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24 de outubro de 2025

Primeiro sinal de demência não é a perda de memória, dia especialista

Um médico norte-americano apontou aquele que considera ser o “sinal mais precoce” de demência e da doença de Alzheimer, classificando-o como um “sintoma claro e revelador” de declínio cognitivo. Segundo o neurologista Stephen Cabral, apresentador do podcast The Cabral Concept, o indício mais evidente dessas doenças não é a perda de memória, mas a dificuldade em se orientar e a tendência a se perder com facilidade. “O primeiro sinal de Alzheimer e demência é perder-se mais facilmente. Esse é o sintoma mais claro de que alguém pode, futuramente, desenvolver uma dessas condições cognitivas”, afirmou Cabral em um vídeo publicado nas redes sociais, citado pelo jornal Mirror. De acordo com o especialista, esquecer nomes, compromissos ou onde se deixou as chaves é algo comum em pessoas estressadas ou com a rotina sobrecarregada. O que deve gerar preocupação, no entanto, é o momento em que a pessoa se sente desorientada, sem saber onde está ou como chegou a determinado local. “Isso é diferente de simplesmente não conseguir lembrar de algo. É um sinal de perda de referência espacial e pode indicar alterações neurológicas precoces”, explicou. Outro sintoma que Cabral associa ao início da demência é a perda de coordenação motora e de noção espacial, assim como a dificuldade para estacionar o carro em linha reta. “Se alguém antes conseguia estacionar sem dificuldade e passa a ter problemas até para seguir em frente na vaga, pode ser um alerta”, acrescentou o médico. Principais sintomas de demência. Segundo o Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido, os sintomas mais comuns de demência incluem: Perda de memória; Dificuldade para aprender novas informações; Esquecimento frequente de objetos ou tarefas cotidianas; Falhas ao reconhecer pessoas próximas; Alterações de humor, apatia e perda de interesse em atividades habituais; Dificuldade para controlar emoções e perda de empatia; Episódios de alucinação ou criação de falsas memórias, Em estágios mais avançados, os pacientes costumam perder a autonomia, enfrentando dificuldades para realizar tarefas simples, como se alimentar, vestir-se ou manter a higiene pessoal.  De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 47,5 milhões de pessoas com demência em todo o mundo, número que pode chegar a 75,6 milhões em 2030 e ultrapassar 135 milhões em 2050. 

13 de setembro de 2025

Oito sinais de que seu gato pode estar com demência

Assim como os humanos, os gatos também podem sofrer demência. Aliás, um recente estudo publicado no European Journal of Neuroscience revelou que os gatos podem ter demência tal como os humanos, e há sintomas que podem ser idênticos. Saber quais os sinais a que deve estar atento é importante para dar ao seu gato os melhores cuidados durante esta fase da vida. A demência felina é um declínio nas habilidades cognitivas dos gatos que está relacionado à idade. Por norma, é caracterizada por alterações no comportamento que não podem ser atribuídas a outras condições médicas, como relata o ScienceAlert. Tudo leva a acreditar que a demência felina seja comum nos gatos mais velhos, e um estudo constatou que, aos 15 anos, mais de metade dos gatos apresentavam sinais de tal condição de saúde. Ainda assim, alertam, alguns comportamentos associados à demência também foram identificados em gatos com apenas sete anos. Um outro estudo adiantou que cerca de 28% dos gatos com idades entre os 11 e 14 anos apresentam pelo menos uma mudança de comportamento associado a esta condição. Mas, afinal, quais os sinais a que deve estar atento e que podem indicar que o seu gato tem demência? 1- 'Sons' incomuns: Começarem a imitir sons de forma excessiva ou em situações novas, como por exemplo miar alto à noite; 2- Alteração de comportamento: Os gatos com demência têm tendência a procurar atenção com mais frequência ou a tornarem-se mais 'agarrados'. Da mesma forma, também podem interagir menos do que o habitual, parecer mais irritados ou não reconhecerem pessoas que lhe são próximas; 3- Mudança no sono: A mudança nos hábitos de sono, que geralmente ficam inquietos à noite e dormem mais durante o dia;4- Fazer as necessidades fisiológicas fora da caixa de areia: Uma das mudanças nos hábitos de higiene é um sinal de diferentes condições, mas fazer xixi fora da caixa de areia poderá ser um indicador de demência. 5- Desorientação: Tal como os humanos, os gatos apresentam sinais de confusão ou um comportamento de desorientação. Tal pode-se manifestar através da perda de orientação, um olhar fixo para as paredes, ficar preso atrás de objetos ou ir para o lado errado da porta. 6- Mudanças na sua atividade: Um gato com demência pode ser mais ou menos ativo do que o normal. Brincar com menos frequência ou a estar menos propenso a explorar. Também pode cuidar menos de si, como por exemplo 'limpar-se' menos. 7- Ansiedade: Outro sinal a que deve estar atento é à ansiedade em situações com as quais o seu gato estaria confortável anteriormente, como por exemplo ficar perto de pessoas, lugares ou sons familiares. Começar a se esconder com mais frequência, ir para debaixo da cama ou até para cima de armários para fugir. 8- Problemas em reter coisas que aprendeu: Um dos sintomas é a diminuição da capacidade de executar tarefas que tenha aprendido antes, como saber onde está a tigela da comida. E podem ainda ter dificuldades em aprender coisas novas. 

 

13 de julho de 2024

Uso frequente de remédios para dormir podem causar demência, diz estudo

Quem diria que aqueles soninhos induzidos por pílulas para dormir poderiam ter um lado não tão tranquilo? Um estudo publicado no Journal of Alzheimer's Disease descobriu que o uso frequente desses remédios pode aumentar o risco de demência entre pessoas brancas. A pesquisa acompanhou 3.068 adultos ao longo de 15 anos, revelando que 20% desenvolveram demência. Brancos eram mais propensos a usar esses medicamentos, enquanto negros apresentavam menor incidência. Durante o estudo, os participantes foram questionados regularmente sobre o uso de medicamentos para dormir, incluindo zolpidem, hidroxizina, melatonina, benzodiazepínicos, antidepressivos e anti-histamínicos.  A pesquisa também destacou que os distúrbios do sono aumentam o risco de demência, embora haja controvérsias sobre os efeitos a longo prazo dos hipnóticos na cognição. Recentemente, a Anvisa adotou medidas mais rigorosas na prescrição de zolpidem e zopiclona devido a relatos crescentes de uso inadequado e dependência associados a esses medicamentos. 

17 de fevereiro de 2024

Demência: Cientistas descobrem antecipar diagnóstico em 10 anos

Cientistas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, e da Universidade Fudan, na China, desenvolveram um exame de sangue capaz de diagnosticar demência antes do aparecimento dos sintomas. O feito foi anunciado na revista Nature Aging. Com base em dados médicos de 52.645 pessoas, os cientistas conseguiram identificar biomarcadores relevantes para o Alzheimer e outras formas de demência, um termo genérico utilizado para designar um conjunto de doenças que se caracterizam por alterações cognitivas que podem estar associadas a perda de memória, alterações da linguagem e desorientação no tempo ou no espaço. A Organização Mundial de Saúde estima que existam 47.5 milhões de pessoas com demência em todo o mundo, número que pode chegar os 75.6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050, para 135.5 milhões. Os cientistas usaram amostras de sangue recolhidas entre 2006 e 2010 para o projeto UK Biobank, uma base de dados com informações de mais de meio milhão de cidadãos britânicos. Entre os voluntários, 1.417 desenvolveram Alzheimer, demência vascular ou demência por qualquer causa num período de 14 anos. Depois de compararem as amostras de sangue dos participantes com as de pessoas que permaneceram saudáveis, os investigadores encontraram 1.463 proteínas associadas à demência e classificaram-nas de acordo com uma escala de probabilidade para doenças neurodegenerativas.

 

3 de janeiro de 2024

Ao menos 73% dos custos com demência estão com famílias, revela estudo

Pelo menos 73% dos custos que envolvem o cuidado de pessoas com demência no Brasil ficam para as famílias dos pacientes. O número foi divulgado pelo Relatório Nacional sobre a Demência no Brasil (Renade), do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a partir da iniciativa do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde. O estudo revelou que, além dos custos, as pessoas responsáveis pelos cuidados estão sobrecarregadas e que, na maior parte das vezes, são mulheres. O relatório mostra que esses custos podem chegar a 81,3% por parte do familiar a depender do estágio da demência. “Isso envolve horas de dedicação para o cuidado. A pessoa, por exemplo, pode ter que parar de trabalhar para cuidar. Isso tudo envolve o que a gente chama de custo informal. É importante que se ofereça um apoio para a família”, afirmou a psiquiatra e epidemiologista Cleusa Ferri, pesquisadora e coordenadora do Projeto Renade no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em entrevista à Agência Brasil. O relatório enumera custos diretos em saúde, como internações, consultas e medicamentos, e também os recursos indiretos, como a perda de produtividade da pessoa que é cuidadora. “As atividades relacionadas ao cuidado e supervisão da pessoa com demência consomem uma média diária de 10 horas e 12 minutos”, aponta o relatório.