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4 de fevereiro de 2026

Novo estudo abre caminho para tratamento de câncer do fígado e intestino

Um estudo publicado na revista Nature Genetics apontou uma descoberta que pode abrir caminho para novos tratamentos contra alguns tipos de câncer, especialmente os que afetam o fígado e o intestino.A pesquisa analisou genes presentes nesses órgãos e identificou que determinadas alterações genéticas favorecem o desenvolvimento do câncer em tecidos específicos. Os cientistas observaram falhas que podem funcionar como um tipo de “sinal de alerta”, indicando às células quando elas devem ou não se multiplicar.De acordo com o Daily Mail, os pesquisadores identificaram níveis elevados da proteína nucleofosmina (NPM1) em pacientes com câncer de fígado e de intestino. A NPM1 está associada ao controle do crescimento celular.O bloqueio dessa proteína pode representar uma estratégia promissora no tratamento da doença. “Como a NPM1 não é essencial para a saúde normal dos tecidos adultos, bloqueá-la pode ser uma forma segura de tratar certos tipos de câncer, como alguns tumores do intestino e do fígado que são difíceis de tratar”, explica Owen Sansom, um dos autores do estudo.

23 de janeiro de 2026

Após quatro anos de quimioterapia, mulher descobre que nunca teve câncer

Uma mulher de 70 anos foi indenizada em 500 mil euros (R$ 3,15 milhões) pela Justiça italiana após passar quatro anos submetida a quimioterapia agressiva para tratar um câncer que, mais tarde, se comprovou inexistente. O caso, revelado pela imprensa local, é resultado de um erro de diagnóstico ocorrido em um hospital universitário de Pisa, no início dos anos 2000, e deixou sequelas físicas e psicológicas permanentes.Segundo o jornal Corriere Fiorentino, tudo começou em 2006, quando a paciente, então com 42 anos,  realizou exames na unidade de saúde e recebeu o diagnóstico de linfoma terminal, um tipo grave de câncer do sistema linfático que afeta os intestinos. A partir daí, foi submetida a um tratamento considerado altamente invasivo.Entre janeiro de 2007 e maio de 2011, a italiana passou por ciclos intensos de quimioterapia e pelo uso prolongado de corticosteroides. O tratamento provocou um forte desequilíbrio hormonal, comprometeu o sistema imunológico e desencadeou quadros de depressão e ansiedade. Apenas em 2011, após a realização de uma biópsia óssea, os médicos constataram que a paciente nunca teve câncer. Diante da revelação, a mulher acionou a Justiça por negligência médica. Em primeira instância, recebeu uma indenização de 300 mil euros (R$ 1,89 milhão), valor que considerou insuficiente diante dos danos sofridos ao longo de anos de tratamento desnecessário. O caso voltou a ser analisado e, na última quinta-feira, o tribunal decidiu elevar a compensação para 500 mil euros (R$ 3,15 milhões).


23 de dezembro de 2025

Johnson & Johnson deve pagar 400 milhões de dólares a pacientes com câncer após uso de talco

Um júri da Califórnia determinou que a Johnson & Johnson pague uma indenização de US$ 40 milhões a duas mulheres que alegam que o talco fabricado pela companhia é responsável pelos seus casos de câncer de ovário. A empresa disse que irá recorrer da decisão. Os jurados da corte superior de Los Angeles determinaram que Mônica Kent tem direito a US$ 18 milhões, e Deborah Schultz e seu marido a US$ 22 milhões, após argumentos de que a Johnson & Johnson sabia havia anos que seus produtos à base de talco eram perigosos, mas não alertou os consumidores.Folhapress

28 de novembro de 2025

Diagnostico precoce do câncer de pênis pode evitar amputações

O que é o câncer de pênis, como ele aparece e quais são os fatores de risco? As questões são essenciais porque, embora seja um tipo de tumor raro, o diagnóstico precoce evita tratamentos muito agressivos, incluindo amputação.Segundo informações do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, o câncer de pênis afeta cerca de 1 a cada 100 mil homens. A doença costuma surgir como uma alteração na pele e pode estar associada ao vírus do papiloma humano.Nem toda lesão no pênis indica um tumor, mas qualquer mudança de cor, espessamento da pele, nódulo endurecido ou ferida que não cicatriza deve ser avaliada por um médico para descartar malignidade. O câncer costuma aparecer na glande ou na pele ao redor dela, mas pode surgir em qualquer região do pênis. À medida que avança, pode comprometer inicialmente os gânglios da virilha e, em estágios posteriores, atingir os gânglios pélvicos e até órgãos como fígado e pulmões Fatores de risco mais conhecidos:  câncer de pênis é mais comum em homens acima dos 50 anos, embora possa ocorrer em pessoas mais jovens. Entre os fatores que aumentam o risco estão:Infecção pelo vírus HPV,Fimose, quando o prepúcio é estreito e impede a exposição da glande,Inflamações crônicas, como balanite,Tratamentos dermatológicos na região com radiação ultravioleta,Tabagismo,Múltiplos parceiros sexuais,Início precoce da vida sexual,Higiene íntima inadequada, que favorece acúmulo de secreções e inflamação,A importância de diagnosticar cedo:Assim como em outros tipos de câncer, quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, maiores são as chances de cura. O tratamento busca remover o tumor preservando o órgão sempre que possível. Quando a doença está restrita à glande ou à pele, pode ser tratada com laser ou medicamentos tópicos.Nos casos mais avançados, em que o tumor é mais agressivo, pode ser necessária cirurgia para remover parte ou até todo o pênis, dependendo da extensão da doença.


22 de novembro de 2025

Mãe e filha de 4 anos descobrem ter câncer no mesmo dia

Arotina da família McRae, do Oregon, nos Estados Unidos, mudou completamente no mês passado, quando mãe e filho receberam diagnósticos de câncer no mesmo dia. Jake McRae conta que, até então, levava uma vida tranquila ao lado da esposa e dos três filhos. O susto começou quando Jamon, de apenas quatro anos, passou a reclamar de fortes dores de cabeça. O que parecia algo simples foi se agravando até que a família descobriu que o menino tinha um tumor no cérebro. Ele passou por uma cirurgia que durou mais de dez horas. Semanas depois veio o resultado final da biópsia: o tumor era maligno e agressivo. Agora, Jamon deve enfrentar uma segunda cirurgia, seis semanas de radioterapia diária e seis meses de quimioterapia. Ele também faz terapias para reaprender a andar e falar. Mas o choque não terminou aí. No mesmo dia em que receberam o diagnóstico do filho, Britney McRae, mãe das crianças, também recebeu notícias difíceis. Ela havia marcado uma consulta médica e descobriu que tinha neoplasia trofoblástica gestacional, uma condição rara associada a uma gravidez molar completa — situação em que, em vez de uma placenta, formam-se tumores devido a alterações genéticas. Britney iniciou o tratamento com quimioterapia. Jake relata a impotência diante da situação: “Sinto que não posso fazer nada por eles. Essa é a pior parte”. A família criou uma página de arrecadação para ajudar nos custos do tratamento de ambos e para apoiar Jake, que agora cuida sozinho das duas filhas mais velhas. No texto, os irmãos de Britney contam que “em apenas 24 horas, Britney e seu filho de 4 anos foram diagnosticados com câncer” e destacam que a casa, antes cheia de alegria, vive hoje um cenário inimaginável. 

7 de novembro de 2025

Sinais sutis do corpo podem indicar risco de câncer de mama

O câncer de mama é um dos tipos de câncer mais comuns entre mulheres no Brasil, mas muitas vezes sinais iniciais passam despercebidos. Alterações hormonais e metabólicas podem ser indicativas importantes de risco, e exames laboratoriais de rotina podem auxiliar na detecção precoce. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil terá 73.610 novos casos em 2025.“Pequenas mudanças no corpo, como alterações na pele, inchaços persistentes, irregularidades menstruais ou variações súbitas de peso, podem ser sinais sutis de que algo não está funcionando corretamente no organismo. Quando combinadas com exames laboratoriais, que avaliam níveis hormonais, glicemia, perfil lipídico e outros marcadores metabólicos, essas informações ajudam a identificar mulheres com maior risco de desenvolver câncer de mama,” explica Claudia Bis, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera Ribeirão.  Segundo a docente, a prevenção é a principal aliada na luta contra a doença. “Detectar alterações precoces aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento. Por isso, é fundamental que mulheres mantenham consultas médicas regulares, realizem exames de sangue de rotina e estejam atentas aos sinais do próprio corpo.”  Além dos exames laboratoriais, Claudia Bis ressalta a importância de hábitos de vida saudáveis para reduzir o risco. Entre eles, a docente enumera: alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do estresse e sono/repouso adequado contribuem para o equilíbrio hormonal e metabólico. “Observar sinais sutis, fazer exames periódicos e adotar um estilo de vida saudável são atitudes que podem salvar e trazer qualidade de vida. A conscientização e o acompanhamento contínuo são essenciais para a prevenção do câncer de mama”, finaliza a coordenadora. Com informações do site noticiasAoMinuto  

23 de outubro de 2025

Saiba como detectar os primeiros sinais do silencioso câncer de pâncreas

A morte do cantor norte-americano D’Angelo, de 51 anos, vítima de câncer de pâncreas, reacendeu o alerta sobre uma das doenças mais letais e silenciosas da atualidade. Embora possa afetar pessoas de qualquer idade, o tumor pancreático é mais frequente a partir dos 50 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria dos casos ocorre entre os 55 e 74 anos. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 11.490 novos casos de câncer de pâncreas em 2025, sendo 5.980 em homens e 5.510 em mulheres. Apesar de representar apenas 2,6% dos diagnósticos de câncer no país, é responsável por cerca de 4% das mortes por câncer, segundo o Ministério da Saúde. A taxa de sobrevivência média após cinco anos do diagnóstico é inferior a 10%, em grande parte devido à dificuldade de detecção precoce. O pâncreas é uma glândula localizada na parte superior do abdômen, atrás do estômago, com formato semelhante a uma vírgula. Ele desempenha funções essenciais, como a produção de enzimas que auxiliam na digestão e a regulação dos níveis de glicose no sangue por meio da liberação de insulina. De acordo com o centro médico norte-americano Mayo Clinic, o tipo mais comum da doença é o adenocarcinoma ductal pancreático, caracterizado pelo crescimento anormal de células nos ductos do pâncreas. O oncologista cirúrgico Chee-Chee Stucky explica que esse tipo de câncer costuma ser descoberto em estágios avançados, quando já se espalhou para outros órgãos, o que reduz as chances de cura. Sintomas mais comuns: Os sinais do câncer de pâncreas costumam ser sutis e facilmente confundidos com problemas digestivos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Entre os sintomas mais relatados estão: dor abdominal que se irradia para as costas,  perda de apetite e emagrecimento sem causa aparente,  pele e olhos amarelados (icterícia), fezes esbranquiçadas ou flutuantes, urina escura,  coceira na pele,  náuseas e fraqueza constante, diagnóstico recente de diabetes ou piora no controle da doença, dor e inchaço em braços ou pernas devido à formação de coágulos. O tratamento depende do estágio da doença e pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou uma combinação dessas abordagens. Especialistas alertam que, por ser um câncer silencioso, a prevenção e o diagnóstico precoce são os principais aliados. Manter uma alimentação equilibrada, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, controlar o peso e fazer exames regulares são medidas recomendadas para reduzir o risco. Se sintomas persistirem ou se houver histórico familiar da doença, a orientação é procurar um médico o quanto antes. Segundo o INCA, a detecção precoce aumenta significativamente as chances de sobrevida e melhora a resposta ao tratamento. Com informação do site NoticiasAoMinuto 

2 de outubro de 2025

Estudo revela hábito que pode triplicar risco de câncer de pâncreas

Um estudo publicado no JAMA Oncology revela que uma má higiene oral diária pode triplicar o risco de desenvolver câncer de pâncreas. Em causa estão bactérias e fungos que, quando acumulados na boca, aumentam a probabilidade de surgimento da doença. "Está mais claro do que nunca que escovar os dentes e usar fio dental pode não apenas ajudar a prevenir doenças periodontais, mas também proteger contra o câncer", afirmou Richard Hayes, um dos responsáveis pela pesquisa. O estudo acompanhou mais de 122 mil pessoas ao longo de cerca de nove anos, identificando 24 espécies de bactérias e fungos capazes de aumentar ou reduzir o risco da doença. Entre elas, Porphyromonas gingivalis, Eubacterium nodatum, Parvimonas micra e o gênero Candida foram os mais associados ao aumento de risco. "Ao traçar o perfil das populações bacterianas e fúngicas na boca, os oncologistas podem identificar aqueles que mais precisam de exames para o câncer de pâncreas", explicou Jiyoung Ahn, outro dos autores. Os pesquisadores alertam que as conclusões não apontam uma relação direta de causa e efeito, mas uma correlação entre a presença de certos microrganismos e a probabilidade de desenvolver câncer. Outro fator de risco importante é o tabagismo. Segundo estudo da Universidade de Michigan, publicado na revista Cancer Discovery, substâncias químicas presentes no cigarro podem ligar-se às células e estimular a produção da proteína interleucina-22, que favorece a proliferação agressiva dos tumores pancreáticos. "Isto mudou drasticamente a maneira como os tumores se comportam. Cresceram muito e espalharam-se por todo o corpo. Foi realmente dramático", destacou Timothy L. Frankel, um dos responsáveis. No Brasil, o câncer de pâncreas corresponde a cerca de 2% de todos os casos de câncer e 4% das mortes pela doença. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima quase 11 mil novos diagnósticos por ano no país. Devido à falta de sintomas específicos em fases iniciais, o diagnóstico costuma ser tardio, dificultando o tratamento e reduzindo as chances de cura. Além da higiene oral e do tabagismo, fatores como obesidade, histórico familiar, diabetes tipo II e dietas pobres em fibras, frutas e verduras também aumentam o risco.

 

22 de agosto de 2025

Simony se diz 'grata' em fala sobre superação de câncer de intestino

Simony, 49, reconheceu que o câncer de intestino, diagnosticado em julho de 2022 durante exames de rotina, mudou sua perspectiva de vida. A cantora lembrou ter passado por várias sessões de quimioterapia e radioterapia até chegar a remissão em janeiro de 2023. Atualmente, seguindo tratamento com imunoterapia, ela diz que é considerada pelos médicos como uma "exceção da medicina". "Estou ótima. Vejo que sou muito abençoada, Deus é incrível comigo. Sou grata. Deus é que faz essas coisas. Realmente, sou uma exceção mesmo", declarou em entrevista à Quem. : "Acho que tudo é possível se você crer. Minha história serve para mostrar isso", acrescentou. A cantora também comentou a morte de Preta Gil (1974-2025), vítima de câncer de intestino em julho de 2025. As duas se aproximaram após compartilharem diagnósticos semelhantes, e Simony lamentou a perda da amiga: "É bem triste. Adorava muito ela Infelizmente aconteceu, mas Preta descansou, vejo assim". Ela revelou ainda que não conseguiu participar do velório: "Não fui em velório, não fui em nada, porque não Após enfrentar a doença, Simony afirma que passou a priorizar o autocuidado e a aproveitar a vida: "Realizo todos os meus desejos, todos os meus sonhos. Saio para jantar com amigos, vou a teatros, viajem Tudo o que quero fazer, eu faço". Folhapress 

18 de agosto de 2025

Estudo revela ligação forte entre hábito comum e câncer de pâncreas

Beber álcool regularmente pode aumentar de forma significativa o risco de câncer de pâncreas, um dos tipos mais letais da doença, alerta um novo estudo que pode ajudar a explicar o motivo. A pesquisa, conduzida por cientistas em Miami, nos Estados Unidos, mostrou que o consumo elevado de álcool danifica as células do pâncreas responsáveis pela produção de enzimas digestivas. Esse dano provoca inflamação no órgão, que desempenha papel fundamental na digestão e no controle dos níveis de açúcar no sangue. Com o tempo, essa inflamação pode gerar lesões pré-cancerosas que, associadas a uma mutação no gene Ras — responsável pelo controle do crescimento celular —, podem evoluir para o câncer pancreático. Nos experimentos, os pesquisadores observaram que a combinação de álcool e uma molécula pró-inflamatória provocou sintomas semelhantes aos da pancreatite induzida pelo álcool, desencadeando lesões e, posteriormente, o próprio câncer. O estudo também revelou que a desativação do gene CREB, que atua como um “controlador mestre” reprogramando células saudáveis em células anormais, impediu a formação de lesões pré-cancerosas e cancerosas. O coautor do estudo, Nipun Merchant, cirurgião em Miami, revelou que acredita que essas descobertas "abrem caminhos" para a prevenção futura do câncer pancreático O câncer de pâncreas está entre os mais agressivos, com baixas taxas de sobrevivência. Nos Estados Unidos, dependendo do estágio da doença, a taxa de sobrevida em cinco anos pode variar de 3% a 44%. Detectá-lo precocemente é essencial, mas os sintomas costumam ser sutis e fáceis de ignorar, como perda de peso, fadiga, dor abdominal, alterações intestinais e icterícia (pele e olhos amarelados). O consumo excessivo de álcool é geralmente definido como oito ou mais doses por semana para mulheres e 15 ou mais para homens. Pessoas com esse padrão de consumo e mutações genéticas específicas podem estar em risco significativamente maior. 

2 de agosto de 2025

Câncer silencioso está aumentando e mulheres negras enfrentam maior risco

No início deste ano, a Best Life informou que os casos de câncer de mama, câncer colorretal e câncer renal estavam aumentando nos EUA. Também houve um crescimento nas taxas de câncer do colo do útero, especialmente entre mulheres com mais de 65 anos — grupo que apresenta maior risco de desenvolver câncer uterino, segundo um novo estudo. O câncer de útero é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres, de acordo com a Sociedade Americana do Câncer. Mas o que é ainda mais preocupante é que a mortalidade associada à doença também está em alta — e certas mulheres enfrentam um risco maior do que outras. Existem dois tipos de câncer de útero: carcinoma endometrial e sarcoma uterino. Entre os dois, o carcinoma endometrial é o mais comum, representando 95% de todos os diagnósticos de câncer de útero, segundo a Cleveland Clinic. Ele atinge o sistema reprodutivo e ocorre quando há alterações nas células do revestimento interno do útero, fazendo com que elas “cresçam e se multipliquem de forma descontrolada”. No caso do sarcoma uterino, células mutadas se desenvolvem na parede muscular do útero. Esse tipo de câncer é bem mais raro. Embora o carcinoma endometrial e o sarcoma uterino se desenvolvam em áreas diferentes do útero, compartilham os mesmos fatores de risco: desequilíbrio entre os hormônios estrogênio e progesterona, síndrome dos ovários policísticos (SOP), terapia de reposição de estrogênio (TRE) e menstruação precoce. Outros fatores incluem obesidade, dieta rica em gordura e diabetes. Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos EUA, o câncer de útero é mais frequentemente diagnosticado em mulheres entre 55 e 64 anos e representa 3,4% de todos os novos casos de câncer no país. As taxas ajustadas por idade para novos casos têm aumentado, em média, 0,7% ao ano desde 2013. Estima-se que 69.120 mulheres serão diagnosticadas com câncer de útero em 2025. Mulheres negras são consideradas de alto risco. Mulheres negras: 86,9 casos por 100 mil (em comparação com 56,8 por 100 mil em 2018). Folhapress 

25 de julho de 2025

Preta Gil alerta sobre fezes em formato de 'fita'

Em uma entrevista concedida em 2023 ao programa Mais Você, da TV Globo, a cantora Preta Gil, que morreu no domingo (20), compartilhou os primeiros sintomas que a levaram a desconfiar de um problema de saúde. Na conversa com a apresentadora Ana Maria Braga, ela descreveu alterações no funcionamento do intestino, como prisão de ventre prolongada e mudanças no formato das fezes. "Isso é uma coisa muito importante de falar porque a gente normaliza muitas coisas no nosso dia a dia por conta de correria, de priorizar o trabalho e a saúde fica em segundo plano", afirmou Preta. A artista relatou que ficou cerca de 10 dias sem evacuar e, quando conseguia, observava sangue, muco e fezes com formato achatado. “Ela saía achatada e eu olhava aquilo e achava normal, não liguei”, disse. Segundo Preta, o formato das fezes tinha relação com a localização do tumor. O câncer, localizado no reto — parte final do intestino —, pressionava a passagem das fezes, causando a aparência "em fita". Médicos destacam que esse sintoma pode indicar diferentes condições, e a avaliação profissional é essencial. A cantora contou ainda que começou a apresentar outros sinais, como picos de pressão alta e dores de cabeça frequentes. “Tanto que na primeira internação que eu tive, o diagnóstico foi uma cefaleia e me indicaram procurar um neurologista”, relatou. No dia seguinte, Preta Gil teve um episódio mais grave. Após ir ao banheiro, notou sangramento intenso. “Não era pouco, era muito sangue. Comecei a me sentir mal, tive um desmaio, me levaram às pressas para o hospital e quando cheguei na emergência, os médicos já pediram exames como tomografia e ressonância e na primeira tomografia já apareceu o tumor.” Ela destacou que não chegou a realizar uma colonoscopia, exame indicado para identificar alterações no intestino grosso e que pode ajudar na prevenção e diagnóstico precoce de doenças, como o câncer. “É um exame muito importante, indicado para todo mundo a partir dos 45 anos e se você tem algum caso na família de câncer no intestino. Na colonoscopia, que não é um exame muito acessível, você descobre os pólipos e tira na hora, no próprio exame, porque ele pode virar um câncer.” Preta também alertou sobre o aumento dos casos de câncer colorretal no país. O tipo de câncer que a acometeu é o terceiro mais comum entre homens e mulheres no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma e dos de mama (entre mulheres) e próstata (entre homens). Site Fama ao minuto  

12 de junho de 2025

Preta Gil inicia tratamento experimental contra o câncer dos Estados Unidos

 

Preta Gil começou oficialmente uma nova etapa em seu tratamento contra o câncer nesta terça-feira (10). Nos Estados Unidos há quase um mês, a cantora foi aprovada para participar de um programa experimental de tratamento. Antes disso, passou por exames e consultas no Virginia Cancer Institute, em Washington, e no Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York, instituições reconhecidas mundialmente na área de oncologia. A cantora chegou aos Estados Unidos no dia 12 de maio, acompanhada de amigos, após esgotar as opções de tratamento no Brasil. Em março, durante participação no programa Domingão com Huck, ela explicou que a quimioterapia realizada no Brasil não trouxe os resultados esperados, o que motivou a busca por alternativas internacionais, incluindo estudos e medicamentos ainda não disponíveis no país. Em dezembro do ano passado, Preta passou por uma cirurgia de 21 horas no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O procedimento incluiu a remoção de parte do sistema digestivo e linfático, retirada de seis tumores, peritonectomia e quimioterapia intraperitoneal. Após quase dois meses internada, a artista recebeu alta em fevereiro e participou do Carnaval em Salvador. No entanto, precisou ser internada novamente por conta de uma infecção urinária. Em suas redes sociais, Preta tem compartilhado atualizações sobre sua saúde e agradecido o apoio que recebe. “Vou me fortalecendo fisicamente e espiritualmente, recebendo muito amor. Amo todos vocês, obrigada por todas as mensagens diárias, orações e energia positiva. Vocês me curam”, disse recentemente. A cantora segue otimista em relação à nova etapa de sua jornada de recuperação. Fonte: Site fama ao Minuto

3 de maio de 2025

Câncer renal: tumor apresenta sinais somente em estágios avançados

Segundo relatório da Sociedade Americana do Câncer, o número de casos de câncer no mundo pode aumentar em 77% até 2050. Quando o assunto é câncer renal, os desafios na prevenção e diagnóstico são ainda maiores. Segundo o Observatório Global de Câncer da OMS, o ano de 2022 registrou mais de 400 mil diagnósticos de câncer de rim e 155 mil óbitos pela doença. “Infelizmente, o câncer de rim costuma ser silencioso e, quando apresenta sintomas, geralmente já está em estágio avançado” , explica a oncologista especialista em tumores urológicos, Dra. Ana Paula Cardoso, que reforça que alguns dos principais sintomas são sangue na urina, dor lombar e aumento de volume abdominal. No mês que marca o Dia Mundial do Rim (13/3), a especialista destaca cinco fatos sobre o câncer renal, com o objetivo de chamar atenção para a doença, bem como para a relevância do cuidado adequado após a confirmação do diagnóstico. Confira: 1- Tabagismo é o principal fator de risco. 2- É mais frequente a partir dos 50 anos de idade e mais prevalente em homens. 3- Muitos casos são descobertos acidentalmente. 5- Hábitos saudáveis são indispensáveis.  

20 de abril de 2025

Câncer foi a segunda principal causa de morte no Brasil em 2024

O câncer é uma das principais causas de morte no Brasil. De acordo com o painel de monitoramento da mortalidade do Ministério da Saúde, até setembro de 2024, os tumores (neoplasias) de todas as naturezas foram a segunda principal causa de óbitos no país, com 157.747 mortes, ficando atrás apenas das doenças cardíacas. Porém, em algumas regiões do Brasil, o câncer já é a principal causa de morte. Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e a Universidade Federal de Uberlândia, analisou dados de 5.570 municípios brasileiros fornecidos pelo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) entre 2000 e 2019. Os resultados, publicados no The Lancet Regional Health – Américas, mostram que, nesse período, as taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares caíram em 25 dos 27 estados, enquanto as de câncer cresceram em 15. O número de municípios onde o câncer é a principal causa de morte quase dobrou, passando de 7% para 13%. O Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, celebrado em 8 de abril, tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. O coordenador do setor de oncologia da Santa Casa de São José dos Campos, André Prestes, destaca que fatores como envelhecimento populacional, estilo de vida, sedentarismo e obesidade influenciam o aumento dos casos. "Adotar uma rotina saudável é fundamental e pode reduzir o risco de desenvolver a doença em até 30%", afirma.Entre os principais tipos de câncer, destacam-se os do sistema digestivo, responsáveis por um terço das vítimas (51.337 mortes). Os cânceres de cólon (9.942), estômago (8.964) e pâncreas (8.481) estão entre os mais comuns. Embora exames de rastreamento, como a colonoscopia, estejam disponíveis, muitos casos de câncer de cólon e estômago ainda são diagnosticados tardiamente devido à ausência de sintomas evidentes nas fases iniciais. O câncer de pâncreas, por sua vez, evolui de forma silenciosa e apresenta sintomas apenas em estágios avançados. Além disso, sua localização dificulta o diagnóstico precoce, resultando em uma taxa de sobrevida reduzida. Fora do sistema digestório, o câncer de pulmão e de órgãos do sistema respiratório é o mais letal, com 22.853 mortes registradas ao longo do ano. Já os tipos mais incidentes variam conforme o gênero: o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, enquanto o de próstata lidera entre os homens.

 

6 de abril de 2025

Câncer de intestino: conheça sinais que exigem atenção médica

O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, é uma das formas mais comuns da doença no Brasil — e também uma das que mais crescem entre pessoas com menos de 50 anos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de mais de 45 mil novos casos por ano no país. Diante desse cenário, médicos reforçam a importância de reconhecer os sinais de alerta. A gastroenterologista Jéssica Cronemberger usou suas redes sociais para listar cinco sintomas que merecem atenção especial e podem indicar a presença da doença. “Ao primeiro sinal de que algo está errado, desconfie e procure um especialista”, alertou a médica em publicação no Instagram. Veja os sinais que podem indicar câncer de intestino: Presença de sangue nas fezes, Perda de peso sem causa aparente, Emagrecimento súbito, Anemia inexplicável, Alteração no hábito intestinal, Dor abdominal recorrente 

5 de abril de 2025

Estudo aponta que estress crônico pode elevar risco de AVC em mulheres

Um estudo publicado na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, revelou que mulheres que vivem sob estresse crônico têm um risco 78% maior de sofrer acidente vascular cerebral (AVC). A pesquisa, do Hospital Universitário de Helsinque, na Finlândia, e do Instituto Karolinska, na Suécia, analisou a relação entre o estresse prolongado e a ocorrência de AVC isquêmico, o tipo mais comum, causado pela obstrução de uma artéria no cérebro, representando, por exemplo, em torno de 85% dos casos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Os pesquisadores avaliaram 426 pacientes, com idades entre 18 e 49 anos, que sofreram um AVC sem causa aparente, e compararam-as com outras 426 pessoas da mesma faixa etária que não tiveram derrame. Todas responderam a questionários sobre seus níveis de estresse no mês anterior ao evento. As pontuações variavam de 0 a 40, sendo classificadas em três níveis: baixo (0 a 13), moderado (14 a 26) e alto (27 a 40). 

8 de março de 2025

Musico famoso revela câncer de pâncreas

O guitarrista dos Titãs, Tony Bellotto, anunciou no último dia 3, que fará uma pausa na carreira após ser diagnosticado com um tumor no pâncreas. A descoberta ocorreu durante exames de rotina, e o músico passará por cirurgia nos próximos dias. Em comunicado nas redes sociais, Bellotto afirmou estar "tranquilo e confiante" para enfrentar o tratamento. O câncer de pâncreas é um tumor maligno que se desenvolve no órgão responsável pela liberação de enzimas no processo de digestão. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), essa neoplasia representa cerca de 2% de todos os tipos de câncer no Brasil, sendo responsável por aproximadamente 4% do total de mortes por câncer no país. A doença geralmente é silenciosa em seus estágios iniciais, o que contribui para diagnósticos tardios e altas taxas de mortalidade. Entre os fatores de risco estão o tabagismo, sobrepeso ou obesidade, diabetes, pancreatite crônica e exposição a determinados agentes químicos. Sintomas como fraqueza, perda de peso, falta de apetite, dor abdominal e nas costas, urina escura e icterícia podem surgir à medida que o tumor avança. Bellotto, de 64 anos, é membro fundador dos Titãs e contribuiu significativamente para o rock brasileiro desde os anos 1980. Durante seu afastamento, a banda seguirá com a agenda de shows acompanhada pelo músico Alexandre de Orio. Folhapress 

13 de fevereiro de 2025

Seis tipos de câncer que podem ser prevenidos

Cerca de 40% dos casos de câncer poderiam ser prevenidos evitando fatores de risco, geralmente associados a comportamento e alimentação. A informação é da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A cada ano, conforme o National Cancer Institute (NCI), são registrados 20 milhões de novos casos de câncer no mundo e 9,7 milhões resultam em mortes. E as projeções não são otimistas, o NCI estima que até 2040 o número de novos casos de câncer por ano aumente para 29,9 milhões e 15,3 milhões de mortes. E fevereiro é uma oportunidade de difundir informações sobre prevenção e controle da doença, uma vez que traz várias datas consigo: dia 4 é o Dia Mundial de Combate ao Câncer; dia 05 é o Dia Nacional da Mamografia; e dia 15 é o Dia Mundial de Luta contra o Câncer na Infância. Compreender que a mudança de alguns hábitos pode significar a proteção contra uma doença tão agressiva é essencial para mudar a realidade. O médico oncologista André Sasse, do Vera Cruz Oncologia, em Campinas (SP), explica que 1/3 das mortes pela patologia tem o tabagismo como principal causa externa; que 30% dos tipos são decorrentes de maus hábitos alimentares e obesidade; 5% são causados pelo consumo de bebida alcoólica; e 5% são causados por vírus para os quais existem vacinas. O quê você pode fazer para se prevenir contra certos tipos de câncer? Confira as orientações do especialista: Pulmão – os principais cuidados devem ser evitar o tabagismo, evitar a exposição ao fumo passivo, não se expor a substâncias nocivas como amianto, radônio, arsênio e poluição sem os devidos mecanismos de proteção (especialmente no ambiente de trabalho). Bexiga – evitar o tabagismo, ingerir bastante água, evitar exposição a produtos químicos nocivos, como substâncias usadas em tintas, borracha e couro (somente com o uso de proteção); atende à presença de sangue na urina ou vontade de urinar com frequência. Pele – usar protetor solar e evitar a exposição excessiva ao sol. Colo de Útero – tomar a vacina contra o HPV, realizar exames regulares (Papanicolau) e usar preservativo nas relações sexuais. Fígado – vacina contra hepatite B, evitar consumo excessivo de álcool, não usar anabolizantes e tratar infecções hepáticas. Esôfago – evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. 

12 de fevereiro de 2025

Câncer em jovens é um desafio crescente no Brasil

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que em 2025 o país registrara cerca de 700 mil novos casos de câncer, com os tumores de mama se mantendo como o mais comum entre mulheres e o de próstata entre os homens, porém nódulos de intestino vem registrando crescimento preocupante em prevalecia, inclusive entre adultos jovens. Quando ampliamos o mapa e analisamos a América Latina o cenário é igualmente alarmante. Estudos do Global Cancer Observatory, vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que o câncer colorretal é responsável por 15% da incidência da doença em pessoas com menos de 50 anos na região. Segundo o Dr. Thiago Jorge, Coordenador do Setor de Tumores Gastrointestinais do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, “os tumores de intestino têm aparecido em idades cada vez mais precoces, e isso é um dado alarmante. Muitas vezes, o diagnóstico é feito de forma tardia porque ainda há uma percepção equivocada de que jovens não estão suscetíveis a esse tipo de doença.” O oncologista ainda ressalta que tumores de pâncreas, fígado e nas vias biliares também têm se tornado mais comuns nos últimos anos e merecem ter uma atenção geral da população. Fatores como histórico familiar, obesidade, sedentarismo e alimentação rica em ultraprocessados estão entre as principais causas atribuídas ao crescimento de casos. Além disso, a exposição prolongada a poluentes, microplásticos, resíduos tóxicos e substâncias químicas presentes em pesticidas, por exemplo, está cada vez mais associada a alterações genéticas e ao surgimento de tumores. Folhapress