: Paracetamol: age no sistema nervoso central e é indicado para dores leves a moderadas. Deve ser evitado por pessoas com doenças hepáticas. O uso excessivo pode causar lesão no fígado. Dipirona sódica: tem efeito analgésico e antitérmico. É eficaz contra dores moderadas, mas pode causar reações alérgicas e, em casos raros, alterações hematológicas. Ibuprofeno: anti-inflamatório não esteroide, eficaz em dores tensionais e inflamatórias. Deve ser evitado por pessoas com úlcera gástrica, insuficiência renal ou alergia a AINEs. “Todos podem ser usados de forma segura para aliviar dores leves, desde que respeitadas as contraindicações e a orientação médica. Nenhum medicamento é completamente inofensivo”, ressalta a Dra. Roberta Pilla. A automedicação, especialmente em casos de dor de cabeça recorrente, pode mascarar doenças mais sérias e até piorar o quadro. “Existe um fenômeno chamado cefaleia por uso excessivo de medicação, em que o próprio remédio passa a causar dor. O ideal é tratar a causa, não apenas o sintoma”, alerta a médica. Com informação do Site NotíciasAoMinuto 

 

17 de setembro de 2025

Governo Trump ordena destruição de R$ 52 milhões em contraceptivos

Milhões de dólares em contraceptivos comprados para pessoas em países de baixa renda foram destruídos por ordem do governo do então presidente Donald Trump, segundo documentos obtidos pelo New York Times. A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) havia adquirido pílulas, dispositivos intrauterinos e implantes hormonais avaliados em cerca de US$ 9,7 milhões (R$ 52 milhões) antes de ser amplamente desmantelada neste ano. Os produtos ficaram meses parados em um depósito na Bélgica depois que o Departamento de Estado declarou que a contracepção não era “vital” e que o governo não financiaria mais esse tipo de compra. Correspondências internas mostram que organizações como a Fundação Gates e a Fundação Children’s Investment Fund (CIFF) se ofereceram para comprar ou receber os contraceptivos sem custo para o governo. Mesmo assim, a gestão Trump optou pela destruição, que custou cerca de US$ 167 mil (R$ 893 mil). Um porta-voz da Usaid afirmou falsamente que os produtos induziam o aborto. Por lei, a agência não pode adquirir abortivos, e listas de inventário confirmam que os itens destruídos — como implantes hormonais — não tinham essa função, mas apenas impedem a ovulação ou a fertilização. Documentos revelam que funcionários veteranos esclareceram repetidas vezes ao Departamento de Estado que os produtos não eram abortivos. Beth Schlachter, da MSI Reproductive Choices, chamou a decisão de “ato ultrajante de crueldade” que pode custar vidas e prejudicar o progresso da saúde global. A destruição foi ordenada em junho por Jeremy Lewin, alto funcionário do Departamento de Estado. Autoridades belgas tentaram impedir a incineração, invocando até uma proibição legal, mas sem sucesso. Memorandos internos sugerem vender os produtos ao Fundo de População da ONU (UNFPA), recuperando pelo menos US$ 7 milhões, ou doá-los a organizações interessadas. No entanto, nomeados políticos da Usaid recomendaram a destruição para evitar conflitos com diretrizes do governo Trump, e Lewin aprovou a ordem minutos depois. Em agosto, o secretário Marco Rubio transferiu os restos da Usaid para Russell Vought, responsável por encerrar definitivamente a agência. Folhapress 

29 de agosto de 2025

Vulva de Ozempic e o novo efeito colateral do popular medicamento

Há mais um efeito colateral relatado devido ao uso de medicamentos como o Ozempic. Depois da chamada “cara de Ozempic”, dos “seios de Ozempic” e dos “dedos de Ozempic”, surge agora a expressão “vulva de Ozempic”, que pode afetar mulheres que fazem uso do remédio. O efeito acaba fazendo com que a vulva pareça mais envelhecida. “A rapidez da perda de peso pode causar flacidez visível da pele, além de rugas em todo o corpo”, disse a obstetra e ginecologista Sherry Ross ao The New York Post. O novo efeito colateral do Ozempic, “Todas as áreas do corpo podem apresentar alterações visíveis na pele em resposta a essa perda de peso significativa. Isso inclui a parte inferior do abdômen e os lábios internos e externos da vagina.” Segundo o jornal, algumas mulheres relataram que o uso de medicamentos à base de GLP-1 levou à diminuição do volume dos lábios vaginais, que acabam parecendo mais murchos e envelhecidos. Esse problema tem feito aumentar a procura por cirurgias de preenchimento, que devolvem volume aos lábios vaginais para que recuperem a aparência de antes do uso do medicamento. A cirurgia que muitas mulheres têm buscado. “O procedimento minimamente invasivo é projetado para melhorar a aparência, aumentando o volume, a suavidade e a simetria”, explicou a médica Shazia Malik ao jornal Metro. O ginecologista Michael Tahery acrescenta: “O benefício desse tratamento é que não apresenta riscos de rejeição, pois utiliza a própria gordura da paciente. A gordura é facilmente reabsorvida pelo corpo ao longo do tempo.” Apesar da melhora estética, o procedimento também pode trazer riscos. “Os efeitos colaterais mais comuns incluem inchaço, hematomas e irritação no local da aplicação. Reações alérgicas ao material de preenchimento, embora raras, também podem ocorrer, e alguns pacientes podem sentir um leve desconforto”, completou Malik. Outros efeitos colaterais do Ozempic. Nos últimos meses, alguns efeitos já se tornaram comuns entre os usuários desse tipo de medicamento. Veja os mais relatados: “Cara de Ozempic”. Ao The New York Times, uma paciente disse que seu rosto “parecia cansado e envelhecido”. A cirurgiã plástica Jennifer Levine explicou que a rápida perda de peso leva à perda de volume facial e pode afetar o colágeno e a elastina da pele: “O rosto de quem usa Ozempic pode parecer magro, murcho e flácido. Pense em uma uva-passa.” “Seios de Ozempic”. O termo é usado para descrever o aumento da flacidez nos seios. O médico e cirurgião plástico Walter Joseph, em vídeo no Instagram, disse: “Se você perdeu muito peso em pouco tempo, usando injetáveis para emagrecimento como Ozempic, Wegovy ou Mounjaro, deve ter notado que, assim como o rosto, os seios também começam a murchar. A perda rápida e significativa de peso não dá tempo para que a pele se recupere e retraia.” “Dedos de Ozempic”. Muitas mulheres também relataram o fenômeno apelidado de “dedos de Ozempic”. A professora Jessica, de Houston (EUA), contou ao New York Post: “Nunca percebi que a perda de peso também acontecia nas mãos, mas, de repente, minha aliança não servia mais. Ficava girando no dedo e quase caiu. Agora estou sempre preocupada em perdê-la.”


 

29 de junho de 2025

Médico deixa aviso sério sobre uso de ibuproteno e paracetamol

Ter ibuprofeno e paracetamol sempre à mão e usá-los por conta própria pode parecer inofensivo, mas o hábito merece atenção. Em entrevista ao jornal "La Vanguardia, o médico de família Fernando Fabiani alertou que esses medicamentos, embora úteis para aliviar desconfortos, não têm efeito curativo. “Nem o ibuprofeno nem o paracetamol são tratamentos que curam doenças. Eles apenas amenizam os sintomas”, explica o especialista. Segundo ele, é comum que pessoas recorram a esses remédios em qualquer situação, sem considerar o diagnóstico real ou a causa dos sintomas. Fabiani cita como exemplo os quadros de gripe. “Esses medicamentos ajudam a reduzir a febre, aliviar dores musculares e de cabeça, mas não tratam o vírus em si. O corpo ainda precisará de tempo para se recuperar naturalmente”, afirmou. O médico reforça a importância de refletir antes de tomar qualquer medicamento por conta própria. “A pergunta principal que você deve se fazer é: esse remédio é realmente necessário para mim neste momento?”, concluiu. A recomendação é sempre buscar orientação médica em caso de dúvidas, especialmente se os sintomas persistirem ou se agravarem. Automedicação pode mascarar doenças mais graves e atrasar o tratamento adequado. 

4 de maio de 2025

Clinicas vendem "Ozempic dos ricos" sem receita , revela site

Mesmo antes de ser oficialmente disponibilizado nas farmácias brasileiras, o medicamento Mounjaro, conhecido como “caneta emagrecedora”, já é alvo de comercialização irregular em clínicas de estética. Uma reportagem do site G1 publicada nesta sexta-feira (2), flagrou a venda fracionada e sem receita em estabelecimentos no Maranhão e no Piauí. Essas clínicas promovem o produto por redes sociais ou WhatsApp, oferecem avaliações de bioimpedância e consultas feitas por profissionais não médicos, como biomédicos ou nutricionistas. As práticas contrariam as regras da Anvisa, que exige venda exclusivamente em farmácias, em embalagens não fracionáveis, mediante prescrição médica. A farmacêutica Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, divulgou que ainda não há nenhum lote autorizado para comercialização no Brasil. Em nota, alertou que produtos vendidos atualmente podem ser falsificados ou desviados, apresentando “riscos potencialmente fatais” à saúde. Produzido com o ingrediente ativo tirzepatida, o medicamento foi aprovado em 2023 para tratamento de diabetes tipo 2 e ainda aguarda autorização para uso específico em emagrecimento. Apesar disso, médicos já podem prescrevê-lo fora da bula, desde que avaliem os riscos e benefícios. A reportagem revelou que, em Teresina, a proprietária de uma clínica admitiu vender o Mounjaro após testar o produto em si mesma, alegando ter perdido 21 quilos. Ela descreveu protocolos que incluíam suplementação e aplicações mensais, prática criticada pela endocrinologista Simone Van de Sande Lee, que reforçou que a titulação da dose deve ser feita apenas por médicos, de forma gradual e individualizada. Em São Luís, outra clínica oferecia doses extraídas de embalagens originais, entregues por delivery, o que, segundo especialistas, aumenta os riscos de contaminação e falta de garantia da autenticidade do produto. Dados da Receita Federal e Polícia Federal apontam para um aumento expressivo no contrabando do Mounjaro em 2025, com apreensões que somam R$ 1,2 milhão no primeiro trimestre. A Anvisa também recebeu 51 notificações de eventos adversos relacionados ao uso de tirzepatida. A partir de julho, quando o medicamento estará disponível legalmente, será exigida a retenção da receita para todas as marcas de canetas emagrecedoras, como medida de segurança. 

3 de abril de 2025

Qual a escolha para dor: Paracetamol, Ibuprofeno ou Aspirina

Muitas pessoas recorrem a medicamentos como paracetamol, aspirina e ibuprofeno para aliviar sintomas como dores de cabeça, musculares, febre ou cãibras. No entanto, é importante lembrar que, apesar de todos serem eficazes no alívio da dor, cada um age de maneira diferente, e a escolha do medicamento deve levar em consideração os sintomas específicos. Especialistas, citados pelo Metrô, explicam como funciona cada um desses medicamentos e em que situações é mais indicado usá-los. Paracetamol: Segundo Suzanne Wylie, médica, o paracetamol é eficaz principalmente como analgésico e antipirético (reduz a febre). "Ele não tem propriedades anti-inflamatórias significativas, o que o torna uma opção adequada para o alívio de dores gerais, como dores de cabeça, dores musculares leves a moderadas e febres associadas a resfriados e gripes." O paracetamol pode ser utilizado pela maioria das pessoas, incluindo mulheres grávidas e crianças. No entanto, é fundamental seguir a dosagem recomendada, pois o uso excessivo pode levar a complicações graves, como insuficiência hepática. Ibuprofeno. O ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteróide (AINE) que atua reduzindo hormônios causadores de dor e inflamação no corpo. Ele pode ser usado para tratar sintomas como cólicas menstruais, dores nas costas, musculares e alguns sintomas de resfriado ou gripe, conforme indicado pelo Serviço Nacional de Saúde Britânico. Entretanto, o ibuprofeno não deve ser tomado por mais de 10 dias consecutivos ou em jejum. Ele é seguro para indivíduos com mais de 17 anos, mas deve ser evitado por pessoas com úlceras estomacais, problemas renais ou cardíacos, pois pode aumentar o risco de hemorragia gastrointestinal e complicações cardiovasculares. Aspirina:  Outro anti-inflamatório não esteroide, a aspirina, é usada principalmente para aliviar dores leves a moderadas, reduzir a inflamação e diminuir a febre. Ela pode ser especialmente útil para pessoas com condições inflamatórias, como artrite, e também pode ajudar a prevenir coágulos sanguíneos. No entanto, a aspirina deve ser evitada em crianças com menos de 16 anos devido ao risco de síndrome de Reye, uma condição rara, mas grave. Além disso, não é indicada para pessoas com histórico de úlceras gástricas, distúrbios hemorrágicos ou alergias à aspirina.

 

24 de março de 2025

Farmacêuticos não poderão prescrever qualquer tipo de medicamentos

No último dia 17, o CFF (Conselho Federal de Farmácia) publicou uma resolução que amplia as possibilidades de prescrição de medicamentos por profissionais farmacêuticos. Hoje, a classe já pode prescrever remédios isentos de prescrição médica, os chamados MIPs (medicamentos isentos de prescrição). Agora, a norma passa a permitir também a prescrição de medicamentos tarjados com o aviso "venda sob prescrição", desde que o profissional tenha o RQE (Registro de Qualificação de Especialista), mecanismo recentemente adotado pelo CFF para assegurar que a atuação esteja de acordo com a formação e a especialização do farmacêutico. Segundo o Conselho, a nova regulamentação não autoriza a prescrição de todos os tipos de medicamentos. Substâncias controladas pela Portaria nº 344/98, que trata de medicamentos psicotrópicos (como os de tarja preta), continuam restritas. Também permanecem vetados os remédios que exigem notificação de receita ou são de uso restrito. A nova resolução entra em vigor em abril e também define que caberá ao próprio Conselho regulamentar os protocolos clínicos e a lista de medicamentos que poderão ser prescritos ou não pelos profissionais.O CFF informou ainda que a prescrição de medicamentos tarjados, com ou sem necessidade de retenção de receita, só poderá ocorrer com base em protocolos e diretrizes clínicas preestabelecidas, aprovados para uso no âmbito de instituições de saúde. Folhapress 

22 de janeiro de 2025

Remédio x Psiquiatra

Os pacientes que tomam o medicamento Clonazepam, e que fazem parte do Sassepe (plano de assistência médica dos funcionários públicos do estado), estão reclamando que na Central de Saúde Mental, que fica na Rua da Harmonia, bairro de Casa Amarela, no Recife, em Pernambuco, não tem mais e acabou a um bom tempo a medicação citada, e o pior. sem previsão de chegada. Um descaso, pois quem toma o remédio não pode ficar sem ele pois é um remédio controlado, e se demorar a chegar, vai ficar muita gente com ansiedade, depressão, sistema nervoso da cor da pele, e por aí vai, Por outro lado, as marcações para psiquiatras estão sendo realizadas para Abril, e mesmo sem remédio na farmácia, precisam da receita para comprar nas farmácias. Um descaso total. Foto: Firmino Caetano Junior. Recife.PE. 

22 de dezembro de 2024

Estudo alerta para riscos do paracetamol em idosos

Um novo estudo, citado pelo jornal Daily Express, sugere que o paracetamol pode não ser tão seguro quanto se pensava, especialmente quando usado com frequência por idosos. Os pesquisadores analisaram os registros médicos de mais de 180 mil pessoas com mais de 65 anos que receberam pelo menos duas prescrições de paracetamol em um período de seis meses. Em seguida, compararam o estado de saúde dessas pessoas com o de 402 mil indivíduos que não usaram o medicamento. O uso prolongado de paracetamol foi associado a um risco 35% maior de hemorragia gastrointestinal baixa. Além disso, os cientistas descobriram que o medicamento também está ligado a um risco maior de úlceras pépticas, lesões no estômago ou duodeno que causam destruição da mucosa dessas áreas. Os consumidores frequentes de paracetamol apresentaram ainda 19% mais chances de desenvolver doença renal crônica, além de 9% e 7% mais probabilidade de sofrer de insuficiência cardíaca e hipertensão arterial, respectivamente. 

18 de outubro de 2024

54% dos brasileiros acreditam que saúde Mental é o maior problema de saúde

Dados do novo relatório global Health Service Report 2024, revelam percepções e desafios relacionados aos sistemas de saúde no mundo. A pesquisa, elaborada pela Ipsos, empresa especialista em pesquisa de mercado e opinião pública, avaliou também o cenário brasileiro quanto às doenças que a população acredita que sejam os principais problemas de saúde no país. 54% das pessoas no Brasil acreditam que a saúde mental seja, hoje, o principal problema de saúde enfrentado pelos brasileiros. O estudo completo traz ainda as principais preocupações sobre a qualidade dos serviços de saúde, acesso a tratamentos, desafios de saúde pública e como a pandemia da Covid-19 deixou impactos no setor. A pesquisa foi conduzida entre 26 de julho e 06 de agosto de 2024 com a participação de 23.667 adultos entre 18 e 74 anos de 31 países. Para países como Brasil, Chile, Colômbia e outros, a amostra representou uma parcela mais urbana e conectada da população. A margem de erro foi calculada com base no intervalo de credibilidade da Ipsos, com uma precisão de +/-3,5 pontos percentuais para amostras de 1.000 e +/-5,0 pontos percentuais para amostras de 500. A Saúde Mental continua sendo a maior preocupação de saúde no mundo. Em média, 45% das pessoas entrevistadas nas nações pesquisadas consideram este tema como o maior problema de saúde em seus países. Esse número era de 27% em 2018. A crescente conscientização e preocupação com o bem-estar mental tem reforçado e impactado nesses resultados. O câncer e a obesidade continuam a ser uma das principais preocupações, especialmente entre as gerações mais velhas, enquanto a obesidade também figura como o problema mais preocupante de diversos países. Menos da metade dos entrevistados acreditam que seu país oferece os mesmos cuidados para todos (41%), revelando uma percepção de desigualdade no acesso a serviços de saúde. A pesquisa também revelou uma queda na qualidade percebida do sistema de saúde no mundo todo. Apenas 44% das pessoas classificaram a qualidade dos serviços como “boa”, uma queda significativa frente aos 53% de 2021, durante a pandemia de Covid-19. Em média, 64% dos entrevistados acreditam que seus sistemas de saúde estejam sobrecarregados. 

15 de outubro de 2024

Nova variante de vírus é identificada no Brasil

Uma linhagem do vírus Sars-CoV-2 que vem se espalhando pelo mundo foi detectada no Brasil. A linhagem, chamada de XEC, que pertence à variante Omicron, foi identificada no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Santa Catarina. O primeiro achado foi realizado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em amostras referentes a dois pacientes residentes na capital fluminense, diagnosticados com covid-19 em setembro. A identificação foi realizada pelo Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC, que atua como referência para Sars-CoV-2 junto ao Ministério da Saúde e à Organização Mundial da Saúde (OMS). O Ministério da Saúde e as secretarias Estadual e Municipal de Saúde do Rio de Janeiro foram rapidamente informados sobre o achado. As sequências genéticas codificadas foram depositadas na plataforma online Gis Aid nos dias 26 de setembro e 7 de outubro. Depois das sequências do Rio de Janeiro, também foram depositados, por outros grupos de pesquisadores, genomas da linhagem XEC decodificados em São Paulo, a partir de amostras coletadas em agosto, e em Santa Catarina, de duas amostras coletadas em setembro. A XEC foi classificada pela OMS no dia 24 de setembro como uma variante sob monitoramento. Isso ocorre quando uma linhagem apresenta mutações no genoma que são suspeitas de afetar o comportamento do vírus e observam-se os primeiros sinais de “vantagem de crescimento” em relação a outras variantes em circulação. Esta variante começou a chamar atenção em junho e julho de 2024, devido ao aumento de detecções na Alemanha. Rapidamente, espalhou-se pela Europa, pelas Américas, pela Ásia e Oceania. Pelo menos 35 países identificaram a cepa, que soma mais de 2,4 mil sequências genéticas depositadas na plataforma Gis Aid até o dia 10 de outubro deste ano. 

19 de agosto de 2024

"Jamais faça isto ao tomar paracetamol", avisa médico

Aqui no Brasil, o paracetamol é um dos medicamentos mais populares vendidos sem receita médica. No entanto, seu uso excessivo pode ser prejudicial. O médico Donald Grant alerta que o uso prolongado de paracetamol pode representar riscos significativos para a saúde. "Consumir paracetamol em excesso ou usá-lo quando não é necessário pode comprometer o nosso bem-estar físico, tanto no curto quanto no longo prazo", adverte Grant, conforme reportado pelo Daily Express. Grant enfatiza a importância de entender os riscos associados ao paracetamol para garantir seu uso responsável. Ele destaca que a mistura do medicamento com álcool pode levar a graves danos ao fígado e até à morte. "Excessos de paracetamol podem causar sérios danos ao fígado, incluindo falência hepática", explica. Isso acontece principalmente quando as doses recomendadas não são seguidas. "Uma overdose pode provocar sintomas como icterícia, náuseas, perda de apetite e confusão. Em casos extremos, pode levar à morte." Para adultos, a dosagem recomendada é de dois comprimidos de 500 mg a cada quatro a seis horas, com um máximo de oito comprimidos em 24 horas. Para crianças, é crucial ajustar a dosagem com base na idade e peso, preferencialmente após consultar um profissional de saúde.  

23 de julho de 2024

Com a automedicação pode afetar o funcionamento dos rins

A automedicação é uma prática muito comum na sociedade, mas pouco se discute o que ela pode representar à saúde renal. Os rins desempenham um papel fundamental na filtragem e eliminação de substâncias nocivas do nosso corpo, no entanto, diversos medicamentos disponíveis sem prescrição médica podem sobrecarregar ou até mesmo danificar esses órgãos essenciais. “O uso de antibióticos, por exemplo, pode levar à nefrotoxicidade, um dano aos rins causado por substâncias químicas. Alguns anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno, utilizados para aliviar dores comuns e rotineiras, podem reduzir o fluxo sanguíneo renal e comprometer a função dos rins a longo prazo”, explica Bruno Zawadzki, diretor médico da DaVita Tratamento Renal. Além dos antibióticos, outros tipos de medicamentos, como analgésicos e diuréticos, também podem afetar a saúde renal. O nefrologista chama atenção para o fato de que a automedicação não considera as especificidades de cada paciente, como: histórico médico, condições preexistentes e alergias. É importante destacar que os rins têm uma capacidade limitada de processar substâncias químicas, como os medicamentos. A exposição prolongada a certos produtos pode resultar em danos irreversíveis, comprometendo a função renal e aumentando o risco de doença renal crônica. A busca por orientação médica adequada antes de iniciar qualquer tratamento medicamentoso é fundamental não só para preservar a saúde dos rins, mas manter o pleno funcionamento de todo o organismo. 

22 de julho de 2024

Depressão na terceira idade : doença atinge 13% da população idosa

A depressão é considerada pela Organização Mundial da Saúde  como o “Mal do Século”. A doença, no sentido patológico, possui a presença constante de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com bastante frequência e podem combinar-se entre si, e pode afetar todas as faixas etárias, inclusive, os idosos. Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o tema, cerca de 13% dos idosos entre 60 e 64 anos foram diagnosticados com depressão. Já os de 65 a 74 anos aparecem com 11,8%. E, por último, os de 75 ou mais, com 10,2%.  Os dados preocupam especialistas em saúde mental, pois, grande parte dos idosos estão longe do núcleo familiar, sendo a solidão um fator determinante para o aumento dos números da doença nessa faixa etária. Esse fato foi mostrado inclusive em pesquisa publicada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no ano passado, que apontou que a depressão é quatro vezes mais comum entre idosos que relatam se sentirem sempre sozinhos. A pesquisa revelou também que os níveis de solidão em mulheres idosas são mais altos do que os de homens, sendo a mulher o número maior com a doença.  Para a Coordenadora do Curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, Daniele Buzatto Souza, é realmente mais comum que idosos que moram sozinhos apresentarem índices mais altos do que os que moram com mais pessoas, porém existem outros fatores que também podem evidenciar a doença. “Além da solidão, há outras motivações para o aumento dos índices de depressão entre os idosos. Uma delas é a desigualdade social, visto que, essa faixa etária precisa de cuidados médicos constantes, sendo que nem todos têm acesso.  Muitos idosos enfrentam, ainda, estereótipos negativos e preconceitos com base na idade, o que pode afetar sua autoestima e qualidade de vida. Outro fato importante é que grande maioria dos idosos já são aposentados e não possuem uma rotina linear o que, consequentemente, pode trazer danos constantes para a saúde mental”, explica.   

19 de julho de 2024

Estudo revela os antidepressivos que têm mais (e menos) impacto no peso

Todos os medicamentos têm efeitos secundários e, claro, os antidepressivos não são exceção, apesar de sua importância para a saúde mental. Um estudo realizado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, analisou o impacto de oito dos antidepressivos mais prescritos no peso corporal dos pacientes. Publicado no Annals of Internal Medicine, o estudo utilizou dados de quase 200 mil adultos norte-americanos que iniciaram tratamento com um desses medicamentos. Os pesquisadores acompanharam as mudanças de peso após seis, 12 e 24 meses de tratamento. Entre os antidepressivos estudados, como sertralina, citalopram, bupropiona, escitalopram, fluoxetina, venlafaxina, paroxetina e duloxetina, foram observadas diferenças significativas no ganho de peso induzido pela medicação. Após seis meses, os usuários de escitalopram, paroxetina e duloxetina ganharam em média 0,3 a 0,4 kg a mais e tinham de 10% a 15% mais chances de ganhar pelo menos 5% do peso inicial em comparação com os usuários de sertralina. Por outro lado, o uso de fluoxetina não mostrou associação com alterações de peso significativas aos seis meses em comparação com a sertralina. Usuários de bupropiona, por sua vez, ganharam em média 0,22 kg a menos e tiveram 15% menos probabilidade de ganhar pelo menos 5% do peso inicial do que os usuários de sertralina, indicando menor impacto no peso. Este estudo é crucial porque o ganho de peso é um efeito secundário importante que frequentemente leva os pacientes a interromperem a medicação, destacou Jason Block, um dos pesquisadores envolvidos. Isso permite que pacientes e médicos façam escolhas mais informadas no tratamento da depressão. 

16 de julho de 2024

Saiba o que a falta de potássio pode causar na sua saúde

O potássio é crucial para várias funções do corpo humano, como a transmissão de sinais nervosos, as contrações musculares, o equilíbrio dos fluidos e a pressão sanguínea, conforme explicado por Lauren DeDecker, médica citada no BestLife. Essencialmente, o potássio desempenha um papel fundamental na regulação dos batimentos cardíacos, dada a sua influência na função muscular, incluindo o coração.Normalmente, obtemos o potássio necessário através da alimentação. No entanto, a falta deste mineral pode resultar em sintomas desagradáveis, como fadiga, fraqueza muscular, cãibras, arritmia cardíaca, obstipação, inchaço, dormência e formigueiro nas mãos ou pés, dificuldades respiratórias e hipertensão. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, é recomendada uma ingestão diária de 4.700 miligramas (mg) de potássio para indivíduos com 14 anos ou mais. Para confirmar se há uma deficiência de potássio, é necessário realizar uma análise de sangue. 

13 de julho de 2024

Uso frequente de remédios para dormir podem causar demência, diz estudo

Quem diria que aqueles soninhos induzidos por pílulas para dormir poderiam ter um lado não tão tranquilo? Um estudo publicado no Journal of Alzheimer's Disease descobriu que o uso frequente desses remédios pode aumentar o risco de demência entre pessoas brancas. A pesquisa acompanhou 3.068 adultos ao longo de 15 anos, revelando que 20% desenvolveram demência. Brancos eram mais propensos a usar esses medicamentos, enquanto negros apresentavam menor incidência. Durante o estudo, os participantes foram questionados regularmente sobre o uso de medicamentos para dormir, incluindo zolpidem, hidroxizina, melatonina, benzodiazepínicos, antidepressivos e anti-histamínicos.  A pesquisa também destacou que os distúrbios do sono aumentam o risco de demência, embora haja controvérsias sobre os efeitos a longo prazo dos hipnóticos na cognição. Recentemente, a Anvisa adotou medidas mais rigorosas na prescrição de zolpidem e zopiclona devido a relatos crescentes de uso inadequado e dependência associados a esses medicamentos. 

8 de junho de 2024

Saiba quais os alimentos que podem interferir na ação dos medicamentos

Seguir as instruções do médico e tomar a medicação corretamente é fundamental para o sucesso do tratamento. No entanto, você sabia que alguns alimentos podem interferir na ação dos medicamentos, sem que você perceba? A nutricionista Cristiane Comunello, professora da Universidade de Brasília (UnB), alerta para alguns exemplos: 1. Leite e derivados: O cálcio presente nesses alimentos pode dificultar a absorção de antibióticos como as tetraciclinas. 2. Chá preto e chá verde: Esses chás contém catequina, uma substância que pode interferir na absorção de medicamentos para a tireoide. 3. Toranja (grapefruit): A fruta pode aumentar a absorção de alguns medicamentos, como os que controlam a pressão alta e o colesterol, levando a um efeito mais intenso do que o esperado. 4. Alimentos ricos em vitamina K: Couve, brócolis, espinafre e alface, por exemplo, podem interferir na ação de anticoagulantes como a varfarina. 5. Alimentos com alto teor de gordura: Alimentos gordurosos podem dificultar a absorção de medicamentos para o coração, como os inibidores da ECA. É importante lembrar que a interação entre alimentos e medicamentos pode variar de acordo com o tipo e a dosagem do medicamento. Por isso, é fundamental consultar um profissional de saúde antes de fazer mudanças na dieta durante o tratamento. O profissional poderá te orientar sobre quais alimentos você deve evitar ou consumir com cautela durante o período. Além disso, ele poderá te ajudar a criar um plano alimentar adequado às suas necessidades e ao seu tratamento. Fonte: "Interferência de alimentos na ação dos medicamentos". 

22 de março de 2024

Descaso na Farmácia do Estado

Estive no último dia 18 deste mês, na Farmácia do Estado de Pernambuco, que fica na Rua Fernandes Vieira, bairro da Boa Vista, no Recife, para pegar uma medicação para filha com necessidades especiais. A fila logo na entrada estava enorme, mas conseguimos entrar. Como era uma renovação (pois ela já vem tomando a medicação a dois anos), entreguei o cartão a uma das atendentes, e tive que esperar o setor de consulta aprovar. Por incrível que pareça a demora para aprovação, levou mais de três horas. Já irritado com a demora, fui até o setor responsável por tal aprovação, e junto com filha informei que se durasse mais de cinco minutos, iria ao Ministério Público ou mesmo à Polícia. Resultado: não passaram dois minutos e aprovaram. Foto: Firmino Caetano Junior. Recife.PE     

5 de novembro de 2023

Anvisa aprova droga que previne vírus respiratório em bebês

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, a droga nirsevimabe para prevenção do VSR (vírus sincicial respiratório) em crianças. Comercializado pelo nome Beyfortus, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal fabricado pela farmacêutica Sanofi. Em um estudo clínico global finalizado em março deste ano, a droga apresentou uma proteção de até 80% contra infecção e hospitalização por VSR em bebês de até dois anos de idade. Em relação à prevenção de hospitalização, a eficácia do medicamento foi de 76,8% nos bebês avaliados no estudo, que incluiu mais de 3.000 prematuros saudáveis de até dois anos, com idade gestacional de 35 semanas ou mais ao nascer, em sua primeira temporada de contato com o VSR. O VSR é o principal agente causador de bronquiolite em bebês, uma doença respiratória comum e altamente contagiosa cujos sintomas principais são tosse e falta de ar. Em geral, os casos são leves, mas podem resultar em internações hospitalares. O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que impede a penetração do vírus nas células. Até o momento, o único remédio disponível contra o vírus era o palivizumabe, produzido pela farmacêutica Astrazeneca, indicado somente para quadros graves de infecções respiratórias, com alto risco de hospitalização. Folhapress