Um vírus pouco conhecido do grande público voltou a chamar atenção internacional após a confirmação de dois casos na Índia: o Nipah. Embora não seja uma descoberta recente — ele foi identificado pela primeira vez em 1998 —, o patógeno preocupa especialistas por combinar alta letalidade, que pode atingir até 75% dos infectados, ausência de vacinas ou tratamentos específicos e maior risco de disseminação em um mundo cada vez mais interconectado. O vírus Nipah (NiV) tem como principal reservatório morcegos frugívoros do gênero Pteropus, podendo ser transmitido a humanos por alimentos contaminados ou pelo contato direto entre pessoas. A infecção pode provocar desde quadros respiratórios até encefalites fatais.Um estudo conduzido por pesquisadores do Japão e de Bangladesh, publicado na revista IJID Regions, aponta que, entre 1998 e maio de 2024, foram registrados 754 casos humanos em Bangladesh, Índia, Malásia, Filipinas e Singapura, resultando em 435 mortes — uma taxa média de letalidade de 58%. Esse índice, porém, varia conforme o país. Na Índia, por exemplo, 73% dos pacientes não sobreviveram. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a letalidade fique entre 40% e 75%, dependendo das condições locais de vigilância e atendimento médico.“Os desfechos clínicos do vírus continuam a evidenciar uma ameaça constante à saúde pública global, uma vez que não há terapias ou vacinas eficazes disponíveis. É necessária uma compreensão global mais robusta, com foco no desenvolvimento de vacinas e tratamentos, para reduzir os desfechos clínicos e as ameaças futuras associadas ao Nipah”, afirmam os autores do estudo.O surto atual foi registrado em Bengala Ocidental, estado indiano que já enfrentou episódios anteriores da doença. Os dois casos confirmados envolvem um homem e uma mulher, ambos enfermeiros do mesmo hospital, que começaram a apresentar sintomas no fim de dezembro, com rápida evolução para complicações neurológicas. Na atualização mais recente, o homem apresentava melhora, enquanto a mulher permanecia em estado crítico. No dia 27, o Ministério da Saúde da Índia informou que houve uma “contenção oportuna” do surto, após medidas como o rastreamento de 196 contatos próximos, sem registro de novos casosA OMS avaliou que, neste momento, “a probabilidade de disseminação para outros estados indianos ou internacionalmente é considerada baixa” e não recomendou restrições a viagens ou ao comércio. Segundo Leonardo Weissmann, infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, “os casos estão localizados, e as autoridades de saúde indianas atuaram rapidamente com isolamento dos pacientes e rastreamento de contatos”. Ele ressalta, porém, que o Nipah preocupa pela combinação de alta letalidade, ausência de tratamentos e potencial de transmissão entre humanos.
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1 de fevereiro de 2026
Novo surto de vírus mortal acende alerta para nova pandemia
8 de outubro de 2025
Diferença entre vírus, bactérias e fungos: como reconhecer e tratar
Alguns microrganismos convivem conosco sem causar danos, mas outros podem provocar doenças graves. Quando falamos em fungos, vírus e bactérias, é comum pensar que são iguais, mas cada um tem características próprias e exige formas específicas de tratamento. O hospital Cedars-Sinai Medical Center conversou com o médico Fayyaz S. Sutterwala, especialista em doenças infecciosas, para esclarecer as diferenças. Segundo ele, certos micróbios causam doenças específicas e fáceis de diagnosticar, enquanto outros geram sintomas semelhantes, dificultando a identificação sem exames complementares. Vírus: Os vírus podem provocar desde resfriados e gripes até doenças mais graves, como ebola, HIV e Covid-19. São os microrganismos mais simples: apenas material genético envolto por uma cápsula de proteína. Eles só se tornam ativos ao invadir células de organismos vivos, usando-as para se multiplicar. Quando o sistema imunológico não consegue conter essa reprodução acelerada, o vírus destrói células e compromete a saúde. São transmitidos pelo ar, por tosse e espirros, por fluidos corporais ou por vetores como mosquitos. O tratamento inclui antivirais, repouso, hidratação e medicamentos que aliviam os sintomas. A prevenção é fundamental: vacinas, higiene das mãos e uso de repelente contra insetos transmissores estão entre as principais medidas. Bactérias: As bactérias podem causar desde infecções urinárias e de garganta até intoxicações alimentares e tuberculose. São maiores e mais complexas que os vírus e conseguem viver em diferentes ambientes, inclusive no corpo humano. Algumas são benéficas, como as que auxiliam a digestão no intestino, mas outras podem liberar toxinas e desencadear reações nocivas. A transmissão ocorre pelo contato com pessoas doentes, superfícies ou fluidos contaminados, além de alimentos ou água impróprios. O tratamento é feito com antibióticos, embora o uso inadequado desses medicamentos favorece o surgimento de bactérias resistentes. Assim como nos vírus, a prevenção inclui vacinas e higiene adequada. Fungos: Fungos podem provocar micoses, candidíase e até doenças graves em pessoas com imunidade baixa. São organismos mais complexos que vírus e bactérias, com estrutura semelhante à dos animais. Muitos vivem no ambiente sem causar danos, e alguns até desempenham funções benéficas no corpo. Infecções fúngicas são tratadas com antifúngicos, que podem ser pomadas, comprimidos ou medicação intravenosa, dependendo da gravidade. Para prevenir, é importante manter a pele limpa e seca, usar roupas que permitam ventilação, além de evitar andar descalço em duchas públicas e piscinas. De acordo com Fayyaz S. Sutterwala, reconhecer as diferenças entre vírus, bactérias e fungos é essencial para garantir o diagnóstico e tratamento corretos, além de reforçar a importância da prevenção no dia a dia. Folhapress
8 de junho de 2025
Autoridades dos Estados Unidos alertam fãs expostos a vírus em show de Shakira
As autoridades de saúde do estado de New Jersey, nos Estados Unidos, emitiram um alerta sobre um possível surto de sarampo, após a confirmação de que uma pessoa infectada esteve presente no show da cantora Shakira, no MetLife Stadium. De acordo com o comunicado, quem esteve no local e apresentar sintomas suspeitos deve entrar em contato com os serviços de saúde antes de procurar atendimento presencial, a fim de evitar novas transmissões. Os sintomas da doença podem demorar até o dia 6 de junho para se manifestar. O sarampo é considerado uma das infecções virais mais contagiosas e pode evoluir de forma grave em alguns casos. A doença é transmitida por gotículas respiratórias liberadas por uma pessoa infectada e pode permanecer no ar por horas em ambientes fechados. Segundo o portal da rede de saúde CUF, uma pessoa com sarampo pode transmitir o vírus entre dois a quatro dias antes da erupção cutânea aparecer, e continua sendo contagiosa até o fim da manifestação dos sintomas. Segundo o portal da rede de saúde CUF, uma pessoa com sarampo pode transmitir o vírus entre dois a quatro dias antes da erupção cutânea aparecer, e continua sendo contagiosa até o fim da manifestação dos sintomas. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. Em Portugal, a vacina é gratuita e integra o Programa Nacional de Vacinação. No entanto, autoridades de saúde têm expressado preocupação com casos importados: após dois anos sem registro, 35 casos foram identificados em 2024. De janeiro a abril de 2025, já são 14 confirmações, conforme dados da Direção-Geral da Saúde. Nos Estados Unidos, a situação é agravada pela recusa de parte da população em se vacinar, por motivos religiosos ou ideológicos. De acordo com a agência Associated Press, mais de mil casos de sarampo já foram registrados este ano em pelo menos 30 estados norte-americanos.
28 de março de 2025
Reino Unido divulga vírus que podem ser "ameaça"
O Reino Unido divulgou, através da Agência de Segurança da Saúde (UKHSA), uma lista das doenças infecciosas que podem representar futuras ameaças à saúde pública. Nessa lista estão quatro vírus já presentes no território britânico. Os vírus referidos podem causar graves danos para a saúde humana, outros não têm ainda tratamentos disponíveis mas, segundo a BBC, todos representam um elevado risco de pandemia global, como aconteceu com a Covid-19. Para chegar a esta lista, os cientistas analisaram o grau de infecciosidade das novas versões emergentes destas famílias de vírus, a gravidade das doenças que podem causar e a vulnerabilidade do Reino Unido perante estas ameaças. A gripe das aves aparece na lista, bem como doenças transmitidas por mosquitos, que podem tornar-se cada vez mais comuns devido às alterações climáticas e consequente aumento das temperaturas. Entre as famílias de vírus mais perigosas está a 'paramyxoviridae', que inclui o vírus do sarampo e o nipah, que pode causar inchaço do cérebro, a 'picornaviridae', que provoca doenças semelhantes à poliomielite, a 'coronaviridae', que inclui os coronavírus e o MERS, que é comum no Oriente Médio, e a 'orthomyxoviridae', que causa formas de gripe, incluindo a gripe das aves.
20 de março de 2025
Estudo revela que 23% dos infectados com Covid-19 desenvolvem Covid longa
Uma nova pesquisa revelou que cerca de 23% das pessoas infectadas com o SARS-CoV-2 entre 2021 e 2023 desenvolveram a chamada Covid longa, sendo que, em mais da metade dos casos, os sintomas persistiram por dois anos. O estudo, publicado na BMC Medicine, também concluiu que o risco de desenvolver essa condição depende de vários fatores. Para a pesquisa, os cientistas acompanharam 2.764 adultos da Catalunha, na Espanha. Os participantes responderam a três questionários entre 2020 e 2023, forneceram amostras de sangue e registros médicos. De acordo com a coautora do estudo, Marianna Karachaliou, "ser mulher, ter sofrido uma infecção grave por Covid-19 e possuir uma doença crônica pré-existente, como asma, são fatores de risco evidentes". Além disso, "pessoas com obesidade e níveis elevados de anticorpos IgG antes da vacinação apresentaram maior probabilidade de desenvolver a Covid longa". O estudo também identificou fatores de proteção que podem reduzir o risco de desenvolvimento da doença, como a vacinação antes da infecção e um estilo de vida saudável. Os pesquisadores observaram ainda que o risco era menor nas pessoas que foram infectadas após a variante Omicron ter se tornado dominante. Com base nos sintomas relatados pelos participantes e seus registros médicos, os cientistas identificaram três subtipos de Covid longa, classificados conforme a natureza dos sintomas: neurológicos e musculoesqueléticos, respiratórios ou graves, envolvendo múltiplos órgãos. Por fim, os investigadores concluíram que 56% das pessoas com Covid longa ainda apresentavam sintomas dois anos após a infecção.
11 de março de 2025
Primeiro caso de nova cepa de mpox no Brasil
O Ministério da Saúde confirmou no último dia 7 o primeiro caso de mpox no Brasil causado por uma nova cepa do vírus, a 1b. A paciente é uma mulher de 29 anos da região metropolitana de São Paulo, cujo quadro clínico evolui bem. Ela teve contato com um familiar do Congo, país africano onde a doença é endêmica. De acordo com o ministério, não foram identificados casos secundários até o momento. A vigilância sanitária municipal de São Paulo está rastreando possíveis contatos da paciente. Até agora, apenas a cepa 2 do vírus tinha sido identificada no Brasil. O caso da nova cepa foi confirmado por laboratório, segundo o ministério. A análise sequenciou o genoma completo do vírus, que é muito próximo aos casos da cepa 1b detectadas em outros países. No Brasil, foram 2.052 casos da doença em 2024. Neste ano, são 115 casos até fevereiro. Não foi registrada nenhuma morte por mpox no País nos últimos dois anos. O ministério afirma que os pacientes geralmente apresentam sintomas leves e moderados. O Ministério da Saúde afirmou que acompanha o caso em conjunto com as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde de São Paulo. A pasta disse ainda que comunicou o caso à Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS decretou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) para a mpox em agosto de 2024.
23 de fevereiro de 2025
Novo Coronavírus é descoberto em morcegos
Um novo tipo de coronavírus que infecta morcegos, recém-descoberto por cientistas chineses, tem o risco de ser transmitido a humanos. Segundo estudo publicado pela revista Cell e artigo publicado na Nature, o vírus usa o "mesmo receptor de entrada" que o Sars-CoV-2, causador da Covid. Há, portanto, um risco de que possa desencadear contágio em humanos, conforme os autores. Trata-se do HKU5-CoV-2, que pode entrar nas células usando uma proteína chamada receptor ACE-2, encontrada nas células de muitas aves e mamíferos, incluindo humanos. Virologistas ouvidos pela Folha de S.Paulo descartam, no entanto, um risco de pandemia nesse primeiro momento. Assim como o Sars-CoV-2, o HKU5-CoV-2 contém características que o ajudam a entrar nas células, e foi capaz de infectar células de órgãos humanos cultivadas em laboratório -no intestino e vias aéreas-, apesar de não com tanta facilidade quanto o Sars-CoV-2. Segundo Esper Kallás, médico infectologista e professor titular da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), o estudo descreve o isolamento de mais um coronavírus. A diferença é que ele não usa o receptor que esse tipo de vírus costuma utilizar para entrar na célula, chamado DPP4, mas usa um alternativo, o mesmo do Sars-CoV-2. "A estrutura molecular da superfície se assemelha muito ao outro coronavírus que causa resfriado comum, o NL63", afirma, acrescentando que o resultado é motivo para estudos: "Há incontáveis agentes que podem causar pandemias". Folhapress
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11 de fevereiro de 2025
Vírus se espalha "como um incêndio" na Europa
O Reino Unido está enfrentando um surto de norovírus, um vírus altamente contagioso que causa gastroenterite. De acordo com os dados mais recentes do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, sigla em inglês), só na semana passada mais de 900 pacientes foram hospitalizados por dia com o já chamado "vírus do vômito". No St George 's Hospital, um dos maiores hospitais universitários do país, em Tooting, Londres, o fato de o vírus estar se espalhando "como um incêndio" já levou a unidade hospitalar a fechar três enfermarias. O objetivo é ajudar a reduzir o risco de propagação da infecção e proteger os outros pacientes da exposição ao vírus. "Assim que o norovírus entra em um hospital, pode se espalhar por nossas enfermarias como fogo, deixando os pacientes ainda mais doentes", alertou Arlene Wellman, enfermeira-chefe do St George 's Hospital, citada pelo jornal britânico Mirror. Como o vírus se propaga e quais são os sintomas? Esse vírus se propaga através das fezes, o que significa que pode ser facilmente transmitido por alguém que não lavou as mãos corretamente após ir ao banheiro. Segundo o Serviço Nacional de Saúde britânico, os sintomas da doença costumam começar "de repente" e podem incluir vômito, diarreia, febre alta, dores de cabeça, dores abdominais e dores no corpo. As autoridades de saúde do país estão pedindo à população que não vá à escola ou ao trabalho se apresentar algum desses sintomas. Além disso, também é recomendado evitar hospitais e lares de idosos até dois dias depois do desaparecimento dos sintomas. A doença, no entanto, não deve se prolongar por mais de três dias. "O mais importante é beber bastante líquido para evitar a desidratação", alerta o NHS.
5 de janeiro de 2025
Vírus respiratório lota hospitais na China
Vídeos que mostram hospitais supostamente lotados na China estão circulando nas redes sociais, levantando questionamentos entre os usuários sobre um possível novo surto de doença respiratória. Muitas publicações internacionais relembram a pandemia de Covid-19, que começou há cerca de cinco anos. De acordo com a imprensa internacional, especialmente a indiana, trata-se do Metapneumovírus Humano (HMPV), que geralmente causa sintomas semelhantes aos de um resfriado. Embora a maioria dos casos apresenta sintomas leves, crianças pequenas, idosos (acima de 65 anos) e pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos estão em maior risco de desenvolver doenças graves. Nas redes sociais, circula a informação de que o vírus estaria se espalhando rapidamente na China. Paralelamente, os hospitais estariam recebendo pacientes infectados com Covid-19, gripe A e Mycoplasma pneumoniae. Especialistas citados pela imprensa afirmam que o aumento de casos de doenças respiratórias, incluindo o HMPV, está relacionado às temperaturas mais baixas e ao retorno às atividades cotidianas. Após anos de confinamento devido à pandemia, crianças e adultos ficam menos expostos a agentes patogênicos. As autoridades chinesas de controle de doenças estão adotando medidas proativas para responder ao aumento dos casos. Segundo a Reuters, as autoridades de saúde também implementaram um sistema piloto para monitorar pneumonia de origem desconhecida.
15 de outubro de 2024
Nova variante de vírus é identificada no Brasil
Uma linhagem do vírus Sars-CoV-2 que vem se espalhando pelo mundo foi detectada no Brasil. A linhagem, chamada de XEC, que pertence à variante Omicron, foi identificada no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Santa Catarina. O primeiro achado foi realizado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em amostras referentes a dois pacientes residentes na capital fluminense, diagnosticados com covid-19 em setembro. A identificação foi realizada pelo Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC, que atua como referência para Sars-CoV-2 junto ao Ministério da Saúde e à Organização Mundial da Saúde (OMS). O Ministério da Saúde e as secretarias Estadual e Municipal de Saúde do Rio de Janeiro foram rapidamente informados sobre o achado. As sequências genéticas codificadas foram depositadas na plataforma online Gis Aid nos dias 26 de setembro e 7 de outubro. Depois das sequências do Rio de Janeiro, também foram depositados, por outros grupos de pesquisadores, genomas da linhagem XEC decodificados em São Paulo, a partir de amostras coletadas em agosto, e em Santa Catarina, de duas amostras coletadas em setembro. A XEC foi classificada pela OMS no dia 24 de setembro como uma variante sob monitoramento. Isso ocorre quando uma linhagem apresenta mutações no genoma que são suspeitas de afetar o comportamento do vírus e observam-se os primeiros sinais de “vantagem de crescimento” em relação a outras variantes em circulação. Esta variante começou a chamar atenção em junho e julho de 2024, devido ao aumento de detecções na Alemanha. Rapidamente, espalhou-se pela Europa, pelas Américas, pela Ásia e Oceania. Pelo menos 35 países identificaram a cepa, que soma mais de 2,4 mil sequências genéticas depositadas na plataforma Gis Aid até o dia 10 de outubro deste ano.
30 de setembro de 2024
Novo vírus letal se espalha na África
O escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a África informou que o novo surto do vírus Marburg em Ruanda, confirmado recentemente, já contabiliza 26 casos, com seis mortes. A maioria das vítimas fatais eram profissionais de saúde que atuavam em unidades de terapia intensiva, de acordo com o ministro da Saúde de Ruanda, Sabin Nsanzimana. Vinte pacientes estão em isolamento, e 161 pessoas que tiveram contato com os infectados estão sendo monitoradas. O vírus Marburg, pertencente à mesma família do ebola, é conhecido por sua alta letalidade, com uma taxa de mortalidade que pode atingir até 88%. A infecção provoca febre hemorrágica com início abrupto, caracterizada por alta temperatura, dor de cabeça e mal-estar intenso. A maioria dos infectados desenvolve sintomas graves em até sete dias. Atualmente, não há vacinas ou tratamentos antivirais específicos, embora algumas drogas estejam em fase de testes. A transmissão ocorre por meio de morcegos frugívoros, mas também pode se espalhar entre humanos pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou superfícies contaminadas. O vírus já causou surtos graves no passado, como na República Democrática do Congo e em Angola, que resultaram em centenas de mortes.
1 de junho de 2024
Cientistas confirmam circulação de vírus mayaro em humanos
Um estudo realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) confirmou a circulação do vírus mayaro (conhecido pela sigla MAYV) entre humanos no Estado de Roraima. O vírus, transmitido por mosquitos silvestres, provoca a "febre do mayaro", doença com sintomas semelhantes aos da dengue e do chikungunya - febre, dores no corpo, fadiga, além de dor e inchaço nas articulações. A descoberta sobre a circulação entre pessoas, inclusive na zona urbana de Roraima, acende um alerta para a possibilidade de disseminação pelo País. A pesquisa envolveu diversas instituições de pesquisa do Brasil e do exterior. O achado é da bióloga Julia Forato, sob orientação do professor José Luiz Módena, da Unicamp, e da bióloga Fabiana Granja, da Universidade Federal de Roraima (UFRR). No Laboratório Central de Saúde Pública de Roraima, entre 2020 e 2021, os pesquisadores analisaram amostras de soro de mais de 800 pacientes que apresentavam um estado febril. A análise revelou a presença do mayaro em 3,4% das pessoas testadas. No Brasil, a detecção do marayo foi historicamente registrada em Estados da região Norte, como Acre, Pará e Amazonas. Em Roraima, até então, o vírus só havia sido detectado em animais silvestres, em áreas de transição entre zonas rurais e urbanas. Os resultados parecem, assim, indicar que o vírus está se espalhando pelas diferentes áreas da região. Dados Preocupantes: Para Rafaela Vieira Bruno, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Insetos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), apesar da porcentagem pequena, o dado da pesquisa já levanta preocupações. "A gente tem um índice ainda relativamente baixo, mas já é importante ficar alerta. É preciso tomar medidas preventivas antes que essa disseminação aconteça", propõe. O trabalho surpreende porque a doença causada pelo vírus mayaro é considerada uma zoonose silvestre. Isso quer dizer que ela é uma infecção que se origina e circula sobretudo entre os vetores da doença, como os mosquitos, e os animais, a exemplo de primatas, aves e roedores.
4 de maio de 2024
Vírus causa morte de cinco bebês na França este ano: médicos em alerta
Um novo vírus preocupa as autoridades sanitárias e já causou pelo menos cinco mortes na França. As vítimas são bebês. Trata-se do parvovírus B19, uma doença que, segundo as autoridades francesas, não era tão intensamente registrada há muito tempo e ainda não atingiu seu pico. O parvovírus B19, da família parvoviridae, é frequentemente transmitido por via respiratória. Geralmente causa formas assintomáticas da doença, mas também pode resultar no eritema infeccioso, conhecido como a "quinta doença" por ser a quinta infecção viral - juntamente com sarampo, rubéola, varicela e roséola - a causar erupção cutânea em crianças. Existem formas graves em pessoas imunocomprometidas e com anemia crônica, além de mulheres grávidas, pois o vírus pode causar abortos espontâneos e representar um risco de edema feto-placentário grave, conforme relatado pelo Le Parisien. No verão passado, as autoridades de saúde foram alertadas para "um número incomum de hospitalizações pediátricas graves" no Hospital Necker, em Paris. Desde então, nos primeiros três meses deste ano, já foram registradas cinco mortes de bebês com menos de um ano de idade, sendo quatro delas "nos primeiros dias de vida" devido à infecção transmitida pela mãe. Esses números são considerados "inusitadamente altos" e chamam a atenção das autoridades sanitárias francesas. De acordo com o Le Parisien, nos cinco anos anteriores à Covid-19, ocorriam apenas duas mortes por ano devido a esse vírus, o que torna preocupante o registro de cinco mortes em apenas três meses.
25 de janeiro de 2024
Mais uma subvariante da Covid é identificada
O Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) da Secretaria de Estado da Saúde de Mato Grosso identificou uma nova subvariante da Covid no estado, a JN 2.5. É o primeiro registro no Brasil da nova cepa, que é uma variação da ômicron, segundo a Secretaria de Saúde. Para a pesquisa -realizada entre os dias 16 e 18 de janeiro-, foram selecionadas e sequenciadas 15 amostras positivas para Covid nos municípios de Cuiabá (8) e Várzea Grande (7). Quatro mulheres tiveram o exame positivo para a subvariante. Três chegaram a ser hospitalizadas e após alta médica seguiram para isolamento domiciliar. A outra tinha DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e morreu. O óbito permanece em investigação pela vigilância epidemiológica local. "Não é necessário criar pânico, mas é preciso sempre estarmos em alerta aos sintomas gripais. Orientamos o uso de máscara em caso de gripe ou resfriado, além de lavar as mãos com sabão e/ou higienizar com álcool 70%. É importante procurar a unidade de saúde mais próxima para que o médico defina a melhor condução do quadro. É imprescindível também a vacinação contra o coronavírus. Somente a imunização é eficaz na prevenção contra a doença", ressalta a superintendente de Vigilância em Saúde, Alessandra Moraes, em nota. Folhapress
24 de janeiro de 2024
Vírus 'zombies' congelados na Sibéria podem causar novas pandemias
A humanidade pode estar prestes a enfrentar uma nova (e bizarra) ameaça pandêmica. Existem vírus antigos congelados no pergelissolo do Ártico que poderão um dia ser libertados pelo aquecimento do clima da Terra e desencadear um grande surto de doenças, alertam os cientistas ouvidos pelo The Guardian Preocupados, os cientistas começaram a planejar uma rede de monitoramento do Ártico que identificaria os primeiros casos de uma doença causada por microrganismos antigos. Além disso, proporciona quarentena e tratamento médico especializado às pessoas infectadas, numa tentativa de conter um surto e evitar que estas abandonassem a região.. "Neste momento, as análises das ameaças pandêmicas se concentram nas doenças que podem surgir nas regiões meridionais e depois propagar-se para norte", afirmou um dos cientistas envolvidos no projeto, Jean-Michel Claverie, ao The Guardian. Existem vírus com "potencial de infectar humanos e iniciar um novo surto de doença", alertou ainda. Este ponto foi apoiado pela virologista Marion Koopmans, que explicou também que, mesmo não sabendo ao certo que vírus podem encontrar no gelo, "existe um risco real de haver um capaz de desencadear um surto de doença - por exemplo, uma forma antiga de poliomielite. Temos de partir do princípio de que algo deste gênero pode acontecer".
30 de setembro de 2023
Casos de covid-19 continuam a crescer em duas cidades do Brasil
O Boletim Infogripe, divulgado nesta quinta-feira (28) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que os estados de Rio de Janeiro e de São Paulo continuam tendo aumento de casos de covid-19. Segundo o coordenador do boletim, Marcelo Gomes, a circulação do vírus Sars-Cov-2 nesses locais continua levando a internações. “No Rio de Janeiro continua tendo um ritmo de crescimento na curva de novos casos semanais de covid-19. Em São Paulo, é um ritmo lento de crescimento, restrito, assim como no Rio de Janeiro, à população de idade mais avançada. Mas é um sinal de que está presente. Ou seja, o vírus está circulando com maior intensidade, levando a aumento das internações, principalmente nos grupos mais vulneráveis”, explica Gomes. Segundo ele, esse cenário é restrito principalmente aos dois estados. O pesquisador afirma que é importante manter o reforço em relação à convocação da população para que esteja em dia com a vacina contra a doença. O boletim usa como base os dados da semana epidemiológica 38 (de 17 a 23 de setembro). Nas últimas quatro semanas, 44,2% dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país foram provocados pela covid-19. Entre os óbitos, a covid-19 responde por 77,5%.
5 de maio de 2023
OMS anuncia fim da pandemia da covid
"Doença respiratória misteriosa mata dois na China e gera alerta nos EUA", dizia o título da reportagem no site da Folha. O texto, datado de 17 de janeiro de 2020, falava de "um novo tipo de coronavírus" na cidade chinesa de Wuhan. "As autoridades de saúde locais tentaram tranquilizar a opinião pública: segundo elas, o risco de transmissão entre humanos, se não for excluído, é considerado baixo." Ao menos no início, essa não era uma aposta descabida. Outros coronavírus recém-descobertos, inclusive um que emergirá na própria China -o causador da pneumonia atípica Sars, detectado em 2002- tinham causado estragos muito limitados na população humana antes de serem contidos de vez. Não era o caso do vírus que receberia a designação oficial de Sars-CoV-2. O causador da Covid-19 "aprendeu" a infectar células humanas com relativa eficiência e encontrou diante de si bilhões de potenciais vítimas, sem defesas naturais contra ele. E depois de mais de três anos e quase 7 milhões de mortes, a OMS declarou que a doença não é mais uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Folhapress.
19 de novembro de 2014
O vírus chikungunya e sua consequência
A Febre do Chikungunya é uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya, que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti eAedes albopictus. O vírus só pode ser detectado em exames de laboratório. São três os tipos de testes capazes de detectar o Chikungunya: sorologia, PCR em tempo real (RT‐PCR) e isolamento viral. Todas essas técnicas já são utilizadas no Brasil para o diagnóstico de outras doenças e estão disponíveis nos laboratórios de referência da rede pública. Até o dia 18 de outubro de 2014, o Ministério da Saúde registrou casos de Febre Chikungunya no Brasil, que ocorreram nos estados do Amapá, Bahia e Minas Gerais. Como a doença Chikungunya é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança. As medidas que as pessoas devem tomar são exatamente as mesmas recomendadas para a prevenção da dengue, basicamente, não deixar acumular água em recipientes. Os principais sinais e sintomas são febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos, dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Entretanto, cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Foto: Luciano Siqueira. Recife/PE
8 de agosto de 2014
Nossos hospitais estão preparados para o Vírus ebola?
O governo brasileiro está sendo negligente e omisso ao permitir o transporte de mercadorias e pessoas com áreas onde há o surto do vírus ebola. É desnecessário dizer que não temos estrutura física nem profissional para lidar com um surto do vírus ebola, pois a população não recebe atendimento adequado sequer para tratar de uma simples gripe ou para receber um parto humanizado, quem dirá conter um vírus que causa a morte de 90% dos infectados. Ressalto que não temos nenhuma garantia que os médicos cubanos entendam de medicina, nossos hospitais estão sucateados e com excesso de pacientes e a maioria das verbas destinadas aos hospitais públicos são desviadas. Cabe ao governo brasileiro seguir o exemplo de outros países que suspenderam voos com regiões afetadas pelo ebola. Caso o vírus entre no Brasil, teremos um cenário catastrófico. Foto: Firmino Caetano Junior. Daniel Marques. Virginópolis/MG
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