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2 de novembro de 2025

Depressão e ansiedade aumentam riscos de desenvolver doenças cardíacas

Apesar de muitas vezes serem tratados de forma individualizada, os transtornos mentais representam um sinal de alerta para diversos outros problemas de saúde. Depressão, ansiedade e estresse, por exemplo, estão diretamente ligados à uma incidência maior de doenças cardiovasculares, como infarto, AVC e hipertensão. É o que atesta, por exemplo, o Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Segundo o ELSA-BRASIL, pessoas com depressão e ansiedade têm até três vezes mais risco de desenvolver doenças cardíacas do que aquelas sem esses transtornos. Essa afirmação se agrava em um cenário global que ainda se recupera das cicatrizes da pandemia de covid-19, que segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aumentou em 25% os casos de distúrbios psicológicos. “A saúde do coração está intimamente ligada à saúde da mente”, afirma a Dra. Cristina Milagre, cardiologista e médica do esporte do Hcor. “Os distúrbios mentais aumentam os níveis de estresse e a liberação de hormônios como o cortisol, que podem causar inflamação crônica, elevação da pressão arterial, desregulação metabólica e até alteração no ritmo cardíaco. Além disso, pessoas em sofrimento psíquico tendem a ter mais dificuldade para manter hábitos saudáveis, como praticar atividades físicas e seguir uma alimentação equilibrada”, explica. No Brasil, estima-se que mais de 18 milhões de pessoas convivam com transtornos de ansiedade, e cerca de 12 milhões com depressão. Por ano, o país registra mais de 380 mil infartos por ano, com aproximadamente 100 mil mortes. Os distúrbios mentais podem, muitas vezes, manifestar-se de forma silenciosa. Por isso, não devem ser ignorados quaisquer tipos de sintomas - quanto antes o diagnóstico acontecer, mais fácil será encontrar o tratamento mais apropriado. Segundo Silvia Cury, Gerente de Saúde Mental do Hcor, a prevenção contra transtornos mentais gira em torno de três eixos: a busca por apoio psicológico, manter uma rotina de cuidados com o corpo, com boa alimentação e prática regular de exercícios e manter um canal aberto de diálogo com o seu médico de confiança. “Cuidar da saúde mental não é apenas uma questão emocional. É uma estratégia concreta de prevenção de doenças físicas, especialmente as cardiovasculares, que ainda são a principal causa de morte no Brasil e no mundo”, destaca Silvia. Folhapress 

6 de maio de 2025

Ansiedade de crianças e jovens cresceu mais 1000% nos últimos 10 anos

O aumento significativo dos casos de ansiedade entre crianças e adolescentes tem chamado a atenção de especialistas. Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2024 mostra que, em 10 anos, os atendimentos relacionados a transtornos de ansiedade no SUS aumentaram 1.575% entre as crianças de 10 a 14 anos. Entre os adolescentes, de 15 a 19 anos, o avanço foi ainda maior: de 4.423%. Entre os adolescentes de 19 a 24 anos, o avanço foi ainda mais acentuado: de mais de 3.300%, saltando de 1.534 atendimentos, em 2014, para 53.514. Segundo Fernando Padovan, Mestre em Avaliação Psicológica e Saúde Mental e Professor do Curso de Psicologia da Faculdade Santa Marcelina, essa realidade é resultado de uma combinação complexa de fatores sociais, culturais, tecnológicos e psicológicos. Entre os principais motivos está a transformação na dinâmica familiar, com pais cada vez mais ausentes devido a longas jornadas de trabalho ou distância de redes de apoio. "Com essa nova realidade, muitas crianças passam longos períodos em escolas, creches ou sob os cuidados de terceiros, o que pode comprometer o suporte emocional adequado e impactar diretamente sua segurança psicológica", explica Padovan. Outro fator apontado pelo especialista é o uso excessivo de dispositivos digitais, que tem reduzido as interações presenciais e comprometido o desenvolvimento de habilidades sociais essenciais. "O isolamento virtual pode levar à dificuldade em lidar com situações de pressão e frustração, tornando os jovens mais vulneráveis à ansiedade e à insegurança emocional", ressalta o professor. Com informação do site NoticiasAoMinuto  

22 de novembro de 2024

Nas periferias, ansiedade de jovens impulsionada pelo digital é ainda maior

"O dia todo, só que não o dia inteiro". Nove horas. Seis horas. Quatro horas. Essas foram as respostas de sete adolescentes de 13 a 15 anos do Monte Cristo, periferia de Florianópolis, sobre quanto tempo de tela passam diariamente. Em roda de conversa na ONG Lar Fabiano de Cristo, sete alunos compartilharam experiências com o digital. Deles, seis estão em pelo menos uma rede social -é apenas uma que não tem celular. Dizem que é para trocar mensagens com amigos, familiares, ver vídeos e jogar Free Fire. Mas, às vezes, costumam se sentir ansiosos e irritados com a quantidade de informações. Esse fenômeno é ainda mais intenso para adolescentes periféricos, dizem especialistas. Embora os efeitos observados na saúde mental nesses jovens sejam os mesmos notados em outros de classes sociais distintas, variantes como classe, raça e gênero fazem com que as consequências sejam ainda maiores, diz Amanda Koschnik, educadora social, historiadora pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e mestranda em educação profissional e tecnológica pelo IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina)."Grupos tradicionalmente excluídos vão sentir esse impacto muito mais violentamente", afirma. Folhapress 

3 de julho de 2024

Sete formas de reduzir a ansiedade em poucos minutos

Em poucos minutos, é possível passar de uma situação de ansiedade e estresse para um momento mais relaxado e tranquilo. Basta seguir algumas dicas de um médico, que compartilhou técnicas eficazes para acalmar-se. Em entrevista ao site HealthShots, o médico Kedar Tilwe recomenda algumas práticas simples que fazem a diferença: 1. Respiração pelo diafragma: "Controla a respiração e ajuda a acalmar o corpo." 2. Faça um passeio: "Uma caminhada curta ajuda a aliviar o estresse e ansiedade." 3. Diga o que sente: "Ao identificar suas emoções, você ativa o cérebro e ajuda a reduzir o estresse." 4. Alongue-se: "Alongamentos simples podem liberar a tensão." 5. Imagine o que gosta: "Envolva todos os seus sentidos na visualização dessa imagem mental." 6. Ouça música: "A música pode mudar o seu humor." 7. Faça o jogo 5-5-5: "Olhe ao seu redor e identifique cinco coisas. Sinta-as e perceba suas texturas. Por fim, identifique cinco sons." Essas técnicas são fáceis de implementar e podem ajudar significativamente a melhorar seu bem-estar emocional e físico. 

5 de junho de 2024

Psicólogo aponta sinais que o corpo dá antes de uma crise de ansiedade

Existem sinais sutis que podemos identificar no nosso corpo e que se manifestam progressivamente antes de um período de maior ansiedade, alerta o psicólogo Pedro Coutinho em uma publicação no Instagram. "Todos devemos conhecê-los", afirma ele. Com isso em mente, aqui estão oito mudanças que, de acordo com o especialista, indicam que algo não está bem: 1. Explode por qualquer coisa. 2. As emoções estão à flor da pele e chora compulsivamente, mesmo que, às vezes, não consiga identificar o motivo. 3.  Passa o dia tenso. 4. Demora mais tempo para adormecer, o sono não é reparador e já acorda cansado. 5. Nota-se perdas de memória e dificuldades de concentração. 6. Tem maior dificuldade em resolver tarefas que antes pareciam simples. 7. Mesmo sem motivo aparente, não consegue evitar preocupações e é cada vez mais difícil desligar. 8. Apresenta sintomas físicos como palpitações, dor no peito, na barriga e na cabeça 

10 de dezembro de 2023

Síndrome do fim de ano aumenta sintomas de ansiedade e depressão

"Muitos acham que por eu ser instrutora de ioga estou sempre zen, que não tenho mais ansiedade", diz a comunicadora Michelle Palermi, 30. Diagnosticada com o transtorno há cinco anos, ela conseguiu controlar seu quadro com a prática de exercícios e de escrita, mas ainda sente que a chegada de dezembro pode ser um gatilho para ela. "Eu, particularmente, me sinto ansiosa para encerrar o ano bem, para tudo sair como o planejado e para conseguir concluir as metas que coloquei durante o ano", avalia. Essa sensação estranha que a instrutora percebe é o que os especialistas costumam chamar de "síndrome do fim de ano", conjunto sintomático que pode se manifestar como angústia, estresse ou melancolia excessivos nesta época. Embora não conste na Classificação Internacional de Doenças (CID) dentro do quadro de transtornos mentais, é admitido na psiquiatria e na psicologia para descrever e orientar sobre as queixas levadas a consultório pelos pacientes neste período do ano. Diversos fatores podem desencadear o problema, como perceber metas que ainda não foram batidas, aumento dos gastos e até a proximidade de compromissos familiares e festas. "A síndrome do fim de ano não é um diagnóstico reconhecido oficialmente, mas é um termo usado para descrever um conjunto de sintomas relacionados à ansiedade e ao estresse que algumas pessoas experimentam durante o período de fim de ano. Esses sintomas podem incluir irritabilidade, insônia, preocupação excessiva, dificuldade de concentração, alterações no apetite, entre outros", diz a psicóloga Claudia Melo, especialista em crianças, adolescentes e vícios. Folhapress

 

20 de setembro de 2023

Doze alimentos que ajudam a aliviar sintomas de ansiedade

Existem diversas maneiras de lidar com a ansiedade. Muitas pessoas praticam meditação, ioga ou até mesmo algo mais simples. No entanto, além dessas abordagens, é importante resistir aos desejos de consumir alimentos não saudáveis e manter uma dieta equilibrada. Aliás, recentemente, no BestLife, alguns especialistas listaram 12 alimentos que podem ajudar a controlar os níveis de estresse nessas situações.  Confira a lista. Chocolate amargo; Sementes de chia;  Sementes de abóbora: Ovos; Abacates; Mirtilos;  Vegetais de folhas verdes escuras como espinafres e couve; Salmão; Iogurte; Lentilhas; Cúrcuma; Matcha.