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7 de janeiro de 2026

Anvisa libera estudo com medicamentos para lesões na medula espinhal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do estudo clínico para avaliar a segurança do uso do medicamento polilaminina no tratamento do trauma raquimedular agudo, que é uma lesão da medula espinhal ou coluna vertebral.No anúncio feito, nesta segunda (5), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a pesquisa será um marco importante para quem sofreu uma lesão medular e também para as suas famílias.“Cada avanço científico é sempre uma nova esperança renovada”, disse Padilha.O ministro considera que o produto é uma inovação radical e com tecnologia 100% nacional. Os estudos com polilaminina são desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.Segundo Padilha, a pesquisa já apresentou resultados promissores na recuperação de movimentos. Nesta primeira fase, o estudo da polilaminina foi realizado em cinco pacientes voluntários com lesões agudas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10. Fonte: Ministério da saúde

6 de novembro de 2025

Hospital é premiado em Congresso Brasileiro

Um estudo científico desenvolvido no Hospital das Clínicas da UFPE que reforça a importância da avaliação de mecanismos não inflamatórios de dor e da qualidade do sono para um manejo mais abrangente e centrado em pacientes com espondiloartrite axial foi premiado com o segundo lugar no 18º Congresso Brasileiro de Clínica Médica, realizado no Centro de Convenções de Pernambuco, em outubro. O HC é uma unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. “Essa linha de pesquisa ajuda a enxergar o paciente de forma mais integral, considerando não apenas a inflamação, mas também fatores neurobiológicos e psicossociais que influenciam o sofrimento. Receber esse reconhecimento em um congresso nacional reforça a relevância do tema e o compromisso do nosso grupo em produzir ciência que tenha impacto direto na prática clínica e na qualidade de vida das pessoas”, explica a médica clínica do HC, Jennifer Lopes, autora do estudo, ao lado de Nathaly Andrade, Aline Ranzolin, Nara Gualberto e Claudia Marques. O trabalho intitulado “Além da Inflamação: Sensibilização Central, Catastrofização da Dor e Distúrbios do Sono como Determinantes de Desfechos Clínicos na Espondiloartrite Axial” avaliou 150 pacientes do ambulatório de reumatologia do HC. A espondiloartrite axial é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta principalmente a coluna e pode causar dor persistente, rigidez e limitação funcional. “Esses sintomas, quando mantidos por longos períodos, têm grande impacto físico, emocional e social. Melhorar a qualidade de vida desses pacientes exige uma abordagem multidimensional que associe o controle da inflamação com o manejo adequado da dor, incentivo à atividade física, suporte psicológico e estratégias de educação em saúde. É um cuidado contínuo e integrado, voltado não apenas à doença, mas à pessoa como um todo”, comenta Jennifer Lopes. A equipe de pesquisadoras do HC analisou a associação entre sensibilização central (quando o sistema nervoso central se torna hipersensível, processando sinais de dor de forma exagerada e mantendo a sensação mesmo após a lesão inicial ter sido resolvida), catastrofização da dor (o processo cognitivo de amplificar negativamente a dor real ou antecipada) e distúrbios do sono com desfechos clínicos em pacientes com espondiloartrite axial, incluindo atividade de doença, funcionalidade e qualidade de vida. “Estudar a sensibilização central na espondiloartrite axial é fundamental porque amplia a nossa compreensão sobre os mecanismos que contribuem para a dor crônica e para a carga de doença desses pacientes”, finaliza Jennifer Lopes. Comunicação Hospital das clinicas de Pernambuco  

9 de outubro de 2025

Estudo com dados de 101 países aponta danos do álcool à saúde

Um novo estudo de pesquisadores canadenses analisou os resultados de 13 pesquisas anteriores, com dados de 101 países, e reforçou os perigos do álcool para a saúde mental e sua contribuição para casos extremos de auto agressão. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil neste Setembro Amarelo apontam a necessidade de acolhimento e escuta de pessoas que atravessam questões de saúde mental e situações de sofrimento, além de uma perspectiva de redução de danos para a diminuição da ingestão de álcool e políticas públicas que desestimulem esse consumo. Os pesquisadores apontam que, nos países estudados, cada litro no consumo médio de álcool nas populações está associado a um crescimento de 3,59% na taxa de mortes por suicídio a cada 100 mil habitantes, segundo meta-análise publicada em uma das revistas da Associação Médica Americana. A pesquisa defende que essas mortes podem ser evitadas “por meio de uma combinação de intervenções em nível individual e populacional”, e que os dados podem ajudar a formular políticas públicas de prevenção, relacionadas ao consumo de álcool. A psiquiatra Alessandra Dielh, integrante do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas, também investigou o tema durante o seu mestrado. Ao entrevistar pessoas internadas após uma tentativa de suicídio, ela identificou que 21% delas ingeriram álcool antes da autoagressão. “Muitas delas não eram alcoolistas, propriamente ditas, mas o consumo de álcool era como um disparador para a tentativa. E entre aqueles que realmente têm dependência, essa associação também foi significativa”, complementa. De acordo com a diretora da Associação Brasileira de Psiquiatria, Miriam Gorender, isso demonstra a amplitude dos efeitos danosos do álcool sobre a saúde mental: “Não é só a dependência em si, mas o próprio uso agudo do álcool vai agindo ao longo do tempo, e o que ele corrói não volta. Ele provoca sequelas e um sem número de complicações, incluindo a alteração do funcionamento cerebral".  "Um efeito fundamental do álcool é que ele é um depressor do sistema nervoso central. Se a pessoa tem alguma tendência à depressão e faz uso abusivo do álcool, aumenta o risco de desencadear uma depressão. Se a pessoa já tiver depressão, então, ela vai piorar”, explica a psiquiatra. No entanto, Miriam explica que muitas pessoas são enganadas pelo efeito estimulante e relaxante inicial do álcool e demoram a perceber os efeitos do rebote.  

2 de outubro de 2025

Estudo revela hábito que pode triplicar risco de câncer de pâncreas

Um estudo publicado no JAMA Oncology revela que uma má higiene oral diária pode triplicar o risco de desenvolver câncer de pâncreas. Em causa estão bactérias e fungos que, quando acumulados na boca, aumentam a probabilidade de surgimento da doença. "Está mais claro do que nunca que escovar os dentes e usar fio dental pode não apenas ajudar a prevenir doenças periodontais, mas também proteger contra o câncer", afirmou Richard Hayes, um dos responsáveis pela pesquisa. O estudo acompanhou mais de 122 mil pessoas ao longo de cerca de nove anos, identificando 24 espécies de bactérias e fungos capazes de aumentar ou reduzir o risco da doença. Entre elas, Porphyromonas gingivalis, Eubacterium nodatum, Parvimonas micra e o gênero Candida foram os mais associados ao aumento de risco. "Ao traçar o perfil das populações bacterianas e fúngicas na boca, os oncologistas podem identificar aqueles que mais precisam de exames para o câncer de pâncreas", explicou Jiyoung Ahn, outro dos autores. Os pesquisadores alertam que as conclusões não apontam uma relação direta de causa e efeito, mas uma correlação entre a presença de certos microrganismos e a probabilidade de desenvolver câncer. Outro fator de risco importante é o tabagismo. Segundo estudo da Universidade de Michigan, publicado na revista Cancer Discovery, substâncias químicas presentes no cigarro podem ligar-se às células e estimular a produção da proteína interleucina-22, que favorece a proliferação agressiva dos tumores pancreáticos. "Isto mudou drasticamente a maneira como os tumores se comportam. Cresceram muito e espalharam-se por todo o corpo. Foi realmente dramático", destacou Timothy L. Frankel, um dos responsáveis. No Brasil, o câncer de pâncreas corresponde a cerca de 2% de todos os casos de câncer e 4% das mortes pela doença. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima quase 11 mil novos diagnósticos por ano no país. Devido à falta de sintomas específicos em fases iniciais, o diagnóstico costuma ser tardio, dificultando o tratamento e reduzindo as chances de cura. Além da higiene oral e do tabagismo, fatores como obesidade, histórico familiar, diabetes tipo II e dietas pobres em fibras, frutas e verduras também aumentam o risco.

 

21 de setembro de 2025

Wegovy, Ozempic e Mounjaro alteram sabor dos alimentos, diz pesquisa

Um novo estudo revelou que alguns medicamentos usados para a perda de peso podem alterar o paladar. A pesquisa concluiu que Wegovy, Ozempic e Mounjaro podem modificar a forma como os alimentos são percebidos, efeito que ocorre devido a mudanças no cérebro e também nas papilas gustativas. O estudo, conduzido pela Universidade de Bayreuth, na Alemanha, avaliou 411 pessoas e mostrou que as injeções aumentam a sensibilidade ao doce e ao salgado. Uma em cada cinco pessoas relatou perceber essa alteração ao consumir alimentos. Segundo Othmar Moser, um dos autores do estudo, esses medicamentos atuam não apenas nas áreas do intestino e do cérebro que controlam a fome, mas também nas células responsáveis pelo paladar e nas regiões cerebrais que processam os sabores. Isso pode intensificar a percepção de sabores fortes e, consequentemente, influenciar o apetite. A investigação identificou que 21,3% dos participantes que usavam as injeções sentiram os alimentos mais doces e 22,6% perceberam maior intensidade no salgado. No grupo que utilizava o Wegovy, 26,7% não notaram alterações. Entre os usuários de Ozempic e Mounjaro, apenas 16,2% e 15,2%, respectivamente, disseram não sentir diferenças no sabor. Moser explica que mudanças no paladar podem afetar a atratividade dos alimentos e, assim, interferir no controle do apetite. No entanto, fatores como metabolismo e condições de longo prazo também são determinantes para a eficácia desses medicamentos na perda de peso. O estudo foi apresentado no congresso anual da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes, em Viena, e publicado no periódico Diabetes, Obesity and Metabolism. Folhapress 

Estudo revela intervalo ideal entre refeições para reduzir o risco de morte

Um novo estudo publicado na revista Aging Cell revelou que o intervalo entre as refeições pode influenciar diretamente a longevidade. A pesquisa apontou que manter uma janela moderada de alimentação, entre 11 e 12 horas por dia, está relacionado a uma redução no risco de mortalidade. Segundo os pesquisadores, intervalos mais curtos, inferiores a oito horas, elevaram o risco de morte em até 34% em comparação ao grupo de referência. Já janelas mais longas, acima de 15 horas, aumentaram o risco em cerca de 25%. Entre as mulheres, os efeitos negativos foram ainda mais evidentes em períodos mais restritos de alimentação, enquanto nos homens a diferença não foi significativa. Dietas com limitação de horários, quando aplicadas de forma moderada, mostraram benefícios como melhora nos níveis de glicose e lipídios, menor estresse e maior saúde cardiovascular. Por outro lado, a restrição excessiva pode trazer mais prejuízos que vantagens. Outro estudo, publicado na revista Communications Medicine, também associou o atraso no horário do café da manhã a problemas físicos e psicológicos, como fadiga, ansiedade, depressão e até maior risco de morte precoce. A cada hora de atraso, o risco aumentava em cerca de 10%. Para os especialistas, ajustar a rotina de alimentação pode ser uma forma simples e não farmacológica de contribuir para um envelhecimento mais saudável, especialmente em populações idosas mais vulneráveis a doenças crônicas e declínio funcional. 

22 de agosto de 2025

Discos solares podem voar em Marte com técnica inédita de levitação

Um estudo publicado na revista Nature apresentou minúsculos objetos voadores, semelhantes a discos, capazes de se sustentar no ar apenas com energia solar, explorando um fenômeno chamado fotoforese. Segundo o ScienceNews, a fotoforese ocorre quando a luz aquece um objeto e cria fluxo de gás ao redor dele, especialmente em condições de baixa pressão. O trabalho foi conduzido pelo físico Benjamin Schafer e sua equipe, que defendem o uso dessa tecnologia em futuras missões de exploração planetária, como em Marte.Em laboratório, os pesquisadores conseguiram fazer os protótipos levitarem em condições simuladas de baixa pressão. Cada disco é formado por duas pequenas placas: a superior, transparente, e a inferior, que absorve a luz solar. A diferença de temperatura gera movimento ascendente do gás, criando força suficiente para suspender objetos com menos de um miligrama. Embora os testes sejam promissores, os dispositivos ainda estão em fase inicial e levará tempo até que possam ser usados em missões reais no chamado "Planeta Vermelho". Folhapress 

1 de agosto de 2025

Estudo descobre que dormir demais aumenta o risco de morte

Notícias e postagens nas redes sociais nos lembram constantemente de que deveríamos dormir mais. Provavelmente, você já ouviu isso várias vezes: dormir pouco faz mal para o cérebro, para o coração e para a saúde em geral — sem falar na pele e no desejo sexual. Mas e quando o assunto é dormir demais? Relatos recentes indicam que dormir mais de nove horas por noite pode, na verdade, ser pior para a saúde do que dormir pouco. Afinal, de quanto sono realmente precisamos? E de que forma o excesso de sono pode afetar nossa saúde? Durante o sono, o corpo passa por processos fisiológicos fundamentais que permitem que tudo funcione corretamente quando estamos acordados. Isso inclui a recuperação muscular, a consolidação da memória e o equilíbrio emocional. A Sleep Health Foundation, principal organização sem fins lucrativos da Austrália dedicada à saúde do sono, recomenda que adultos durmam entre sete e nove horas por noite. Algumas pessoas, no entanto, funcionam bem com menos de sete horas — são os chamados "dormidores curtos naturais". Para a maioria das pessoas, porém, dormir menos do que sete horas tem impactos negativos. A curto prazo, uma noite mal dormida pode causar fadiga, mau humor, aumento do estresse e dificuldade de concentração no trabalho. A longo prazo, a privação de sono de qualidade se torna um fator de risco importante para vários problemas de saúde. Está ligada a doenças cardiovasculares (como infarto e AVC), distúrbios metabólicos (como diabetes tipo 2), questões de saúde mental (como depressão e ansiedade), certos tipos de câncer e até aumento no risco de morte. Fica claro que dormir pouco faz mal. Mas e dormir demais? Um estudo recente revisou dados de 79 pesquisas anteriores que acompanharam pessoas por pelo menos um ano, avaliando como a duração do sono influenciava o risco de doenças e de morte. Os pesquisadores observaram que quem dormia menos de sete horas por noite tinha 14% mais risco de morrer durante o período analisado, em comparação com pessoas que dormiam entre sete e oito horas. Isso confirma os já conhecidos efeitos negativos da má qualidade do sono. Porém, o estudo também mostrou que pessoas que dormiam mais de nove horas por noite tinham um risco 34% maior de morte do que aquelas que dormiam entre sete e oito horas. Uma análise semelhante feita em 2018, com dados de 74 estudos, também apontou um aumento de 14% no risco de morte entre quem dormia mais de nove horas. Outros estudos ligam o sono excessivo a problemas como depressão, dor crônica, ganho de peso e distúrbios metabólicos. Isso pode soar alarmante, mas é importante lembrar: esses estudos mostram apenas uma associação — não que dormir demais cause esses problemas ou a morte. Então, por que dormir demais está relacionado a problemas de saúde? Vários fatores podem influenciar essa relação. Pessoas com doenças crônicas frequentemente dormem mais, seja por cansaço, por efeitos colaterais de medicamentos ou por tentarem compensar noites mal dormidas. Também é comum que fatores como sedentarismo, obesidade e tabagismo estejam presentes nesses casos — todos ligados à má qualidade do sono. Ou seja, dormir demais pode ser consequência de um problema de saúde — e não a causa.

 

28 de julho de 2025

Hepatite C pode estar ligado a transtornos mentais, diz novo estudo

Um estudo da Universidade Johns Hopkins, publicado na revista Translational Psychiatry, identificou uma possível relação entre o vírus da hepatite C (VHC) e doenças psiquiátricas graves, como esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão profunda. Segundo os pesquisadores, traços do vírus foram encontrados no revestimento protetor do cérebro — o plexo coroide — em amostras post-mortem de pacientes diagnosticados com esses distúrbios. A descoberta foi feita com o auxílio de uma ferramenta de sequenciamento viral capaz de identificar milhares de agentes infecciosos. Os pesquisadores detectaram 13 espécies de vírus no tecido cerebral, mas o VHC foi o único com associação estatística significativa aos transtornos mentais, especialmente em pacientes com esquizofrenia (3,5%) e transtorno bipolar (3,9%). Esses índices são quase o dobro dos encontrados entre pessoas com depressão (1,8%) e muito superiores ao da população sem diagnóstico psiquiátrico (0,5%). Apesar de o vírus não ter sido detectado diretamente nas regiões centrais do cérebro, como o hipocampo, os cientistas notaram que a presença do VHC no revestimento externo do órgão estava ligada a alterações genéticas que podem influenciar funções cerebrais relacionadas à emoção, memória e comportamento. O neurocientista Sarven Sabunciyan, um dos autores do estudo, ressalta que a descoberta não significa que todos os pacientes com transtornos mentais tenham hepatite C, mas aponta para a possibilidade de um subgrupo desenvolver sintomas psiquiátricos como resposta a uma infecção viral tratável. “Isso abre caminho para que, no futuro, alguns casos possam ser tratados com antivirais em vez de medicamentos psiquiátricos convencionais”, afirma. Com informações do Site NoticiasAoMinuto  

27 de julho de 2025

Brasil terá chuvas mais intensas e menos frequentes em 2.100, prevê estudo

Chuvas intensas três vezes mais prováveis, apesar de 30% menos frequentes. Esse é o cenário previsto para o Brasil em 2100 por um estudo da Universidade de Oxford e do Met Office, o serviço meteorológico do Reino Unido. A pesquisa usou modelos computacionais de alta resolução para estimar o comportamento das chamadas bandas de nuvens, estruturas atmosféricas de grandes dimensões sobre a América do Sul. Um exemplo é a chamada Zona de Convergência do Atlântico Sul, que traz umidade da amazônia para o sudeste brasileiro. O fenômeno é visto como fundamental para viabilizar a economia da região. Considerando um cenário futuro de altas emissões de gases do efeito estufa no final do século, o estudo prevê uma redução de 20% a 30% na frequência de ocorrência das bandas de nuvens em relação ao período de 1998 a 2007. Apesar disso, nas ocasiões em que o sistema se formar, haverá um aumento de três vezes na probabilidade de ser do tipo intenso, com grande extensão ou chuvas muito fortes. "As bandas de nuvem vão ficar menos comuns no futuro, mas quando elas acontecerem, serão muito mais intensas. Isso pode ter consequências graves, tanto para enchentes e deslizamentos, quanto para secas e ondas de calor", alerta Marcia Zilli, uma das autoras do estudo e pesquisadora de Oxford. Zilli explica que o aquecimento do planeta aumenta a concentração de vapor d'água na atmosfera, devido à maior evaporação, mas também dificulta a formação de nuvens: o clima quente exige mais umidade para gerá-las. Quando a nuvem consegue se formar, a quantidade de água despejada é muito maior do que seria com o ar mais frio. Para Zilli, a pesquisa mostra que o Brasil precisa se preparar para cenários extremos de falta e excesso de chuvas. "As mudanças que já estamos vendo seguem o padrão projetado para o futuro. Por mais que a intensidade ainda não seja a mesma, o padrão já aparece. Isso dá mais confiança de que os modelos estão dando um resultado que faz sentido", analisa. Folhapress 

O que se sabe sobre vacina universal contra o câncer, segundo estudo

Uma vacina teve resultados iniciais animadores no combate ao câncer, sugere um estudo publicado na revista científica Nature Biomedical Engineering, conduzido por pesquisadores da Universidade da Flórida (EUA). Trata-se de uma vacina genérica de RNA mensageiro que foi capaz, nos testes, de ativar o sistema imunológico e provocar regressão de tumores. O que os resultados dos testes indicam? O resultado da formulação de caráter experimental foi uma reação de defesa que impulsionou o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas, provocando regressão de tumores. O que é uma vacina genérica de RNA mensageiro? As vacina genéricas são diferente das vacinas personalizadas - neste caso, aquelas criadas a partir das células tumorais de cada paciente ou as que miram proteínas específicas presentes nos tumores. A proposta dos cientistas foi usar uma nova frente: vacinas não direcionadas, mas com potencial para acionar o organismo como se ele estivesse sob ataque. Mesmo não mirando um tumor ou vírus específico, desde que seja uma vacina de RNA mensageiro - isto é, utiliza uma porção do material genético do vírus para "ensinar" o corpo a produzir uma proteína que desencadeia uma resposta imune -, ela pode gerar efeitos contra o câncer. Qual novo caminho foi testado para esta vacina? Ao invés do combate a uma proteína tida como alvo, os pesquisadores escolheram como caminho neste estudo o estímulo da proteína PD-L1, que está presente dentro dos tumores. Essa estratégia possivelmente tornou-os mais receptivos ao tratamento, segundo o estudo. Os pesquisadores descobriram que ao usar uma vacina projetada não para atingir especificamente o câncer, mas sim para estimular uma forte resposta imunológica, conseguiram induzir uma reação muito forte com potencial para ser amplamente utilizada em pacientes com câncer. Já foram feitos testes em seres humanos? Qual o próximo passo? Os testes foram feitos apenas em animais (camundongos, neste caso). Agora, os próximos passos focam na adaptação da formulação para testes em humanos, além da avaliação da eficácia e segurança em pacientes oncológicos. Folhapress

 

7 de julho de 2025

Vitamina C pode evitar o afinamento da pele, mostra estudo japonês

Uma vitamina comum em frutas e vegetais frescos pode ajudar a prevenir um dos sinais visíveis do envelhecimento: o afinamento da pele. Um novo estudo publicado no Journal of Investigative Dermatology revelou que a vitamina C aumentou a espessura da epiderme em modelos de pele humana cultivados em laboratório, reativando genes relacionados ao crescimento celular. As concentrações usadas no experimento foram compatíveis com os níveis normalmente fornecidos à pele pela corrente sanguínea, o que indica que a ingestão adequada da vitamina pode ter efeitos reais sobre a saúde da pele. A pesquisa foi liderada por Yasunori Sato, cientista farmacêutico da Universidade Hokuriku, no Japão, e aponta a vitamina C como uma possível ferramenta contra os impactos do envelhecimento. “A vitamina C parece influenciar a estrutura e a função da epiderme, especialmente ao controlar o crescimento das células epidérmicas”, explicou o biólogo Akihito Ishigami, do Instituto Metropolitano de Geriatria e Gerontologia de Tóquio. A pele saudável contém altos níveis de vitamina C, que tende a diminuir com o envelhecimento ou após exposição solar excessiva. Já se sabia que a vitamina C estimula a produção de colágeno, oferece proteção antioxidante e ajuda a reparar danos causados pelos raios UV. O novo estudo também mostra que a vitamina C atua na desmetilação do DNA — um processo epigenético importante que regula a ativação de genes. “Descobrimos que a vitamina C ajuda a engrossar a pele ao estimular a proliferação de queratinócitos através da desmetilação do DNA”, afirmou Ishigami. “Torna-se assim um tratamento promissor para o afinamento da pele, especialmente em adultos mais velhos.” Nos testes, os pesquisadores cultivaram queratinócitos humanos em placas de Petri, com a parte superior exposta ao ar e nutrida por uma solução rica em vitamina C. Após 14 dias, os modelos tratados mostraram aumento da camada de células vivas da epiderme e afinamento do estrato córneo — a camada de células mortas da pele —, sugerindo maior renovação celular.


 

24 de junho de 2025

Estudo aponta que envelhecimento acelera aos 44 e 60 anos

Embora o envelhecimento costume ser percebido como um processo lento e contínuo, estudos recentes indicam que o corpo humano pode passar por fases de transformação muito mais abruptas do que se imaginava. Uma nova pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, identificou dois momentos críticos em que ocorrem mudanças moleculares significativas: por volta dos 44 e dos 60 anos de idade. “Não estamos apenas mudando gradualmente com o tempo. Existem alterações realmente drásticas”, afirmou o geneticista Michael Snyder, um dos autores do estudo, em entrevista ao site ScienceAlert. “Os 40 anos representam uma fase de grande transformação, assim como o início dos 60. E isso é verdade independentemente do tipo de molécula que se analise.” O trabalho acompanhou 108 voluntários ao longo de vários anos. Eles foram submetidos a coletas periódicas de sangue, fezes, urina e outros materiais biológicos. A análise revelou que cerca de 81% das moléculas examinadas — incluindo proteínas, lipídios, metabólitos e marcadores inflamatórios — sofrem alterações expressivas em um ou nos dois períodos mencionados. As mudanças observadas aos 44 anos foram ligadas ao metabolismo de lipídios, cafeína e álcool, além de processos associados a doenças cardiovasculares, envelhecimento da pele e perda de massa muscular. Já aos 60 anos, os pesquisadores observaram alterações no metabolismo de carboidratos, no sistema imunológico, na função renal, além de uma intensificação dos mesmos problemas cardiovasculares e musculares. Esses achados ajudam a explicar por que certas doenças, como Alzheimer e problemas cardíacos, não aumentam de forma linear com a idade, mas se tornam mais prováveis a partir de determinados marcos biológicos. A compreensão desses picos de vulnerabilidade pode abrir caminho para estratégias mais eficazes de prevenção e tratamento. O estudo reforça que o envelhecimento é um processo complexo, multifatorial e altamente individualizado, mas também mostra que ele possui janelas críticas em que a atenção à saúde deve ser redobrada. Cuidar da alimentação, da prática de exercícios físicos e de hábitos de sono pode ser ainda mais importante a partir dessas idades.A pesquisa foi publicada em uma revista científica especializada e integra um esforço maior da medicina de precisão para mapear como fatores biológicos, ambientais e comportamentais influenciam o envelhecimento humano.


 

2 de junho de 2025

Estudo revela o segredo para a felicidade e a resposta pode impressionar

A humanidade já conquistou feitos extraordinários ao longo da história, mas, apesar dos avanços, a busca pela felicidade ainda é uma realidade difícil para muitos. De acordo com o site ScienceAlert, essa procura é tão antiga quanto a própria civilização — e tem sido objeto de reflexão e estudo ao longo das gerações. Hoje, psicólogos de diversas partes do mundo tentam compreender e ampliar os níveis de bem-estar coletivo como parte de uma estratégia de saúde pública, por meio de iniciativas como o Relatório Mundial da Felicidade. No entanto, os mecanismos por trás da felicidade ainda não são totalmente claros.Um estudo recente publicado na revista Nature Human Behavior defende que, para compreender melhor a felicidade, é preciso ir além das análises em larga escala e considerar as diferenças individuais. “Precisamos entender as fontes de felicidade para criar intervenções eficazes”, explica Emorie Beck, psicóloga da Universidade da Califórnia, em Davis.Segundo pesquisas anteriores, fatores socioeconômicos como saúde, renda, conexões sociais e satisfação no trabalho influenciam fortemente a felicidade. Esse raciocínio embasa o chamado modelo "de baixo para cima", que considera os aspectos externos da vida como determinantes do bem-estar. Essa perspectiva sustenta políticas públicas mais amplas voltadas ao coletivo. Por outro lado, o modelo "de cima para baixo" foca menos no ambiente e mais em como as pessoas interpretam suas próprias experiências. É nesse ponto que entram estratégias como meditação e terapia, voltadas para o autoconhecimento, atitudes e traços de personalidade. “Todos nós conhecemos alguém que passou por traumas, mas ainda assim parece feliz”, afirma Beck. Em contraste, há pessoas que, mesmo com boas condições de vida, enfrentam dificuldades emocionais. O estudo conclui que a chave para uma vida mais feliz pode estar menos nos fatores externos e mais na forma como lidamos internamente com as experiências. Em resumo: a felicidade pode depender muito mais de você do que das circunstâncias ao seu redor. 

5 de abril de 2025

Estudo aponta que estress crônico pode elevar risco de AVC em mulheres

Um estudo publicado na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, revelou que mulheres que vivem sob estresse crônico têm um risco 78% maior de sofrer acidente vascular cerebral (AVC). A pesquisa, do Hospital Universitário de Helsinque, na Finlândia, e do Instituto Karolinska, na Suécia, analisou a relação entre o estresse prolongado e a ocorrência de AVC isquêmico, o tipo mais comum, causado pela obstrução de uma artéria no cérebro, representando, por exemplo, em torno de 85% dos casos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Os pesquisadores avaliaram 426 pacientes, com idades entre 18 e 49 anos, que sofreram um AVC sem causa aparente, e compararam-as com outras 426 pessoas da mesma faixa etária que não tiveram derrame. Todas responderam a questionários sobre seus níveis de estresse no mês anterior ao evento. As pontuações variavam de 0 a 40, sendo classificadas em três níveis: baixo (0 a 13), moderado (14 a 26) e alto (27 a 40). 

3 de fevereiro de 2025

32% dos brasileiros não foram ao dentista no último ano

Um estudo realizado pela ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), com apoio do CFO (Conselho Federal de Odontologia) e executado pela consultoria italiana Key-Stone, revela dados inéditos e importantes sobre a saúde bucal no Brasil. A pesquisa realizada no período de dezembro de 2023 a dezembro de 2024 analisou tanto o comportamento da população em relação à frequência às consultas odontológicas quanto o perfil dos próprios dentistas. De acordo com o levantamento, 68% dos brasileiros visitaram o dentista no último ano, sendo que as mulheres lideram essa estatística. Entre aqueles que disseram ter visitado o dentista, a higiene bucal foi o tratamento mais realizado: 70% dos entrevistados afirmaram ter feito. Em contrapartida, 39% deles buscaram serviço de obturação e restauração dentária. No entanto, os dados mostram uma desigualdade no acesso ao atendimento odontológico: 75% dos pacientes com ensino superior buscaram o dentista, enquanto apenas 54% dos brasileiros com escolaridade básica fizeram o mesmo. A pesquisa também revelou que a renda tem uma forte correlação com a frequência de consultas: 80% das pessoas que ganham mais de 10 salários mínimos frequentaram regularmente o dentista, enquanto apenas 59% das pessoas com até um salário mínimo buscaram atendimento odontológico. 

31 de janeiro de 2025

Estudo identifica dois alimentos que aumentam risco de câncer do estômago

Um estudo publicado na revista científica BMC Medicine encontrou evidências que apontam que o consumo excessivo de sal e açúcar pode aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de estômago. O estudo foi realizado no Brasil e contou com a participação de 1.751 pessoas de diferentes cidades, como São Paulo, Goiânia, Fortaleza e Belém. No caso do sal, os pesquisadores descobriram que o risco de desenvolver a doença permanece elevado mesmo entre pessoas que seguem uma alimentação considerada saudável. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de estômago está entre os tipos mais frequentemente diagnosticados globalmente. O consumo de alimentos ricos em sal, como carnes processadas, alimentos defumados e ultraprocessados, é um dos fatores de risco para essa doença. Além disso, o consumo excessivo de açúcar também está relacionado ao aumento da obesidade, condição que pode influenciar no desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, incluindo o do sistema digestivo. Especialistas recomendam adotar uma dieta equilibrada, com baixo consumo de sal e açúcar, como medida preventiva. Além disso, é importante incluir frutas, vegetais e alimentos ricos em fibras. 

22 de dezembro de 2024

Estudo alerta para riscos do paracetamol em idosos

Um novo estudo, citado pelo jornal Daily Express, sugere que o paracetamol pode não ser tão seguro quanto se pensava, especialmente quando usado com frequência por idosos. Os pesquisadores analisaram os registros médicos de mais de 180 mil pessoas com mais de 65 anos que receberam pelo menos duas prescrições de paracetamol em um período de seis meses. Em seguida, compararam o estado de saúde dessas pessoas com o de 402 mil indivíduos que não usaram o medicamento. O uso prolongado de paracetamol foi associado a um risco 35% maior de hemorragia gastrointestinal baixa. Além disso, os cientistas descobriram que o medicamento também está ligado a um risco maior de úlceras pépticas, lesões no estômago ou duodeno que causam destruição da mucosa dessas áreas. Os consumidores frequentes de paracetamol apresentaram ainda 19% mais chances de desenvolver doença renal crônica, além de 9% e 7% mais probabilidade de sofrer de insuficiência cardíaca e hipertensão arterial, respectivamente. 

18 de novembro de 2024

Demência: estudo revela como identificar idosos em risco

Investigadores descobriram que os níveis de colesterol que flutuam significativamente de ano para ano, sem alteração da medicação, são capazes de um dia ajudar a identificar as pessoas que estão mais em risco de demência. É o resultado de um estudo que envolveu quase 10 mil adultos, na casa dos 70 anos, e que será apresentado durante a American Heart Association Scientific Sessions que acontece entre 16 e 18 de novembro. Graças aos dados analisados, os cientistas concluíram que as "pessoas com níveis de colesterol estáveis tinham um risco significativamente menor de desenvolver demência ou de apresentar declínio cognitivo em comparação com as pessoas com níveis de colesterol flutuantes".  Mas especificamente, "as alterações acentuadas (mais de 25%) no colesterol total foram associadas a um aumento de 60% na demência e a um aumento de 23% no declínio cognitivo", explicam os investigadores, em comunicado. Já as alterações do colesterol LDL, ou colesterol 'mau', e do colesterol total estavam "associadas a declínios significativamente mais rápidos nas pontuações dos testes de saúde cognitiva geral e nos testes que envolvem a memória e a velocidade de reação". Para terminar, os cientistas mencionam que "as mudanças significativas do colesterol HDL ou 'bom' ou dos triglicéridos não foram associadas a demência ou declínio cognitivo", acrescentam.  

4 de novembro de 2024

Cardiologista alerta para hábito que pode levar a arritmias

Um estudo publicado em outubro no European Heart Journal indica que o consumo excessivo de álcool pode provocar arritmias, que são mais comuns em pessoas que bebem muito do que naquelas que não têm esse hábito. Segundo a rede de saúde CUF, arritmias são alterações no ritmo dos batimentos cardíacos, ocorrendo quando os impulsos elétricos do coração, que controlam a frequência cardíaca, não funcionam corretamente. Isso pode resultar em batimentos muito rápidos (taquicardia), muito lentos (bradicardia) ou irregulares. O cardiologista Sam Setareh explicou à revista Parade que o álcool desestabiliza o sistema nervoso autônomo e promove a liberação de adrenalina, o que pode irritar o músculo cardíaco. “Com o tempo, episódios frequentes de arritmia podem causar alterações estruturais no coração, elevando o risco de problemas cardiovasculares a longo prazo”, explicou o especialista. Entre os sintomas de arritmia estão palpitações, desmaios, falta de ar e sudorese, que exigem atenção. Para minimizar esses riscos, é importante monitorar o consumo de álcool e evitar exageros.