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30 de agosto de 2013
Desabafo de uma professora
Sou professora do estado de Pernambuco há 15 anos. E é uma vergonha o salário que ganho junto com os outros mestres. Não somos considerados profissionais com curso superior, pois ganhamos menos do que pessoas que fazem concurso só com o ensino médio para órgãos estaduais ou federais. Como disse o Cristovam Buarque, o salário de um professor deveria ser de R$ 9 mil, pois ninguém como educador consegue sobreviver com um salário de fome desses. Tenho que trabalhar em mais de uma escola, dar uma carga horária escravizante e ainda encontrar tempo para preparar as aulas. Por quê não federalizam a educação? Sra, Dilma e sr. Eduardo Campos, tentem sobreviver apenas um mês com o salário de um professor. E o governador não paga o que nos deve. Tenho, desde maio do ano passado, R$ 800 para receber do governo do Estado e a administração diz que não tem dinheiro. E eu, como fico? Se fosse para descontar, seria rápido. Sr. governador, pague decentemente os educadores, e pague logo o que deve, pois para a Arena da Copa teve dinheiro. Mas para pagar uma micharia, não tem. Foto: Firmino Caetano Junior. Simone Barros. Recife/PE
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13 de fevereiro de 2013
Médicos e seus diplomas
Desde que no Brasil a meritocracia foi substituída pelo apadrinhamento e pelas cotas isso e aquilo, eu receio que muitos dos futuros profissionais que se formarão em nossas universidades não se destaquem pela competência. Mas pior que isso é a intenção do governo de facilitar a validação dos diplomas de Medicina obtidos no exterior (em Cuba, Bolívia , Argentina etc) por alunos brasileiros, visto que nos exames já efetuados anteriormente eles foram reprovados na sua quase totalidade, a atestar o descompasso de qualidade dos cursos ministrados no Brasil e nestes países. Querer agora aprová-los "à pulso" como se costuma dizer, é criar uma injustiça gritante com os médicos formados no Brasil e rebaixar ainda mais o nível do atendimento à saúde dos brasileiros. A se confirmar esta intenção do governo, daqui para frente eu vou prestar muita atenção na hora de ser atendida por qualquer médico, seja ele particular, de convênio ou mesmo do SUS , pois a primeira informação que quero obter sobre ele é a origem de seu diploma. Foto: Firmino Caetano Junior. Mara Montezuma Assaf. São Paulo/SP.
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